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Lata na mão, uma grande invenção.

Bom Saber, Curiosidades

17/09/2018

Não há nada melhor do que encerrar um bom dia de expediente, chegar em casa e ouvir a sua música favorita, ao vivo: o som de uma lata de cerveja se abrindo. Ainda que para você este prazeroso ritual possa ser uma coisa trivial, do dia a dia, saiba que você é um(a) sortudo(a). Há pouco mais de 80 anos, isto seria impossível.

De acordo com o portal Brewery Collectibles Club of America, o aniversário oficial da lata de cerveja é o dia 24 de janeiro de 1935, dia em que a primeira lata de cerveja foi comercializada nos Estados Unidos. Naquela época, uma lata de cerveja continha 3,2% de álcool, o máximo permitido após a abolição da Lei Seca no país.

Gosto metálico.

Para se ter uma ideia do quanto as latas de cerveja evoluíram de lá para cá, as primeiras bebidas portáteis eram vendidas como muitos alimentos comercializados ainda hoje no Brasil: em latas grossas onde é necessário um abridor de latas para abri-las. Entre as principais queixas dos consumidores da época, o gosto metálico em decorrência do atrito do material com o abridor e a excessiva perda de gás carbônico nesta abertura eram um dos principais fatores de rejeição para este tipo de consumo.

Entre 1942 e 1947, a produção de latas de cerveja foi interrompida nos Estados Unidos por conta da Segunda Guerra Mundial. Já em 1958, as novas latas de alumínio – mais baratas e ainda mais leves – foram introduzidas pelos norte-americanos ao mercado mundial.

O grande desafio tecnológico era poder manter a qualidade da bebida dentro de um recipiente que aguentasse a sua pressão e mantivesse o seu frescor ao máximo. Foi somente em março de 1963 que a então cervejaria Pittsburg Brewery Company trouxe o inovador “Pop Top”, ou lata “abre fácil”. Similar aos abridores atuais, o “pop top” constituía de uma abertura na qual todo o anel e parte da lata eram removidos na abertura. Doze anos mais tarde, em 1975, o mundo conheceria o anel de cerveja nos padrões atuais: sem alterar o gosto da bebida com um abridor e mantendo ao máximo as características originais da cerveja, as latas vieram para ficar.

Por isso, hoje, ao chegar em casa e celebrar a mais um dia vencido de trabalho, não se esqueça de brindar aos homens e mulheres que deram seu suor e dedicação à essa maravilhosa tecnologia que acabou mudando a maneira como consumimos e apreciamos a nossa bebida favorita.

 

Com informações de: Brewery Collectibles Club of America, The Spruce Eats e Wired

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Tudo vai bem com uma IPA na mão

Bom de copo, Estilos de Cerveja

21/05/2018

Verdade seja dita: a IPA é a menina dos olhos quando o assunto é cerveja. Diríamos que 9 em cada 10 cervejeiros a recomendam, enquanto 1 deles finge não gostar. Por detrás desta estatística 100% imprecisa residem alguns fatores importantes, que tornam a Indian Pale Ale tão popular entre os apreciadores da bebida: aroma, corpo e sabor. E isso, a IPA tem de monte.

Como comentamos neste post anterior, seu amargor acentuado e ligeiramente frutado, em decorrência dos cereais e estéreis utilizados, fazem com que alguém que nunca tenha tomado uma IPA antes não se esqueça tão fácil desta primeira experiência. Por isso, que tal trazer um cervejeiro novato para o lado luminoso da Força e impressioná-lo de uma vez por todas com um belo menu degustação que harmonize com a sua IPA?

O roteiro é clássico e não parece ser muito difícil de se lembrar: uma cerveja mais encorpada e forte acompanhará uma comida igualmente mais pesada e forte. Especificamente no caso da IPA, por conta de seu alto teor de lúpulo e amargor, além de um bom grelhado ou receitas que envolvam uma cocção em fogo lento, recomenda-se harmonizar esta bebida com uma comida mais picante. Não se preocupe: justamente o alto teor de lúpulo irá ajudar a diminuir a sensação do picante em sua boca.

