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A origem do Oktoberfest

Bom Saber

12/11/2018

Todo bom amante de cerveja que se preze já sonhou, pelo menos uma vez na vida, poder carimbar o seu passaporte na Alemanha e visitar a maior feira mundial da bebida, também conhecida como Oktoberfest. Mas, uma dúvida que poucos realmente ousam responder é: de onde surgiu esta festa?

Literalmente “festa de outubro” em alemão, a história do Oktoberfest remonta ao casamento do Rei Luís Primeiro da Baviera com a Princesa Teresa Carlota Luisa Frederica Amália de Saxe-Hildburghausen em 12 de outubro de 1810. Através de uma celebração pública nos jardins em frente aos portões da cidade, o local foi rebatizado como “os campos de Teresa” em homenagem à futura rainha, ou Theresenwiesen em alemão – o que explica o motivo pelo qual o Oktoberfest é conhecido pelos habitantes de Munique como Wiesen.

O sucesso foi tão tremendo que resolveram repetir a brincadeira no ano seguinte, em 1811, com algumas atrações públicas inéditas, incluindo a primeira Exposição de Agricultura, e a tradicional corrida de cavalos da região. Com exceção de pouquíssimos anos ao longo desta história bicentenária (como as Guerras Napoleônicas em 1813 e a Primeira e a Segunda Guerra Mundial), a cidade de Munique passou a ser reconhecida regional, nacional e internacionalmente ao longo dos seus anos de existência por causa deste evento.

Apesar do nome, o Oktoberfest é comemorado a partir da metade de setembro até o comecinho de outubro. A mudança foi adotada por conta da instabilidade meteorológica do mês de outubro na Baviera, além de setembro ser um mês relativamente bem mais quente e com dias mais longos que o mês sucessor.

Com proporções absolutamente inacreditáveis, o Oktoberfest do século 21 atrai mais de 7 milhões de visitantes de todo o mundo, reunidos numa área de 420 mil metros quadrados – equivalente a mais de 42 campos de futebol oficiais –, que consomem nada mais nada menos do que 7 milhões de litros de cerveja – ou mais de três piscinas olímpicas da bebida – em apenas duas semanas de festa.

Caso você tenha perdido a comemoração deste ano, é possível já se programar para a farra do ano que vem. Em 2019, o Oktoberfest de Munique será celebrado entre os dias 21 de setembro e 06 de outubro. O site oficial do festival  oferece a programação completa do próximo evento, incluindo a venda de pacotes especiais, com atrações exclusivas.

Dos campos da rainha para o mundo: um brinde a todos os cervejeiros.

 

Com informação de: Delaware Saengerbund and Library Association, Prefeitura de Munique e Wikipédia

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A Linguagem dos Boêmios

Bom Saber, Curiosidades

05/11/2018

Quem já teve a oportunidade de viajar para fora do país ou tentou contar uma história para um gringo sabe do que estamos falando: às vezes a gente trava na hora de falar outra língua, mas basta tomar alguns copos de cerveja para magicamente sermos fluente em qualquer idioma, até mesmo em russo. Brincadeiras à parte, de acordo com a ciência não se trata apenas de uma impressão, mas de um fato real que envolve todos os cervejeiros de plantão.

Segundo estudo publicado em conjunto pelas universidades de Cambridge, Liverpool (Inglaterra), Friburgo (Alemanha) e Maastricht (Holanda), o álcool pode ter efeitos benéficos na pronunciação de uma língua estrangeira para aqueles que estão em processo de aprendizagem de um novo idioma.

