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Cerveja
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Malt Liquor: controversa e adorada

Bom de copo, Estilos de Cerveja

18/03/2019

Como um bom grupo de exigentes consumidores, o público cervejeiro é bem específico quanto aos seus gostos. Existem aqueles que preferem uma cerveja mais leve e refrescante, outros não abrem mão de sua cerveja de trigo encorpada. Entre uma e outra, existe aquela famigerada cerveja controversa, praticamente uma anti-IPA, rechaçada pela comunidade cervejeira. Hoje, falaremos um pouco sobre a Malt Liquor.

Mais consumida e produzida pelos norte-americanos, a Malt Liquor é uma senhora lager, carregada principalmente de cereais não maltados e com pouca incidência de lúpulo. O resultado é uma bebida potente, com alto teor alcóolico e sabor considerado “aguado” para os paladares mais aguçados.

Embora não seja muito popular em solo brasileiro, lá nos Estados Unidos existe toda uma cultura da forty-once, ou quarenta onças, como é conhecida a garrafa de Malt Liquor por lá. O termo está associado diretamente à festas e noites de bebedeira, principalmente pelo seu tamanho (equivalente a uma garrafa de dois litros) e, em geral, baixo custo.

Mas engana-se quem pensa que uma Malt Liquor é uma invenção da indústria moderna. Segundo a publicação People’s Journal, a primeira referência que se tem escrita sobre a bebida data o século XVII, em 1690. Parece, portanto, que a diversão norte-americana foi importada diretamente da ex-côlônia…

Atualmente, existem versões com mais ou menos açúcares adicionados à fermentação, o que confere uma bebida entre 6% e 9% de ABV em média, podendo chegar a um teor alcóolico de 12% – equivalente a um vinho comum. De cor amarela clara, variando entre 10 e 25 IBU, recomenda-se um copo clássico de pint para consumi-la – ainda que os nossos vizinhos norte-americanos prefiram utilizar o clássico copo colorido de papel.

Seja você um apreciador de uma Malt Liquor ou não, uma coisa é fato: como diria Oscar Wilde, “A única coisa pior do que falarem de você é não falarem de você”.

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Chuva, Suor & Cerveja

Bom Saber, Curiosidades

25/02/2019

Foi no ano de 1977 que Caetano Veloso lançou a famosa marchinha “Chuva, Suor e Cerveja”, uma ode à maior festa popular de rua do país: o carnaval, ilustrando basicamente a presença do calor humano do povo brasileiro nas ladeiras de Salvador sob as tórridas tempestades de verão. Talvez, de fato, maior folia neste planeta não há – mas ao contrário do que muita gente pensa, o carnaval surgiu muito antes de Caetano embalar suas cantigas no Pelourinho ou mesmo do nosso país se chamar Brasil.

Em linhas gerais, de acordo com o portal Superinteressante, desde a Antiguidade se comemorava o carnaval entre os povos egípcios, hebreus, gregos e troianos. Para os povos do Hemisfério Norte, era um período que marcava o final do inverno e o início da boa colheita. Na Antiga Roma, a festa pagã era comemorada nas ruas da cidade, onde escravos temporariamente soltos e homens livres dançavam nus ao lado de antigos carros alegóricos. Mais tarde, com a presença da Igreja Católica na Idade Média, o carnaval passou a significar os últimos dias “livres” antes da Quaresma, cuja penitência divina proibia o consumo de carne durante os quarenta dias que antecediam à Páscoa. Por isso a expressão em latim carnem levare, ou “ficar livre da carne”, transformou-se no nosso bom e conhecido “carnaval”.

Segundo a Confederação do Comércio de Bens e Serviço e Turismo (CNC), estima-se para o carnaval do ano passado houve uma injeção de R$ 6,5 bilhões na economia nacional, dos quais 85% de toda essa renda gerada está concentrada no setor de alimentação fora do domicílio, isto é, bares e restaurantes. Já de acordo com o Ministério do Turismo, estima-se que pelo menos 11 milhões de brasileiros realizaram alguma viagem durante a temporada de festas, destes 400 mil estrangeiros que aproveitaram para cair na farra.

Já o Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e a Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) afirmam: a cerveja é o produto mais consumido durante o período dos bloquinhos. Dentre os entrevistados, 57% afirmaram que esta bebida era a primeira opção, seguida de água e refrigerante. Outro valor que salta aos olhos: dos 72 milhões de consumidores brasileiros previstos no ano anterior, o brasileiro médio gastou R$ 847,35 nesta semana, com os homens puxando a média para cima, com R$ 969.

Esteja você fantasiado de grego, troiano, pierrô ou mestre-sala, uma coisa é certa: carnaval é tempo de curtir. Por isso não se esqueça: se for beber, não dirija, mas me convide para o bloquinho.

Com informações de: Portal no Varejo, Superinteressante e UOL

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Münchner Hell – a Controversa Cerveja da Baviera

Bom de copo, Histórias da Cerveja

18/02/2019

Numa disputa entre tradição e modernidade, a Alemanha possui um histórico sem-fim de contos relacionados à cerveja e à chegada de novas concorrentes em seu mercado cervejeiro mais do que tradicional. Hoje, contamos a história de mais uma luta por espaço, atenção e reconhecimento. Hoje, contamos a história da Münchner Hell.