Com a eminencia do inverno, mas com belas tardes de sol neste outono, uma boa carne assada e uma IPA na mão serão pedidas excelentes. Descubra as nuances e os sabores da sua própria bebida predileta ao combiná-la com uma comida que lhe traga uma memória afetiva. A sensação é de redescobrir um terreno que você pensava já estar dominado, com novos sabores e sensações.

Além da mencionada carne assada acima, comidas quentes como pimentão recheado, nachos e tortilhas mexicanas, curry de carne com batatas e um salmão grelhado são ideais para acompanhar a sua IPA.

Saúde… e bom apetite!

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Cervejoduto

Bom Saber, Curiosidades

14/05/2018

No princípio era o aqueduto e o aqueduto estava com o povo. Todas as águas eram transportadas por lá, através de suas pontes exuberantes ou simples construções que traziam prosperidade, segurança e alimento às lavouras. Fosse no famigerado Império Romano, na Grécia antiga ou na dinastia Zhang de Han, no império chinês, onde havia água, haveria de ter um aqueduto. Com o tempo e a evolução tecnológica, o transporte tubular foi se sofisticando e trazendo outros importantíssimos recursos naturais, como o gás, o petróleo e – por que não? – cerveja. Isto mesmo: cerveja.

A notícia não é nova, mas pode causar espanto a quem nunca tenha ouvido falar em cidades ou regiões específicas no mundo em que encanamentos especializados levam a nossa bebida favorita direto à uma torneira sagrada. Alguns dos exemplos mais famosos atualmente se encontram na Europa: as cidades de Bruges (Bélgica), Randers (Dinamarca) e Gelsenkirchen (Alemanha) todas possuem um sistema de transporte de cerveja especializado, apelidado aqui carinhosamente por “cervejoduto”.

Por debaixo da turística e medieval Bruges, um encanamento de mais ou menos três quilômetros atravessa a cervejaria De Halve Maan e leva o líquido sagrado para o outro lado da cidade, direto à fábrica de engarrafamento sem – com o perdão do trocadilho – engarrafamento nenhum ao longo do caminho. Isto é, são 12.000 garrafas de cerveja enchidas a cada hora através deste método incomum. Segundo Renaat Landyut, então prefeito da cidade, relatou ao jornal inglês The Guardian, sua primeira reação sobre a construção do cervejoduto foi de espanto: “Oh meu Deus! Mas o que eles estão pensando?”. Mas ao perceber que isto reduziria dramaticamente o número de caminhões específicos para este tipo de transporte e a drástica diminuição de emissão de CO2 no ar, eventualmente acabou topando o projeto mirabuloso.

“Ah, mas não era bem isso o que eu estava imaginando”, deve se indagar o leitor ou a leitora, desapontado(a) com a ideia de não haver um encanamento de cerveja ligado direto com o copo do consumidor. Pode ficar tranquilo, tem mais.

A cidade de Gelsenkirchen, lar do clube de futebol FC Schalke e seus 200 mil habitantes, poderá vibrar ainda mais feliz cada partida vencida ou simplesmente afogar as mágoas nas tristes derrotas. Isto porque a Veltins-Arena, o estádio local com capacidade para 60 mil espectadores, possui exuberantes cinco quilômetros de rotas subterrâneas, recheados de canos de cerveja. Conectados com um reservatório adequado às ocasiões, são cerca de 52 mil litros da bebida despejados diretamente no copo dos fãs a cada partida. Isto é o que chamados de gol.

Se antigamente apenas os recursos mais básicos e necessários eram transportados pelos aquedutos e posteriormente aperfeiçoados com a graça da vontade humana e muita tecnologia, nós cervejeiros e cervejeiras do mundo só podemos sentir orgulho de contribuir com esta demanda por soluções mais práticas, energicamente limpas e divertidas.

Por fim, uma coisa é certa: nunca se esqueça de fechar a torneira. Consumo bom é um consumo com responsabilidade.

Com informações de: Broken Secrets, SCM Transportation, The Guardian e Wikipédia

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Abacaxi Caramelizado na Cerveja Escura

Beerfood, Doces e Sobremesas, Receitas Típicas

16/04/2018

O abacaxi está para as frutas assim como o leão está para os animais: com sua vasta coroa, cores vibrantes e pele trançada, pode-se brincar que o abacaxi é o rei da feira.