Tal pesquisa contou com a participação de 50 homens e mulheres nativos em alemão que haviam recentemente aprendido o holandês. Essas pessoas foram avaliadas previamente com o mesmo nível de capacidade de pronunciação na língua holandesa e, entre elas, foi distribuída aleatoriamente uma bebida com baixo teor alcoólico para metade do grupo, enquanto a outra metade recebeu uma bebida não-alcóolica. No papel do “gringo amigo”, um holandês nativo, com uma venda nos olhos, iniciava uma conversa informal com um dos participantes enquanto o papo era todo gravado. Ao final da conversa, o participante alemão fazia uma autoavaliação de como se sentia em relação a sua habilidade com o idioma estrangeiro e sua conversa era posteriormente analisada por um segundo avaliador nativo em holandês, sem que este soubesse se aquela pessoa havia ingerido álcool ou não.

Em relação à autoestima idiomática dos candidatos em si, tanto os que beberam álcool quanto àqueles que não beberam se avaliaram de maneira muito similar. Já os resultados dos avaliadores nativos de língua holandesa evidenciam que aqueles que ingeriram uma quantidade pequena de álcool se beneficiaram de uma pronúncia melhor e mais clara, e tiveram melhor desenvoltura gramatical em relação àqueles que não consumiram álcool.

Vale reforçar, no entanto, que o consumo excessivo de álcool pode ter o seu efeito poliglota invertido: as mesmas conclusões não valem para quem abusa da bebida alcoólica, causando o conhecido enrolar de línguas. Agora, para você que tem um inglês “avançado” e um espanhol “intermediário” no currículo e não sabe como melhorar a sua pronunciação, nós lhe damos uma boa dica: comece ensinando ao gringo ou à gringa como é que se bebe cerveja no Brasil.

Com informação de: Revista Exame e SagePub

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Scotch Ale: A Poderosa Escocesa

Bebidas, Bom de copo, Histórias da Cerveja

22/10/2018

Era uma vez um país muito frio e chuvoso, em que boa parte do ano as terras desse lugar estão cobertas por uma fina capa de água intermitente, quando não tomadas pela fria geada e meses de neve. Nesta região dominada pelo verde musgo do solo sempre molhado, muitos homens e mulheres tentaram extrair o melhor da terra para a confecção de uma cerveja única e saborosa. Senhoras e senhores: bem-vindos à Escócia.

Com a impossibilidade de se cultivar um lúpulo de boa qualidade, as populações do norte do Reino Unido ou importavam a matéria-prima de regiões mais quentes do globo ou restringiam o uso do lúpulo com o resto útil que lhes sobrava em mãos. Não à toa, as Scotch Ales são conhecidas por seu baixo teor de amargor e um sabor acentuado puxado para o malte e o caramelo. Originalmente, este malte ligeiramente marrom foi sendo substituído ao longo do tempo pelo malte tostado e pela cevada não-maltada para preservar a sua coloração marrom-cobreada original.

Divididas em quatro subcategorias gerais, que variam da menor à maior densidade e graduação alcoólica, os subtipos recebem o nome da antiga medida de preço (e qualidade) utilizada no século XIX para um barril da bebida comercializada. A medida descrita com o símbolo de uma barra e um sinal negativo indicam quantos schillings, ou frações libra não-decimais, cada barril valia. São elas: Scotch Ale light 60/-, ou leve, com teor alcoólico de até 3,5% ABV; heavy 70/-, ou pesada, com teor alcoólico entre 3,5% e 4% ABV; export 80/-, ou exportação, com teor alcoólico entre 4% e 5,5% ABV e Strong Scotch Ale, ou forte, também conhecida como wee heavy, com teor alcoólico acima de 6% ABV.       

Pelo fato das Strong Scotch Ale possuírem geralmente, mas não obrigatoriamente, um tempo maior de fervura, a caramelização dos açúcares do mosto e o aumento da densidade do mesmo geram uma cerveja mais doce e ao mesmo tempo mais alcoólica. Por isso, recomenda-se harmonizar uma Strong Scotch Ale com carnes mais intensas, como carne de cordeiro e javali ou sobremesas não tão açucaradas.

Um brinde às terras altas!

