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Cerveja
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Churros de Cerveja

Beerfood, Doces e Sobremesas

22/07/2019

Se por acaso você era criança nos idos 1990, o doce – e assunto de hoje – trazia, invariavelmente, uma associação à famigerada série de televisão mexicana, cujo protagonista anti-herói era conhecido como Chaves. Além do inalcançável sanduíche de presunto, a principal regalia que deixava muitos de nós, pequenos sonhadores, com água na boca eram os tais dos churros. Mas o que são churros, afinal? De onde eles vêm?

Segundo o portal independente The Prisma, essa aventura gastronômica teve início no século 16 quando os portugueses embarcaram em terras chinesas. Foi lá, do outro lado do mundo, que os lusitanos ouviram e provaram o “youtiao” pela primeira vez – tiras de massa frita consumidas pela classe trabalhadora chinesa no café da manhã. Ainda, de acordo com o mesmo portal, “youtiao” significava “demônio frito em óleo”, e era servido em pares, numa pequena “homenagem” a duas figuras da dinastia Song que haviam matado um general importante da época.

Da China para Portugal, de Portugal para Espanha e da Espanha para a América Latina foi um pulo – ou melhor, um navio. Aqui no Ocidente, a massa passou de uma comida popular salgada a ser uma sobremesa real. Na época, o chocolate era um produto caro e símbolo de status que, somado ao novo formato em estrela, era o prato-ostentação da época.

Atração obrigatória dos parques de diversão e feiras nacionais, embora a tradicional versão chinesa do churro salgado ainda sobreviva em algumas partes do mundo, no Brasil o chocolate acabou ganhando um novo concorrente como um dos seus recheios principais, cedendo boa parte do espaço para o delicioso doce de leite.

  Mais abaixo, juntamos o melhor dos mundos, do sonho infantil ao sonho adulto, num churro clássico de chocolate à base de cerveja. Bom proveito!

 

Churros de Cerveja e Chocolate

Ingredientes

Massa:

  • 250ml cerveja de trigo
  • 50g manteiga
  • 165g farinha de trigo (1 xícara)
  • 1 pitada de sal
  • Óleo para fritar
  • Açúcar e canela para empanar

Cobertura:

  • 200g chocolate meio amargo
  • 75g creme de leite fresco
  • 50ml leite
  • 1 colher de chá de curry
  • ½ pimenta dedo de moça

 

Modo de Preparo

  1. Coloque a cerveja em uma panela em fogo médio até que ela reduza para aproximadamente 200ml. 
  2. Adicione o sal e a manteiga até que esteja totalmente derretida.
  3. Junte a farinha toda de uma vez, desligue o fogo e mexa até homogeneizar.
  4. Coloque a massa em um saco de confeitar com ponta de “estrela” e deixe resfriar na geladeira ou congelador, enquanto prepara a cobertura.
  5. Para a cobertura, junte o leite, creme de leite, curry, pimenta e leve ao fogo até levantar fervura. Curry e pimenta a gosto.
  6. Pique o chocolate em pedaços pequenos. Despeje os líquidos através de uma peneira sobre o chocolate e mexa até homogeneizar. Mantenha aquecido.
  7. Aqueça o óleo para fritar os churros.
  8. Para cortar a massa você pode usar uma tesoura ou a ponta dos dedos.
  9. Ao retirar os churros da fritura, coloque-os em papel toalha para que absorva todo o excesso de óleo e passe na mistura de açúcar e canela.
  10. Arrume os churros em um recipiente alto, ou copo tipo pint.
  11. Sirva com a cobertura de chocolate em recipiente separado. 

 

Fonte da receita: A Perua da Cerveja (contém adaptações)

Com informação de: The Prisma

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Sede de exercício

Bom Saber, Curiosidades

08/07/2019

Pergunta: quem veio primeiro – a sede de cerveja após o exercício ou a sede de exercício após algumas cervejas? Resposta: não se sabe exatamente quem veio primeiro, mas uma coisa é certa, quanto mais cerveja mais exercício. Nas palavras de Michael French, Ph.D. em Economia pela Boston College e professor de Economia da Saúde na Universidade de Miami (EUA), “usuários de álcool não apenas se exercitam mais que os abstêmios, como também se exercitam mais conforme bebem mais”.