Para se ter uma ideia de sua importância, o abacaxi ganhou a medalha de bronze no ranking de produção frutífera no início de 2016, ficando atrás apenas da produção de laranja e da banana daquele ano. Segundo os dados do IBGE, só em 2015 foram produzidas quase 3,5 milhões de toneladas de abacaxi no Brasil. Isto corresponde a quase 9% de toda a produção de frutas no país.

Embora hoje em dia sua produção esteja mais concentrada nos estados de Minas Gerais, Pará e Paraíba, o abacaxi vinha sendo cultivado pelos povos indígenas no centro-oeste brasileiro muito antes desta região conhecer o homem branco. Da origem de duas palavras na língua tupi “ibá” (fruto) e “katí” (de cheiro intenso) – nasceu o nosso “abacaxi”. Mas foi no dia 4 de novembro de 1493, ao embarcar na Ilha de Guadalupe, que Cristóvão Colombo provou a iguaria e a fez levar, literalmente, para todos os continentes do planeta.

Para além de rentável e saboroso, o abacaxi é rico em vitaminas C, B1, B6, ferro, magnésio e fibras. Entre outras propriedades naturais, o portal Boa Forma afirma que esta fruta coroada poder ajuda-lo a perder peso se consumido após as refeições; ajudar no alívio das dores pós-treinamento; ajudar no ganho de massa muscular durante os treinamentos; possui uma ótima ação anti-inflamatória – reduzindo chances de incidência de câncer a osteoartrite –, além de deixar o sistema imunológico mais forte e alerta.

Pelo fato do Brasil ser um dos maiores produtores mundiais dessa fruta, você não precisa arranjar muitas desculpas para começar a consumi-la já. Abaixo, encorajamos a você dar uma turbinada na sua sobremesa com alguns goles de cerveja escura.

Bom apetite!

Abacaxi Caramelizado na Cerveja Escura

Ingredientes:

  • 1 abacaxi
  • 150g de açúcar
  • 50g de manteiga sem sal
  • 200 ml de cerveja escura
  • 1 vagem de baunilha

Modo de Preparo:

  1. Corte a coroa e a parte debaixo do abacaxi e descasque-o. Retire o miolo duro e deposite o abacaxi numa assadeira. Deixe descansando.
  2. Prepare o caramelo: corte a manteiga em pedacinhos e reserve. Numa panela grande, adicione o açúcar, uma colher de sopa de água e mexa sem parar. Quando o açúcar começar a caramelizar, adicione a manteiga em pedaços e a cerveja aos poucos.
  3. Coloque a vagem de baunilha no centro do abacaxi e jogue um pouco do caramelo no centro da fruta (reserve bastante quantidade para depois).
  4. Dica: mantenha o caramelo em fogo baixo e mexa-o de vez em quando para não se solidificar inteiramente.
  5. Leve o abacaxi com a assadeira no forno a 180ºC durante 45 minutos e a cada 10 minutos regue a fruta com o caramelo.

Fonte da receita: Marmiton
Com informações de: Brasil Escola, Mundo Boa Forma, Secretaria de Agricultura e do Abastecimento do Estado de Paraná, Wikipédia

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Deliciando-se nas ondas do rio Danúbio

Beerfood, Doces e Sobremesas, Receitas Típicas

02/04/2018

O que é o que é? Um europeu que possui 10 nacionalidades diferentes, alguns milhões de anos nas costas e mais de 2.800 km de comprimento? Adivinhou se você arriscou a reposta “rio Danúbio”.

O segundo maior rio da Europa é repleto de contos fascinantes, relatos fantasmagóricos e alguns trechos perversos da nossa história contemporânea, incluindo a Primeira e a Segunda Guerras Mundiais. Misticamente falando, é um rio que atravessa regiões cheias de encantos: o Danúbio nasce na Floresta Negra, na Alemanha, e deságua no mar Negro, na costa norte da Turquia.