Com informações de: BJPC, Cerveja Magazine, Cerveza Artezana, Goronah e Wikipédia

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Rã na Cerveja

Beerfood, Carnes, Receitas Típicas

08/10/2018

Antes que você faça cara de nojinho, saiba que a carne de rã é uma iguaria em muitos países do mundo, incluindo a França, Alemanha e Japão, por exemplo. Além de uma carne extremamente saborosa, trata-se de um alimento muito saudável.

De acordo com estudo divulgado pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) no ano de 2009, a imigração europeia, notadamente a italiana, francesa, suíça e belga trouxe à América o hábito de consumir rãs em território nacional. Segundo a mesma pesquisa, as populações autóctones, indígenas, também já possuíam este hábito. Grandes ranicultores – aqueles que possuem criações de rãs – datam desde 1935 sua presença no Brasil, mas a produção e consumo deste tipo de alimento oscilou bastante durante o século XX e o início do século XXI.

O estudo também informa que a carne de rã possui 17% de proteína – teor semelhante à da carne de frango e de peixe –, baixo teor de colesterol – cerca de um terço em relação à carne de boi e menos da metade em relação à carne de porco – e “é muito prescrita para pacientes com carência de cálcio e osteoporose, por conter quantidade elevada de cálcio”.

Embora não haja estudos atuais conclusivos sobre a produção e consumo em território nacional, segundo o levantamento de 2016 feito pelo IBGE publicado pelo jornal O Globo, foram identificadas 160 toneladas de produção de rã no Brasil, embora este número pareça refletir apenas um terço da real produção no país. Isto significa, portanto, que somos o segundo maior produtor mundial de rãs, perdendo apenas para o Taiwan – país insular asiático notadamente conhecido pelo consumo deste anfíbio.

Em entrevista para o jornal Folha de Londrina, Sandra Akemi Bornia, proprietária do bar Izakaya, afirma: “Há preconceito só por causa do nome do prato, porque depois que as pessoas experimentam a carne, elas não costumam se arrepender. É um ótimo aperitivo, ainda mais acompanhado de uma cerveja gelada”.

Seguiremos seu conselho, Sandra: nada melhor do que abrir os horizontes para novas – e deliciosas – experiências. Um brinde!

 

Rã à Doré na Cerveja

Ingredientes

  • 6 rãs grandes
  • 1 dente de alho
  • Sal e pimenta a gosto
  • Suco de 1 limão médio
  • 100 ml de cerveja clara
  • Farinha de trigo para empanar
  • Óleo para fritar

Modo de Preparo

1.Tempere as rãs com o alho, sal, pimenta e limão.
2. Deixe descansar por 20 a 30 minutos com tempero na cerveja.
3. Passe na farinha de trigo, batendo bem para tirar o excesso.
4. Frite em óleo quente abundante.

Fonte da receita: Brejinha Boteco (contém adaptações)

Com informações de: Embrapa, Folha de Londrina e Globo Rural

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Lata na mão, uma grande invenção.

Bom Saber, Curiosidades

17/09/2018

Não há nada melhor do que encerrar um bom dia de expediente, chegar em casa e ouvir a sua música favorita, ao vivo: o som de uma lata de cerveja se abrindo. Ainda que para você este prazeroso ritual possa ser uma coisa trivial, do dia a dia, saiba que você é um(a) sortudo(a). Há pouco mais de 80 anos, isto seria impossível.

De acordo com o portal Brewery Collectibles Club of America, o aniversário oficial da lata de cerveja é o dia 24 de janeiro de 1935, dia em que a primeira lata de cerveja foi comercializada nos Estados Unidos. Naquela época, uma lata de cerveja continha 3,2% de álcool, o máximo permitido após a abolição da Lei Seca no país.

Gosto metálico.