Ele e sua equipe analisaram os dados de mais de 230.000 americanos, coletados pelo telefone durante o período de um ano. Descobriu-se que, entre as mulheres, aquelas que bebiam realizaram, em média, 7.2 minutos a mais de exercícios semanais em relação àquelas que não bebiam. Com relação à quantidade de bebida ingerida, outra surpresa: bebedores leves, moderados e intensos se exercitaram, respectivamente, 5.7, 10.1 e 19.9 minutos a mais por semana. Resultados similares foram observados para o sexo masculino. 

Segundo o próprio fundador do estudo, Micheal French: “existe uma forte associação em todos os níveis de consumo alcoólico e atividade física, seja ela moderada ou vigorosa. Entretanto, estes resultados não sugerem que as pessoas devam utilizar o álcool para aumentar seus programas de treinamento, uma vez que este estudo não foi feito para determinar se o consumo de álcool aumenta a quantidade de exercícios realizados”.

Beber com responsabilidade e praticar atividades físicas regularmente é o segredo para se viver mais e melhor. Em outras palavras, ser saudável é também ser – pelo menos um pouco – feliz.

Com informação de: Science Daily e Universidade de Miami.

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São Paulo recebe a segunda edição do Mondial de la Bière

Bom Saber

01/07/2019

De 30 de maio a 2 de junho a cidade de São Paulo recebeu a segunda edição do Mondial de la Bière, festival internacional de cervejas artesanais que reúne fabricantes, distribuidores e importadores. Sucesso idealizado no Canadá há 25 anos, o Mondial de la Bière acontece desde 2013 no Brasil, mais especificamente no Rio de Janeiro. No ano passado, a capital paulista também ganhou uma edição do evento, repetindo a realização em 2019 com sucesso.

Na edição paulistana participaram mais de 80 cervejarias e 600 rótulos. Novos sabores e inovações tecnológicas se destacaram, e o estilo Sour, as cervejas ácidas e os envelhecidos em barris de destilados foram os mais procurados pelo público.

Já os fabricantes participaram da MBeer Contest Brazil, competição das melhores cervejas expostas. Um júri composto por profissionais nacionais e internacionais fizeram provas às cegas, sem qualquer informação sobre os rótulos concorrentes. A Brassaria Ampolis, cervejaria que homenageia o humorista Mussum, fundada pelo filho do humorista, Sandro Gomes, e pelo publicitário Diogo Mello, foi uma das premiadas com a cerveja Ditriguis, vencedora da medalha de ouro. Ela é uma witbier de trigo, com zest de laranjas e um toque de pimenta-da-Jamaica.

As noites do Mondial de la Bière foram animadas por shows de diversos estilos musicais. Uma área com 15 food trucks também estava à disposição do público. Outro destaque foi o Mondial Arena, área com bate-papos sobre o mercado cervejeiro. Entre as conversas realizadas nos quatro dias de evento, o engenheiro agrônomo Guilherme Francarolli falou com o público sobre o conceito das cervejarias artesanais.

Além das centenas de rótulos, os visitantes puderam conhecer produtores na área Mondial Craft Village. Café, gim, queijos, embutidos e outros artigos podiam ser consumidos no evento ou levados para casa, prolongando a experiência. 

No encerramento foi divulgada a foto vencedora do concurso cultural #CERVAPORSP, uma parceria do Mondial de la Bière com o São Paulo City, projeto que divulga os melhores eventos e atividades da capital paulista, com dicas de gastronômicas e culturais. O concurso teve como objetivo mostrar a interação entre a cerveja e a cena urbana a partir da fotografia. Durante o festival, dez fotos selecionadas foram expostas e receberam a votação do público. O clique vencedor foi de Marilsa Bulhões, que captou um pôr do sol acompanhado de uma cerveja artesanal.

Agora o público cervejeiro entra na contagem regressiva para a sétima edição carioca do Mondial de la Bière, que acontece entre 4 e 8 de setembro, no Pier Mauá. 