Além de historicamente abastecer as populações dos 10 países atuais pelos quais ele passa, o Danúbio possui uma reputação comercial inegável, como antigo ponto primordial de trocas. Em tempos medievais, as cidades à beira deste rio – incluindo a pequena Engenhartszell na Áustria e seu único monastério trapista –  formavam uma teia de pequenas estradas conhecidas como “A Rota do Imperador”, conectando todo o Império de Habsburgo, que deu origem ao Império Austro-Húngaro, dissolvido somente no final da Primeira Guerra Mundial.

Hoje em dia, trata-se de uma verdadeira “via expressa aquática”. Desde 1992, quando foi completado o canal Rhine-Main-Danúbio, é possível atravessar a Europa desde o mar do Norte, a partir de Roterdã (na Holanda) até Sulina, na Romênia, e desaguar no mar Morto. Tanto delta do Danúbio quanto sua margem em Budapeste, capital da Hungria, são considerados Patrimônios Mundial da Humanidade.

Através de uma viagem de sabores, na Áustria e na Alemanha existe um doce típico de camadas chamado “Donauwelle” ou “ondas do Danúbio” em homenagem ao mesmo. Nele, um bolo recheado de chocolate ondulado coberto por um creme branco faz jus à rica história de um dos mais importantes rios para a história ocidental moderna.

Donnauwelle com cerveja preta

Ingredientes:

  • 500g de manteiga
  • 230 g de açúcar
  • 6 ovos
  • 340 g de farinha de trigo
  • 2 colheres (chá) de fermento em pó
  • 1 pitada de sal
  • 350 g de cerejas em calda (peso drenado)
  • 450 ml de leite

50 ml de cerveja escura

  • 1 caixa ou pacote de pudim de baunilha
  • 200 g de chocolate amargo para cobertura
  • 2 colheres (sopa) de chocolate em pó

Modo de Preparo:

  • Pré-aqueça o forno a 180°C. Bata 250 g manteiga amolecida com 200 g de açúcar. Acrescente os ovos um a um. Adicione a farinha, o fermento e uma pitada de sal.
  • Coloque metade da massa num tabuleiro fundo, untado e enfarinhado. Mistue o restante da massa com o chocolate em pó e espalhe cuidadosamente sobre a massa branca. Distribua as cerejas sobre a massa. Asse o bolo por 35 a 40 minutos a 180°C.
  • Para o creme, dissolva o pó de pudim de baunilha no leite e na cerveja. Acrescente 30 g de açúcar e prepare de acordo com as instruções da embalagem. Por fim, acrescentar os outros 250 g de manteiga amolecida ao pudim, até obter uma consistência homogênea. Deixe o pudim e a massa esfriar. Espalhe o pudim sobre a massa.
  • Para a cobertura, derreta o chocolate em banho-maria e espalhe-o sobre o creme. Leve o bolo à geladeira antes de servir.

 Com informações de: DW, Wikipédia
Fonte da receita:  DW (contém adaptações)

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Eis o Homem-Cerveja

Bom Saber, Curiosidades

23/10/2017

Talvez você não tenha percebido, mas uma mudança muito pequena e gradativa está ocorrendo no seu corpo neste exato momento, enquanto você lê este texto. É uma mudança que envolve você como um todo, transformando-o a cada dia num ser diferente. O grande responsável por esta mudança? Um gole de cerveja.

Pesquisadores da Universidade de Tel Aviv lançaram um estudo sobre como cada tipo de bebida, entre elas o café e a cerveja, não só alteram o comportamento do ser humano em suas relações sociais, mas como também são responsáveis por mudanças gradativas – e permanentes – no DNA do Homem. Em linhas gerais, para além do “estimulante” (café) e do “relaxante” (cerveja), estas bebidas irão reescrever certas partes do seu genoma, alterando o futuro das suas células. Para o bem e para o mal.

O estudo conduzido em 2013 pelo professor Martin Kupiec e sua equipe do Departamento de Microbiologia Molecular da Universidade de Tel Aviv identificou que as bebidas mencionadas alteram o comprimento dos telômeros. Para nós, leigos, os telômeros são basicamente a pontinha de DNA de nossos cromossomos, responsáveis por transmitirem toda a nossa carga genética adiante. Ainda mais, os telômeros são identificados como os responsáveis pelo nosso relógio biológico (duração da vida do ser humano) e surgimento de doenças, como o câncer. Neste sentido, o comprimento do telômero diz respeito ao quanto uma determinada célula ainda pode se duplicar, gerando novos cromossomos e novas células a partir de seu original. Quanto menor o telômero, “mais copiada” esta célula já foi. E quanto mais copiada, mais “velha” ela é. Eventualmente o telômero fica curto demais para se duplicar e essa célula morre.