Para se ter uma ideia do quanto as latas de cerveja evoluíram de lá para cá, as primeiras bebidas portáteis eram vendidas como muitos alimentos comercializados ainda hoje no Brasil: em latas grossas onde é necessário um abridor de latas para abri-las. Entre as principais queixas dos consumidores da época, o gosto metálico em decorrência do atrito do material com o abridor e a excessiva perda de gás carbônico nesta abertura eram um dos principais fatores de rejeição para este tipo de consumo.

Entre 1942 e 1947, a produção de latas de cerveja foi interrompida nos Estados Unidos por conta da Segunda Guerra Mundial. Já em 1958, as novas latas de alumínio – mais baratas e ainda mais leves – foram introduzidas pelos norte-americanos ao mercado mundial.

O grande desafio tecnológico era poder manter a qualidade da bebida dentro de um recipiente que aguentasse a sua pressão e mantivesse o seu frescor ao máximo. Foi somente em março de 1963 que a então cervejaria Pittsburg Brewery Company trouxe o inovador “Pop Top”, ou lata “abre fácil”. Similar aos abridores atuais, o “pop top” constituía de uma abertura na qual todo o anel e parte da lata eram removidos na abertura. Doze anos mais tarde, em 1975, o mundo conheceria o anel de cerveja nos padrões atuais: sem alterar o gosto da bebida com um abridor e mantendo ao máximo as características originais da cerveja, as latas vieram para ficar.

Por isso, hoje, ao chegar em casa e celebrar a mais um dia vencido de trabalho, não se esqueça de brindar aos homens e mulheres que deram seu suor e dedicação à essa maravilhosa tecnologia que acabou mudando a maneira como consumimos e apreciamos a nossa bebida favorita.

 

Com informações de: Brewery Collectibles Club of America, The Spruce Eats e Wired

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Patê de Cerveja ou Obatzda

Bebidas, Beerfood, Receitas Típicas

03/09/2018

O bom cervejeiro e a boa cervejeira que se prezem sabem se alimentar bem para curtir a sua bebida favorita. Por isto hoje lhe trazemos uma deliciosa receita direto da Baviera, região sul da Alemanha, cuja capital Munique é referência mundial em produção e consumo de cerveja.

Conhecido como Obatzda, este típico patê alemão-baviero é consumido nos Biergarten, ou “jardins de cerveja”, no qual grandes porções de bebida são intercaladas com grandes porções de comida. Para manter o ou a atleta em jogo, serve-se o Obatzda com o pão igualmente típico da região, conhecido como Brezel.

Desde 2015, o Obatzda adquiriu o registro de “Comida da Baviera” da União Europeia, cuja indicação geográfica protegida (PGI, na sigla em inglês) confere aos produtores locais a sua origem exclusiva.

Seu nome vem do bávaro e significa “triturado”. Segundo antigos relatos, a origem desta iguaria advém de uma reciclagem de queijos não consumidos, em especial o camembert e outros queijos de massa mole, que ao invés de pararem na lata do lixo, ganhavam um resinificado nesta deliciosa massa picante.

Como dizem os alemães: Prost! ou Saúde!

 

Ingredientes

  • 150g de queijo Camembert (sem a crosta branca)
  • 1 colher de sopa (bem cheia) de manteiga
  • 150g de cream cheese
  • 6 colheres de sopa de cerveja preta
  • 1/2 cebola picada
  • 2 colheres de sopa de paprica picante em pó
  • Cebolinha picada a gosto
  • Sal e pimenta do reino a gosto

Modo de preparo

  1. Numa tigela, misture o queijo camembert, a manteiga e o cream cheese.
  2. Acrescente a cerveja, e misture até formar uma pasta bem homogênea.
  3. Adicione a páprica em pó, a cebola, a cebolinha, o sal e a pimenta. Se necessário, acrescente mais um pouco de cerveja.
  4. Leve à geladeira por 20 minutos e sirva.