Confira as fotos: bit.ly/2J8RKKP

Créditos nas fotos: Divulgação Mondial de La Bière / Documennta Comunicação

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Oatmeal Stout: A Cerveja de Aveia

Bom de copo, Histórias da Cerveja

17/06/2019

Quando se pensa em aveia, a primeira imagem que provavelmente lhe vem à cabeça é de um café da manhã completo, com frutas e iogurte. Hoje, no caso, a história é um pouco diferente, pois iremos comentar sobre a Oatmeal Stout – a cerveja inglesa que contém aveia.

De acordo com os dados da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO), só em 2016 foram produzidas 23 milhões de toneladas de aveia no mundo todo, sendo mais de um terço (35%) dessa produção sob responsabilidade da União Europeia apenas. Antes de ser elevada à categoria dos superalimentos saudáveis e nutritivos, destes que ajudam a diminuir os níveis do colesterol ruim e reduzir a chance de doenças no coração, a aveia já era, fazia milênios, um cereal presente na mesa dos europeus e asiáticos. Abundante, relativamente barata e polivalente, este cereal funciona como uma carta coringa: alimenta os animais domesticáveis e seres humanos, além de poder ser um ingrediente presente na cerveja.

Durante a Idade Média não havia regra. A aveia podia representar 30% ou mais dos ingredientes na confecção de uma cerveja, o que reduzia seu custo de produção e dava à cerveja um aspecto mais pastoso, uma espécie de mingau alcoólico. Tal número foi caindo ao longo dos anos até chegar a quantidades risíveis, representando menos de 1% dos ingredientes no início do século XX.

Apesar de ser uma cerveja Stout, o que nos levaria a associar diretamente a uma clássica cerveja Guinness, de cor muito escura, as Oatmeal Stout são um pouco mais claras que as demais e possuem um corpo mais aveludado, com um teor alcoólico, em geral, um pouco mais forte do que uma correspondente Dry Stout, por exemplo – aquelas na casa dos 4,2% a 5,9% ABV, esta na casa dos 4% a 5% ABV, em média.

Segundo o renomado portal Beer Judge Certification Program, as Oatmeal Stout possuem um aroma de “grãos tostados leves, em geral, com um caráter de café. Um dulçor maltado pode dar uma impressão de café e creme. O frutado deve ser baixo a médio-alto”, cujo sabor é corresponde ao aroma e a aveia adicionada pode oferecer “um sabor de noz, de grãos ou de terroso” e “mais corpo e complexidade” à bebida, dependendo da quantidade deste cereal usado.

   Com ingredientes saudáveis, um sabor inconfundível e uma potência alcoólica de fazer qualquer um passar pelo inverno numa boa, dê uma chance à Oatmeal Stout: você não vai se arrepender.

Com informação de BJCP, Clube do Malte, Hominilúpulo, Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura e Wikipédia

 

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Como a cerveja ajudou a criar um país

Bom Saber, Curiosidades

10/06/2019

Reinos distantes, muita guerra, traição e a ambição de conquistar o poder acima de tudo: esta história poderia até ser uma temporada da série Game of Thrones, com uma única diferença que, ao invés de dragões, os mestres da República das Sete Províncias Unidas dos Países Baixos utilizaram cerveja para conquistar a sua independência.

 O ano era 1568, naquela época os territórios da atual Holanda, Bélgica e Luxemburgo pertenciam ao Império Espanhol e eram comandados pelo Rei Felipe II, oriundo da mais alta casta familiar europeia, a Casa de Habsburgo. Entre outras diferenças importantes, o rei espanhol era católico enquanto os habitantes dos Países Baixos eram protestantes. Para além disso, os territórios ocupados pelos espanhóis reclamavam da alta cobrança de impostos do Sul, o que gerou naquele ano uma revolta das províncias do Norte contra o rei católico.

O que parecia ser uma causa ganha, na disputa do então maior império do planeta contra algumas poucas províncias protestantes no norte da Europa, acabou se tornando uma guerra que perduraria quase um século, conhecida como a Guerra dos 80 Anos. Entre muitas idas e vindas, alianças entre as províncias do norte que desencadearam na independência da atual Holanda e posterior formação da Bélgica, os pequenos países do Norte contaram com dois fatores muito importantes para ganhar essa batalha contra o grandioso Império Espanhol: a ajuda dos reinos da Inglaterra, Escócia e França e… a cerveja!