Utilizando-se de fermento biológico como cobaias, os pesquisadores aplicaram 12 tipos de estressores sobre estes micro-organismos, fazendo constar que, dentre alguns outros estressores (como uma pequena infusão de cafeína e a variação de temperatura e pH), a cerveja foi identificada como um fator de aumento do telômero. Neste quesito, ponto positivo para a cevada e para a cafeína.

De acordo com o estudo, a grande maioria dos genes que sofreram alguma interferência, seja de encurtamento ou alongamento nos telômeros, estão presentes no corpo humano. Nas palavras de Martin Kupiec, “o que aprendemos aqui pode contribuir, um dia, para a prevenção e tratamento de doenças humanas.” Enquanto o laboratório estuda provar esta relação causal, o professor recomenda apenas uma coisa: “relaxar, beber um pouquinho de café e cerveja”.

Com informações de Science Daily e American Friends of Tel Aviv University

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Uma cerveja para guardar

Bom de copo, Estilos de Cerveja

25/09/2017

Somos privilegiados. Ter nascido no século XX e XXI significa que você pode consumir a sua cerveja favorita durante o ano inteiro. Faça chuva ou faça sol, basta dar um Google para encontrar uma loja mais próxima (ou fazer um delivery com o seu smartphone) e encomendar a sua gelada preferida. No entanto, as coisas nem sempre foram assim.

Conhecida como bière de saison, ou “cerveja da estação”, este estilo de cerveja ganhou este nome por ser produzida única e exclusivamente durante uma época específica do ano na região da Bélgica e norte da França. Em geral, as melhores cervejas eram produzidas no começo do inverno, quando as temperaturas e a luz do sol baixam consideravelmente na Europa, e por meses a fio maturavam em barris de cerveja – sendo consumidas apenas seis meses depois, com muito gosto no calor do verão.

Embora possa soar como uma verdadeira provação ao cervejeiro moderno ter que esperar meio ano para beber a sua bebida favorita, esta longa espera tem um motivo claro e nobre: controle de qualidade. Pelo fato de não existir tecnologia na época para refrigerar um ambiente e manter o controle da temperatura na hora da produção, confeccionar uma cerveja durante o frio do inverno era sinônimo de garantia do produto final. Em outras palavras: a máxima “antes tarde do nunca” era aplicada à risca aqui.

Hoje, graças ao advento da tecnologia, este tipo de cerveja é produzido durante o ano inteiro – mas assim como antigamente, é possível encontrar produtores locais que fermentam a bebida em barris de madeira e a armazenam em garrafas fechadas à rolha de cortiça, tal qual uma bebida saída do século XIX.

Ficou curioso para provar? Um tipo famoso de cerveja da estação é a bière de garde, ou “cerveja de guarda”, produzida no norte da França. Com alta graduação alcoólica, que varia entre 6% e 9% ABV em média, esta Pale Ale encorpada e com amargor presente é ideal para ser consumida num copo estilo pint.

Com informações de: All About Beer, Rate Beer, Revista da Cerveja

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Bom Saber: 10 rótulos de cervejas com os nomes mais hilários no mundo cervejeiro

Bebidas, Bom Saber

11/09/2017

Batizar uma cerveja pode ser uma tarefa tremendamente difícil. Afinal, uma vez nomeada a sua criação, não há maneiras de voltar atrás e se arrepender. Ainda assim, muita gente assumiu este compromisso com muito humor e leveza, gerando alguns dos nomes mais hilários no mundo cervejeiro.

Acompanhe, abaixo, 10 rótulos nacionais e internacionais que vão lhe garantir algumas boas risadas.