Fonte da receita: Pip Receitas

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Roggenbier – A Cerveja de Centeio

Bom de copo, Estilos de Cerveja

30/07/2018

Assim como a Fênix que ressurgiu das cinzas, a Roggenbier é um tipo de cerveja que praticamente desapareceu da face da Terra durante cinco séculos e retornou com força em pleno século 21. Além disso, ela é a nossa candidata favorita à representante da exótica categoria de cervejas de centeio.

Segundo a Wikipédia, até o século 15 na Alemanha era comum a utilização do malte de centeio para a confecção de cerveja. No entanto, com o advento da Lei da Pureza da Cerveja (ou Reinheitsgebot, em alemão), promulgada pelo duque Guilherme Quarto da Baviera em 1516, estipulou-se naquela região da Europa que a cerveja deveria ser feita exclusivamente a partir de água, malte de cevada e lúpulo. Neste caso, o centeio ficou exclusivamente dedicado à confecção de outros alimentos, como pães e massas.

Hoje em dia, com a libertação da Lei da Pureza da Cerveja e o resgate à memória de antigas tradições em bebidas, a Roggenbier ressurgiu para ficar. Trata-se de uma cerveja cuja composição do malte tem, em média, pelo menos 50% de centeio.

Segundo o portal Beer Judge Certification Program, referência mundial na catalogação e promoção do conhecimento sobre cerveja, a Roggenbier é uma bebida medianamente encorpada, de alta carbonatação, cuja cor varia de um laranja acobreado a um marrom claro – entre 14 e 19 SRM – e possui, em média, entre 4,5% e 6% porcentagem alcóolica.

Para fugir um pouco das convencionais cervejas de cevada e de trigo, experimente hoje uma Roggenbier e deixe os seus comentários sobre a sua experiência abaixo.

Com informações de: Beer Judge Certification Program, Winning Home Brew e Wikipédia

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Cerveja na Chapa

Beerfood, Carnes

28/05/2018

O Dia Mundial do Hambúrguer é comemorado em 28 de maio. Por isso, nada melhor do que prepararmos, nós mesmos, uma singela homenagem à esta deliciosa peça da comida rápida, de sucesso internacional.

Embora muitos encarem o hambúrguer como uma receita tipicamente norte-americana, mais especificamente dos Estados Unidos, há indícios de que os povos tártaros comiam “fast-food” muito antes dos colonizadores europeus chegarem à América. Hoje em dia, os historiadores possuem indícios suficientes para concluir que a população nômade que vivia entre a Rússia e a Turquia por volta do século 12 e 13 parava para comer uma carne relativamente passada por conta do longo tempo de transporte a cavalo, amontada em formatos do atual hambúrguer.

Cerca de 600 anos depois, os alemães já haviam incorporado (e refinado) a receita como é conhecida hoje. Ao cruzarem o Atlântico no início do século XX para buscarem melhores oportunidades de vida na América, a menina dos olhos e terra da prosperidade numa Europa arrasada pelas guerras, acredita-se que o Porto de Hamburgo, pelo quaL os alemães adentravam o Novo Continente em Nova York, foi a porta de entrada para a popularização daquela carne “ao estilo de Hamburgo” – daí advém o nome “hambúrguer”.

Para se ter uma ideia, o registro oficial mais antigo que se tem desta iguaria na cidade de Nova York é de 1836. Com a chegada cada mais proeminente de alemães na cidade, foi apenas uma questão de tempo para que a receita germânica fosse adotada massivamente pelos norte-americanos.

No Brasil, a primeira cadeia de comida estilo fast-food foi aberta em 1952 na Rua Raimundo Correa, em Copacabana, na cidade do Rio de Janeiro, pelo americano Robert Falkenburg.

Agora, como dizem por aí, “fácil mesmo é comer, quero é ver é fazer!”. Por isso, é hora de arregaçar as mangas, chamar o(a) mestre cuca que há dentro de você e embarcar nesta onda americana – quer dizer… alemã, quer dizer… tártara, quer dizer… nossa.