Segundo os pesquisadores da Universidade de Leuven (Bélgica), em seu estudo “Como a cerveja ajudou a criar a Bélgica (e a Holanda): a contribuição dos impostos em cerveja para o financiamento bélico durante a Revolta Holandesa”, a Espanha havia subestimado a capacidade de resiliência dos povos protestantes, especialmente enquanto o próprio reino espanhol tinha dificuldades em pagar suas tropas em combate. Vamos por partes.

De acordo com a publicação acima, o reino da Espanha arrecadava uma quinta parte (20%) de toda a extração de prata da América, o que lhe conferia, a priori, fundos muitos superiores a dos Países Baixos. No entanto, a região onde hoje se encontra a Bélgica e a Holanda taxavam em 19% toda a produção  e consumo de cerveja local. Para se ter uma ideia, esta tática de mestre equivaleu a quase um terço de tudo o que a Espanha arrecadou em prata no mesmo período durante a Guerra dos 80 Anos. Enquanto uns ganhavam com a prata, outros ganhavam com a cerveja.

Na época, tomar cerveja não era apenas um luxo, era também questão de saúde pública. Por conta da fermentação e do lúpulo que ajudam a matar os microrganismos presentes na água, e sem um sistema de saneamento básico como temos hoje em dia, a vida na Europa no século 16 girava bastante ao redor do álcool caso você não quisesse adoecer. Desta maneira engenhosa, o governo holandês conseguiu arrecadar fundos suficientes, manter-se na disputa e dar a volta por cima do Império Espanhol em 1648, com a assinatura do Tratado de Münster.

 Com o tratado de paz, a Holanda se tornou um país independente da Espanha e os territórios do sul, tal qual foram divididos na assinatura do acordo, posteriormente se tornaram a Bélgica e Luxemburgo. Embora não diretamente, a cerveja acabou criando duas nações no planeta que, não à toa, hoje se orgulham de suas produções locais, sendo referência deste tipo de bebida no mundo todo.

Com informação de: “How beer created Belgium (and the Netherlands): the contribution of beer taxes to war finance during the Dutch Revolt” (Artigo publicado por Koen Deconinck, Eline Poelmans & Johan Swinnen no portal Taylor & Francis Online); The Conversation e Wikipédia

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É biscoito ou é bolacha?

Beerfood, Doces e Sobremesas

03/06/2019

Vamos combinar que o assunto é espinhoso e de difícil negociação. Mais polarizado que uma final Fla-Flu, que os eleitores brasileiros num dia de votação, que um jantar em família na casa da sua tia-avó: quando se trata de “biscoito” ou “bolacha”, o país racha ao meio e jura de pés juntos que cada qual está mais certo do que o outro.

De acordo com Sueli Carrasco em texto publicado à Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), foram os gregos que tiveram a brilhante ideia de juntar o mel, o leite e a canela à receita clássica de pão, elaborada por escravos, numa tradição que passava de pai para filho. Ainda, segundo a autora, tanto os romanos quanto os árabes contribuíram com a popularização desse alimento ao introduzirem novas técnicas de fornada e adição de especiarias que vinham do Oriente à Europa.

O “boom” do biscoito aconteceu por volta do século 17, quando a Inglaterra – na época a maior produtora de bolacha do planeta – expandiu seus mercados à América e trouxe aos Estados Unidos a iguaria inglesa à mesa. Na época, o produto recebia o nome francês “biscuit”, que por sua vez vinha do latim (“bis coctus”) que significa literalmente “cozido duas vezes” – o que garantia que o alimento não estragasse tão facilmente. Já a palavra bolacha, também de origem latina, surge com a junção de “bulla” (objeto esférico) e o sufixo “acha” (pequeno), ou seja, “objeto esférico pequeno”.

   Conforme os últimos dados publicados pela Associação Brasileira das Indústrias de Biscoitos, Massas Alimentícias e Pães & Bolos Industrializados (ABIMAPI), o Brasil produziu nada mais nada menos do que 1 milhão e 157 mil toneladas de biscoito no ano passado, sendo o quarto maior produtor do planeta, atrás apenas da China, Estados Unidos e Índia.