Ripa na Chulipa

Estilo: IPA
Porcentagem Alcoólica: 7% ABV

Centeio Dedo

Estilo: American IPA
Porcentagem Alcoólica: 6,5% ABV

Preguiça

Estilo: Witbier
Porcentagem Alcoólica: 5% ABV

Olívia Ipalito

Estilo: IPA
Porcentagem Alcoólica: 5,4% ABV

Fio Terra

Estilo: IPA
Porcentagem Alcoólica: 6% ABV

Hello, My Name is Zé

Estilo: American IPA
Porcentagem Alcoólica: 6,4% ABV
Sobre o nome: literalmente “Olá, Meu Nome é Zé” – ou apenas “Zé” para os íntimos – esta cerveja foi desenvolvida em 2014 para a Copa do Mundo daquele ano.

Rialto

Estilo: Lager
Porcentagem Alcoólica:  5% ABV
Sobre o nome: embora “Rialto” sugira que alguém acabou de contar uma piada daquelas, o nome se refere, na verdade, ao local homenageado por estes produtores salvadorenhos aos templos maias na região de Rialto.
668 Neighbor of the Beast

Estilo: Belgian Golden Strong Ale
Porcentagem Alcoólica: 9% ABV
Sobre o nome: literalmente “668, o Vizinho da Besta” – os produtores desta bebida brincam que “ao lado de Satã, é bom estar preparado com uma boa cerveja em mãos”.

Hoptimus Prime

Estilo: American Double
Porcentagem Alcoólica: 9% ABV
Sobre o nome: trocadilho com um personagem da cultura pop, o robô da série Transformers, o herói Optimus Prime e a palavra “hop” – que inglês significa “lúpulo”. O rótulo desta cerveja apresenta um grande robô feito de lúpulo.

Kilt Lifter

Estilo: Strong Scotch Ale
Porcentagem Alcoólica: 8% ABV
Sobre o nome: esta Ale escocesa se orgulha de possuir um equilíbrio perfeito entre o malte e o lúpulo, deixando qualquer homem escocês com o “kilt levantado”.

Com informações de: Brejas e Minibrew

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Um voo cervejeiro

Bom Saber, Curiosidades

05/06/2017

Atenção senhores passageiros: após afivelarem os cintos, por favor ergam os seus copos para o alto, vejam a coloração da sua cerveja, sintam o aroma da bebida e façam um brinde ao nosso destino, pois estamos prestes a decolar.

Embora a ideia acima pareça absurda, foi pensando na tradição e modernidade alemã que a fabricante de cerveja Airbräu abriu suas portas no Aeroporto Internacional de Munique há 18 anos, em 1999. Até hoje, ela detém o posto mundial como a única deste tipo.

Em meio aos mais de 40 milhões de passageiros / ano que passam pelo segundo aeroporto mais movimentado da Alemanha, o sétimo mais movimentado da Europa e 30º em todo o mundo, há espaço para cerca de 250 pessoas tomarem uma gelada antes de pegar o próximo voo. No menu, três cervejas fazem parte do cardápio oficial: a “Fliegerquell” ou “Fonte do aviador”, uma ale amarga e saborosa; a “Kumulus” ou “Nuvem”, feita de trigo e mais encorpada e, por último, a “Jetstream” ou “Fumaça de Avião”, novidade pilsen da casa.

É possível também realizar um passeio organizado pela cervejaria e conhecer todo o processo de confecção dessa bebida “que veio dos céus”. Tudo isso, é claro, acompanhado de muita comida tradicional da Baviera, como o Weisswürste (salsicha de carne de porco) e o Schnitzel (costeleta de porco) – para deleite do bom turista.

No comando da produção encontra-se o jovem René Jacobsen, com diploma de mestrado oficial em mestre cervejeiro pela Universidade Técnica de Berlim. Pois, afinal, quando se trata da Alemanha – o quarto maior país consumidor per capta de cerveja no mundo – nem mesmo o céu é o limite para se aproveitar uma boa gelada.
Com informações de Aeroporto de Munique, Bavaria.by e Wikipédia

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Cerveja de trigo: do solo ao copo

Bom de copo, Estilos de Cerveja

16/12/2016

Para você que está acompanhando durante esta semana a nossa viagem pelo maravilhoso mundo das Weissbier, ou cerveja de trigo, e resolveu experimentar uma, aqui vão algumas dicas que podem otimizar a sua experiência como um todo. Tome nota:

(mais…)

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