Hambúrgueres Defumados de Cerveja Com Molho Cremoso de Mostarda

Ingredientes:

  • 900g de carne magra moída
  • 150g de queijo Gouda defumado e cortado em cubos de 0,6cm a 1,3cm
  • 1 cebola média ou 1/2 cebola grande
  • 2 colheres de chá de páprica doce defumada
  • 1 colher de chá de cominho em pó
  • Tempero para grelhados (recomendado: Montreal Steak Seasoning)
  • Sal grosso e pimenta do reino moída na hora
  • 2 dentes de alho ralados ou finamente picados
  • Punhado generoso de salsinha fresca finamente picada
  • 1 colher de sopa de molho inglês
  • 1/2 garrafa (350ml) de cerveja clara
  • Azeite de oliva extravirgem para regar
  • 1/2 xícara de mostarda marrom picante
  • 1/4 a 1/3 xícara de sour cream
  • 2 a 3 colheres de sopa de endro fresco picado ou 1 colher de chá de endro seco
  • 4 pães de hambúrguer cortados ao meio e levemente tostados
  • Alface de folha verde ou roxa para cobrir
  • Picles doces fatiados para cobrir

Modo de Preparo:

  • Preaqueça a grelha em temperatura média-alta.
  • Coloque a carne em uma tigela e adicione o queijo. Descasque a cebola e corte ao meio, se estiver utilizando meia cebola. Rale cerca de 3 a 4 colheres de sopa de cebola diretamente sobre a carne na tigela. Pique a cebola restante e reserva para cobrir. Adicione os temperos à carne: páprica, cominho e cerca de 1 colher de sopa de tempero para grelhados e/ou um pouco de sal e pimenta. Adicione o alho, salsa, molho inglês e cerveja, e em seguida molde 4 hambúrgueres grandes tornando-os um pouco mais finos no centro do que nas bordas.
  • Os hambúrgueres incham quando cozidos, portanto isso os torna uniformes. Regue um pouco de azeite sobre os hambúrgueres e então grelhe por cerca de 4 minutos de cada lado para o ponto médio-malpassado, 5 minutos de cada lado para ao ponto e 6 a 7 minutos de cada lado para bem passado.
  • Misture a mostarda e sour cream com o endro.
  • Coloque os hambúrgueres sobre as metades inferiores dos pães e cubra com a alface, picles e cebola crua picada. Passe o molho nas metades superiores dos pães e sirva.

Fonte da Receita: Food Network
Com informações de: Britannica, Calendarr, Fatos Desconhecidos

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Cervejoduto

Bom Saber, Curiosidades

14/05/2018

No princípio era o aqueduto e o aqueduto estava com o povo. Todas as águas eram transportadas por lá, através de suas pontes exuberantes ou simples construções que traziam prosperidade, segurança e alimento às lavouras. Fosse no famigerado Império Romano, na Grécia antiga ou na dinastia Zhang de Han, no império chinês, onde havia água, haveria de ter um aqueduto. Com o tempo e a evolução tecnológica, o transporte tubular foi se sofisticando e trazendo outros importantíssimos recursos naturais, como o gás, o petróleo e – por que não? – cerveja. Isto mesmo: cerveja.

A notícia não é nova, mas pode causar espanto a quem nunca tenha ouvido falar em cidades ou regiões específicas no mundo em que encanamentos especializados levam a nossa bebida favorita direto à uma torneira sagrada. Alguns dos exemplos mais famosos atualmente se encontram na Europa: as cidades de Bruges (Bélgica), Randers (Dinamarca) e Gelsenkirchen (Alemanha) todas possuem um sistema de transporte de cerveja especializado, apelidado aqui carinhosamente por “cervejoduto”.