Embora o registro e o uso popular da palavra “biscoito” seja mais antigo que o da palavra “bolacha” em território brasileiro, ambos os termos são considerados sinônimos a nível legislativo. Segundo matéria publicada no portal Superinteressante, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária que regula o produto considera ambas as palavras sinônimas.

Numa divertida e informal enquete realizada com mais de oito mil pessoas pelo portal acima mencionado, concluiu-se que enquanto os habitantes dos estados do Sul, Centro-Oeste, Amazonas, Rondônia, Roraima, São Paulo e Tocantins preferem se deliciar com um biscoito, os demais estados do Norte, Nordeste e Sudeste tendem a comer bolacha no seu dia a dia.

Qual dos dois está correto? Você decide. Uma coisa é certa: depois de fazer a receita super fácil abaixo, o assunto da mesa vai ser unânime, a sua sobremesa estará uma delícia.

 

Biscoito / Bolacha de Cerveja

Ingredientes

  • 250 g de margarina ou manteiga
  • 500 g de farinha de trigo
  • ½ copo de cerveja clara

Modo de Preparo

  1. Amassar tudo e fazer rosquinhas.
  2. Passar no açúcar cristal e colocar para assar em forma untada com óleo.

 

Com informações de: Associação Brasileira das Indústrias de Biscoitos, Massas Alimentícias e Pães & Bolos Industrializados; Pontifícia Universidade Católica de São Paulo e Superinteressante

Fonte da receita: Tudo Gostoso

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Witbier – A Prima Belga

Bom de copo, Estilos de Cerveja

27/05/2019

Apesar do país inteiro ser apenas um pouco maior do que o estado de Alagoas, a Bélgica ainda é referência mundial quando o assunto é cerveja. Produtores e consumidores vorazes de algumas das melhores bebidas do ramo, hoje comentaremos um pouco mais sobre a Witbier – a cerveja de trigo prima da alemã.

Da junção das palavras ‘wit’ e ‘bier’, que em neerlandês quer dizer branco e cerveja, ou, “cerveja clara”, seu nome já indica sua primeira característica específica. Geralmente classificadas entre 2 e 4 SRM (numa escala internacional que varia entre 2 a mais de 40), as Witbier também possuem outra qualidade peculiar que chama a atenção do consumidor logo de entrada: notas de especiarias e frutas. Isso se deve ao período em que esta cerveja era popular, há cerca de 400 anos, quando as especiarias eram não só uma fonte de renda e pagamento, como um motivo para longas expedições dos navegantes europeus pelo mundo.

A Witbier, assim como a Weissbier alemã, é uma cerveja de trigo. Composta basicamente de 50% de trigo não-maltado e 50% de malte pilsen, entre alguns elementos que a diferenciam da prima alemã é justamente a utilização de temperos como o coentro. Por ser uma cerveja de trigo de alta carbonatação, o sabor do lúpulo não é algo que se destaca por aqui. Seu amargor dá lugar a uma refrescância frutada, mais cítrica em relação à Weissbier alemã. Igualmente sua espuma, embora menos presente que numa Weissbier alemã, é notadamente mais densa e consistente na bebida belga.

Apesar de sua popularidade atual, com um alto consumo deste tipo de cerveja durante o verão norte-americano e europeu, a Witbier passou por um longo período de esquecimento, tornando-se praticamente extinta até a década de 50 do século passado. Foi graças a Pierre Celis, um cervejeiro belga nascido na cidade de Hoegaarden, que este estilo renasceu como uma fênix em meio à popularidade das Lagers, que então dominavam o mercado de bebidas no mundo todo.

Num país tropical como o Brasil, esta cerveja de teor alcóolico baixo e de sabor refrescante pode ser justamente o que você estava buscando para se refrescar nas suas tardes quentes de domingo.

Com informações de: Birrapedia, Homini Lúpulo e Wikipédia

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A Cervejaria Mais Antiga do Mundo

Bom Saber, Curiosidades

29/04/2019

Em nossa viagem etílica pelo globo, nós já demos algumas voltas nos bares mais antigos do mundo, incluindo um com mais de 1.200 anos de funcionamento em Salzburg, na Áustria. Não muito longe dali, no sul da Alemanha, por acaso reside a cervejaria em funcionamento mais antiga do planeta: conheça a magnífica história da Bayerische Staatsbrauerei Weihenstephan – ou apenas Weihenstephan, para os locais.