Por debaixo da turística e medieval Bruges, um encanamento de mais ou menos três quilômetros atravessa a cervejaria De Halve Maan e leva o líquido sagrado para o outro lado da cidade, direto à fábrica de engarrafamento sem – com o perdão do trocadilho – engarrafamento nenhum ao longo do caminho. Isto é, são 12.000 garrafas de cerveja enchidas a cada hora através deste método incomum. Segundo Renaat Landyut, então prefeito da cidade, relatou ao jornal inglês The Guardian, sua primeira reação sobre a construção do cervejoduto foi de espanto: “Oh meu Deus! Mas o que eles estão pensando?”. Mas ao perceber que isto reduziria dramaticamente o número de caminhões específicos para este tipo de transporte e a drástica diminuição de emissão de CO2 no ar, eventualmente acabou topando o projeto mirabuloso.

“Ah, mas não era bem isso o que eu estava imaginando”, deve se indagar o leitor ou a leitora, desapontado(a) com a ideia de não haver um encanamento de cerveja ligado direto com o copo do consumidor. Pode ficar tranquilo, tem mais.

A cidade de Gelsenkirchen, lar do clube de futebol FC Schalke e seus 200 mil habitantes, poderá vibrar ainda mais feliz cada partida vencida ou simplesmente afogar as mágoas nas tristes derrotas. Isto porque a Veltins-Arena, o estádio local com capacidade para 60 mil espectadores, possui exuberantes cinco quilômetros de rotas subterrâneas, recheados de canos de cerveja. Conectados com um reservatório adequado às ocasiões, são cerca de 52 mil litros da bebida despejados diretamente no copo dos fãs a cada partida. Isto é o que chamados de gol.

Se antigamente apenas os recursos mais básicos e necessários eram transportados pelos aquedutos e posteriormente aperfeiçoados com a graça da vontade humana e muita tecnologia, nós cervejeiros e cervejeiras do mundo só podemos sentir orgulho de contribuir com esta demanda por soluções mais práticas, energicamente limpas e divertidas.

Por fim, uma coisa é certa: nunca se esqueça de fechar a torneira. Consumo bom é um consumo com responsabilidade.

Com informações de: Broken Secrets, SCM Transportation, The Guardian e Wikipédia

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12 festivais de cerveja para você participar em 2018

Sem categoria

05/01/2018

O seu objetivo de vida é poder provar todas as cervejas do mundo? Embora tecnicamente impossível, podemos dar o caminho das pedras para você começar a ir atrás deste objetivo utópico em grande estilo. Abaixo, listamos 12 festivais internacionais de cerveja, um em cada canto do mundo, para você riscar da sua lista o melhor deste ouro líquido.

Great Alaska Beer & Barley Wine Festival

Onde: Anchorage, Alasca (EUA)
Quando: 19 e 20 de janeiro de 2018
Recomendado para: os beberrões de coração forte. Enfrentar o inverno do Alasca será um desafio e tanto, mas uma prova de amor à cerveja, num ambiente praticamente marciano, com temperaturas frequentemente abaixo dos -10ºC.

Brugs Bierfestival

Onde: Bruges, Bélgica
Quando: 03 e 04 de fevereiro de 2018
Recomendado para: o cervejeiro clássico que deseja conhecer a Bélgica, o paraíso das cervejas mundiais.

Melbourne Beer Festival

Onde: Melbourne, Austrália
Quando: 03 de março de 2018
Recomendado para: quem não tem medo de avião, o evento reúne as melhores confecções da cervejaria australiana e pode ser a sua chance de provar uma gelada da Ilha da Tasmânia, rara por estas bandas de cá.

Great Las Vegas Festival of Beer

Onde: Las Vegas, Estados Unidos
Quando: 06 e 07 de abril de 2018
Recomendado para: os grandes apostadores. Além da possibilidade de desbravar mais de 500 tipos de cervejas produzidas artesanalmente, esta pode ser a sua chance de sair mais rico do que chegou e, quem sabe, voltar de primeira classe para casa.

Dark Lord Day

Onde: Chicago, Estados Unidos
Quando: 19 de maio de 2018
Recomendado para: quem não tem medo do capeta. Batizado de “Dia do Senhor das Trevas”, este festival comemora a produção artesanal de uma Imperial Stout vendida exclusivamente durante este dia, além de uma vasta reunião de outros nomes na produção norte-americana.

Mondial de la Bière

Onde: Montreal, Canadá
Quando: 06 a 09 de junho de 2018
Recomendado para: quem ama uma multidão. O maior festival de cerveja do Canadá reúne mais de 100.000 participantes num gigantesco galpão e apresenta mais de 600 marcas diferentes do mercado canadense e mundial.

O Mondial de la Bière também tem sua edição brasileira, tradicionalmente em outubro, no Pier Mauá, no Rio de Janeiro, com diversas cervejarias brasileiras.

Bauernfest

Onde: Petrópolis, Rio de Janeiro
Quando: 22 de junho a 1 de julho de 2018
Recomendado para: quem quer descobrir as tradições e a cultura germânica no Brasil. A tradicional festa alemã irá comemorar o 30º festival em 2018. Taí uma boa chance de aproveitar o inverno em alto estilo.

Qingdao International Beer Festival

Onde: Qingdao, China
Quando: duas semanas do mês de agosto, a confirmar
Recomendado para: quem busca o inusitado. A China não é exatamente o primeiro país que vem à mente quando o assunto é cerveja, mas o Qingdao Internacional Beer Festival é o maior festival de cerveja da Ásia e reúne centenas de milhares de turistas, apreciadores da bebida e comerciantes do mundo todo.

Oktoberfest

Onde: Munique, Alemanha / Blumenau, Brasil
Quando: 22 de setembro a 07 de outubro de 2018
Recomendado para: quem nunca foi num festival de cerveja. O clássico dos clássicos, o rei dos festivais, o berço de um bom apreciador de cerveja: o Festival de Cerveja de Munique, mais conhecido como o Oktoberfest é uma experiência única, imperdível e surpreendentemente antigo: ano que vem, comemora-se a 185ª edição.

Se a grana estiver curta, opte pela versão brasileira do maior festival germânico em solo nacional. O Oktoberfest Blumenau 2018 acontece em outubro e inclui diversas atrações, como grupos folclóricos germânicos, chope de metro e desfiles próprios.

Pilsner Fest

Onde: Pilsen, República Tcheca
Quando: 06 de outubro de 2018
Recomendado para: quem quer beber direto da fonte. Localizado no coração do país que mais consome cerveja no mundo, além de ser o berço do estilo Pilsen, o Pilsner Fest pode ser uma opção de roteiro para quem quer realizar uma viagem completa pela Europa em busca das mais tradicionais cervejarias do planeta.

Cape Town Festival of Beer

Onde: Cidade do Cabo, África do Sul
Quando: novembro de 2018, datas a serem confirmadas
Recomendado para: quem busca sabores novos. Assim como o festival chinês, o Cape Town Festival of Beer pode ser uma excelente oportunidade àqueles que buscam novos olhares para o vasto mundo da cervejaria internacional. Com premiações que variam de “melhor lager” à “melhor cidra”, o(a) brasileiro(a) ficará surpreso(a) com a qualidade dos produtores dos nossos vizinhos além-mar.

Festival Sul-Americano de Cerveja

Onde: Porto Alegre, RS
Quando: dezembro de 2018, datas a serem confirmadas
Recomendado para: quem quer conhecer melhor a produção dos hermanos. Num final de semana repleto de atrações, o público brasileiro poderá se aventuras nas grandes confecções da cervejaria sul-americana e provar as iguarias vizinhas durante os dois dias do festival.

E você, em qual festival está pensando em ir? Além destes, você incluiria algum que não está na lista? Deixe seu comentário.

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