Como indicado no portal oficial da cervejaria, muito antes de sequer existir a Alemanha, o Sacro Império Romano-Germânico e o imperador Carlos Magno, nascia no ano de 725 o monastério beneditino de Weihenstephan sobre a colina Nährberg na cidade de Frisinga. Por ordem do milagroso São Corbiniano e seus doze discípulos, os monges passaram a cultivar lúpulo na vizinhança e lucravam com este cultivo ao produzir cerveja.

Duzentos anos mais tarde, em 955, o monastério passou por uma terrível crise ao ser saqueado por invasores húngaros que destruíram as plantações e o próprio edifício original da cervejaria. O resultado foi um longo e duradouro processo de reconstrução cujo desfecho mais alegre, um século mais tarde no ano de 1.040, foi a autorização da prefeitura de Freising para cultivar o lúpulo e vender a cerveja oficialmente à toda região.

Entre 1.040 e 1803, o local sobreviveu a todos os tipos de horrores e pragas da Idade Média. Dezenas de guerras internas e externas, a peste negra, mudança de tronos e até mesmo um grande terremoto. Mas nada havia preparado o local para a grande mudança que viria em 1803 com a Mediatização Alemã. Com o fim do Sacro Império Romano-Germânico em vista, a maioria das propriedades da Igreja passaram a ser domínio estatal e, por consequência, secularizadas. Em outras palavras, o monastério foi dissolvido e transferido para outra região, mas a cervejaria manteve o seu funcionamento – até hoje. Por este motivo, o nome completo da cerveja traduzido ao português é Cervejaria Bávara Estatal Weihenstephan, hoje propriedade do estado bávaro.

Nos dias atuais, o local também funciona como uma universidade de estudos superiores para os bons amantes de cerveja. Todos os anos, são produzidos quase 40.000 da bebida mais famosa da região, com o carro-chefe da casa sendo as cervejas de trigo clara e escura. Nesta aventura milenar, uma coisa é certa: a grande vencedora foi mesmo a própria cerveja.

Com informações de: Breja Justa, Weihenstephaner e Wikipédia

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Bacalhau na Cerveja

Beerfood, Peixes e Frutos do Mar

22/04/2019

E lá se foi a Quaresma. Num país de maioria católica, como o Brasil, muitas pessoas aproveitaram a Páscoa para celebrar a Semana Santa que neste ano caiu entre os dias 14 e 21 de abril. Mas o que isso significa, afinal?

Lá no ano de 325 d.C., a Páscoa ficou estabelecida como o primeiro domingo após a primeira lua cheia do equinócio da primavera no Hemisfério Norte. Isto é, quando a estação das flores e da colheita se apresenta ao mundo e a Lua aparece totalmente iluminada pela primeira dentro deste período. Por este motivo a Páscoa é sempre um feriado móvel.

A simbologia não poderia ser mais clara: renascimento, ressurreição e hora de comemorar. Segundo a tradição cristã, foi no domingo de Páscoa que Jesus Cristo ressuscita à vida após o terceiro dia no mundo dos mortos. Trata-se, também, do fim dos quarenta dias de penitência, conhecidos como Quaresma, em que finalmente os cristãos já não precisam realizar o jejum diário segundo a Bíblia.

Já o bacalhau foi introduzido ao Brasil através da corte portuguesa. Lembrando que a dieta de carnes sempre foi um artigo de luxo ao longo da História, o bacalhau por se tratar de um produto relativamente popular na época, a preços acessíveis, este peixe representava a fartura na hora da celebração católica – um símbolo de opulência e de esbanjar a fartura.

Com apoio popular e muita devoção, os brasileiros fizeram do bacalhau um exemplo de prato típico na Páscoa. Hoje, nós trazemos uma receita turbinada aos que apreciam uma boa cerveja para, enfim, comemorar os felizes tempos de colheita e devoção.

Bacalhau na Cerveja  

Ingredientes

  • 600 g de bacalhau fatiado
  • 1,5 kg de batatas
  • 1 Pimentão Vermelho
  • 3 cebolas
  • 3 dentes de alho
  • 1 lata grande de tomate pelado
  • 1 lata de cerveja clara
  • 15 ml de azeite
  • Azeitonas pretas
  • Sal e pimenta

Modo de Preparo

Descasque as batatas, corte-as em rodelas grossas, lave-as, coza-as em água temperada com sal durante 15 minutos e depois escorra.

Descasque as cebolas e os alhos, corte as cebolas em meias luas finas e pique os alhos. Lave o pimentão, retire as sementes e peles brancas e corte-o em tiras. Leve a panela ao fogo médio com o azeite e alhos, deixe aquecer, adicione a cebola e deixe cozinhar até ficar macia. Adicione em seguida as tiras de pimentão, misture, junte o tomate pelado picado com o molho, mexa e deixe ferver. Junte então o bacalhau e a cerveja, deixe ferver, adicione sal e tempere com uma pitada de pimenta.

Ligue o forno a 180 graus. Coloque as batatas num pirex, cubra com a mistura do bacalhau e leve ao forno durante 30 minutos. Retire e sirva quente polvilhado com salsa picada e decorado com azeitonas pretas.

Fonte da Receita: Receitas e Menus (contém adaptações)

Com informações de: Significados

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Eisbock: Vai uma gelada aí?

Bom de copo, Histórias da Cerveja

08/04/2019

Seja ou não seja especificamente do seu agrado, uma coisa é fato: a maioria dos brasileiros gosta de uma cerveja gelada, se possível trincando. Talvez por conta do nosso clima tropical, da presença de longos verões, ou do acompanhamento de petiscos apimentados que costumam adornar a nossa mesa no bar, muitos encontram num copo cheio de cerveja ofuscado pelo frio a miríade do paraíso. Por isso, hoje, falaremos justamente de uma cerveja que nasceu nada mais nada menos do gelo. Hoje é dia de você provar uma Eisbock.

União das palavras “Eis” e “bock” em alemão, que significam respectivamente gelo e Bock (um estilo de cerveja), o seu surgimento é recheado de lendas e possíveis interpretações. A mais conhecida delas é a lenda do mestre cervejeiro e seu estabanado aprendiz – cujo descuido casualmente fez nascer este estilo de bebida. Segundo as boas línguas, no pequeno povoado de Kulmbach, na Alemanha, por volta do ano de 1890, o jovem aprendiz da cervejaria Reichelbräu acabou deixando um barril de cerveja bock no pátio do local, ao relento, sob o terrível frio invernal que fazia naquele ano. Ao encontrar o barril deformado no dia seguinte por conta do congelamento do líquido e com o produto supostamente perdido, o mestre cervejeiro, irado, obrigou ao novato a beber o que restava de líquido ali dentro. Para sua surpresa, o resultado do que não havia sido cristalizado era uma delícia, iniciando a era das Eisbock.

Imaginemos que uma Eisbock, portanto, seria uma espécie de sobra de uma raspadinha de Doppelbock que, após passar por um processo de congelamento parcial, retira-se apenas o líquido concentrado que ali restou. O resultado é uma bebida concentrada, de alto teor alcoólico – entre 9% e 14% de ABV – e de cor marrom escura, com tendências à cor rubi. Segundo a organização Beer Judge Certification Program (BJCP), reconhecida mundialmente por sua promoção à educação cervejeira, o aroma e o sabor de uma Eisbock são dominados pelo malte, com certa presença de álcool – que embora seja muito alto em relação a outros tipos de cerveja, aqui não se destacaria especialmente – e quase ou nenhuma presença de lúpulo.

Infelizmente, por conta de seu difícil e longo processo de confecção, uma Eisbock não é tão fácil de ser encontrada no mercado, o que aumenta ainda mais o seu custo na hora de investir numa dessas. Outro fato curioso é que, ironicamente, recomenda-se servir uma Eisbock entre 8ºC e 12ºC, temperaturas estas consideradas “quentes” para uma típica Lager brasileira.

Independente de como você gosta da temperatura de serviço da sua cerveja, se a sua vontade é se refrescar no calor, aqui vai a pedida: prove uma Eisbock, o sabor que veio direto do gelo.

Com informações de: BJCP, Del Grano a La Copa, Kegenerator e Wikipédia

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