Literalmente “a clara de Munique”, a Münchner Hell se caracteriza como uma pale Lager, cuja criação da cervejaria alemã Spaten, no fim do século 19, foi uma resposta à invasão Pilsen tcheca, nascida poucos anos antes, em 1842, mas que havia chegado de forma avassaladora no mercado da Boêmia e da Baviera.

Avessos à grandes mudanças, os Biergarten da Baviera eram, até a metade do século 19, ainda repletos de lagers escuras, especialmente do estilo Dunkel. A tradição em Munique, no entanto, acabou cedendo à modernidade logo no começo do século 20 pelas duas grandes ondas das cervejas claras: as Pilsen (da Boêmia) e as Hell (da própria Munique).

Segundo o portal Cervejaria Virtual, à diferença de uma Pilsen, a cervejas Hell são ainda mais claras, mais encorpadas, mais lupuladas, levemente menos amargas e menos aromáticas que as loiras tchecas. Regionalmente, as Münchner Hell saíram ganhando na Baviera e hoje são a menina dos olhos nos grandes festivais internacionais de cerveja no sul da Alemanha, como o Oktoberfest. Em contrapartida, as cervejas Pilsen dominaram o mercado mundial e hoje representam, de acordo com matéria publicada pela Revista Exame, as marcas mais vendidas no Brasil, Estados Unidos e Europa.

Seja que for o vencedor oficial desta disputa invisível, a “clara de Munique” chegou para ficar. Esta cerveja médio encorpada e de média carbonatação, de cor dourada brilhante (entre 3 e 5 SRM) e graduação alcoólica entre 4,7% e 5,4% ABV, pode ser encontrada fora das terras saxãs e é uma perfeita companheira para um verão quente tropical.

Afinal, se você ainda não sabe para quem torcer nesta guerra sem nome, é bom tomar um partido após experimentar o melhor dos dois lados.

Com informação de: BJCP, Cervejaria Virtual, O Caneco, Revista Exame e Wikipedia

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Nhoque de Semolina Com Camarões na Cerveja

Beerfood, Peixes e Frutos do Mar, Receitas Típicas

11/02/2019

Dentro de um mundo empresarial, dir-se-ia que o nhoque é um verdadeiro case de sucesso. Isto é: uma comida de origem simples, aparentemente pouco sofisticada, que caiu no gosto de todos os homens e mulheres do Ocidente, sejam eles pobres ou ricos, fãs ou não da culinária italiana.

Embora não se tenha conhecimento de quando precisamente o nhoque surgiu, existem registros desse tipo de massa desde a Idade Média. Outrora chamado de “macarrão”, o termo que em italiano representa o plural da palavra “gnocco”, “ou pelotinha de farinha amassada” – segundo o sociólogo Gabriel Bolaffi em seu livro A Saga da Comida – passou a ser comumente usado na Itália, resignando esta mistura clássica de farinha e miolo de pão.

Tal hábito de utilizar o pão velho ralado ou moído na massa era uma maneira que a classe mais pobre italiana tinha de aproveitar os restos dos alimentos, principalmente em tempos de crises e guerras. Mas nem por isso os mais ricos, que não economizavam na farinha nem mesmo nos tempos mais sombrios, deixaram de aprovar esta deliciosa massinha caseira.

À sua base, que era composta de farinha de trigo até os meados do século 16, passou-se a adicionar farinha de polenta com a chegada do milho na Europa e também a batata, com a chegada deste tubérculo por volta do mesmo período.

Já o costume de comer nhoque todo dia 29 também surgiu na Idade Média.  De acordo com a lenda de São Pantaleão, o pobre santo andarilho pediu comida a uma família pobre que, oferecendo-lhe o que podia, dividiu a massa cozida em sete bolinhas por pessoa e as serviu ao bendito homem num pratinho. Ao despedir-se do santo, os donos da casa perceberam que debaixo dos pratos havia moedas de ouro.

Para você que está procurando uma fezinha, basta colocar uma moeda debaixo do prato antes de comer o seu nhoque no dia 29. Diz-se que a sorte estará ao seu lado durante os próximos 30 dias, até o 29 do mês seguinte.

Fato ou mito, nunca saberemos… mas como dizem que basta crer para ver e a massa é uma delícia, fica aí a nossa sugestão para o fim do mês.

Nhoque de Semolina Com Camarões na Cerveja

Ingredientes

Para o nhoque de semolina:

  • 1 ½ xícara de semolina (300g)
  • 1 litro de leite
  • 3 ovos
  • 2 colheres de sopa de manteiga sem sal (100 g)
  • 3 colheres de sopa queijo parmesão (140 g)
  • 1 colheres de café de sal
  • 12 colheres de sopa de queijo parmesão (40 g)
  • 1 colher de sopa de queijo parmesão para cada gnocchi (total de 200 g)
  • 2 colheres de sopa de manteiga sem sal (100 g)

Para o camarão:

  • 1 kg de camarão médio rosa
  • 30 g de alho picado
  • 15 g de pimenta vermelha
  • 1 cerveja long neck
  • Sal a gosto
  • Azeite extra virgem

Modo de preparo

  1. Esquente o leite e junte a semolina. Mexa com batedor ou com colher de pau até engrossar e deixe cozinhando por 5 minutos.
  2. Tire do fogo e acrescente a manteiga, mexa bem. Junte o ovo continue mexendo e, por último, acrescente o queijo parmesão.
  3. Volte para o fogo e deixe cozinhar por mais 10 minutos.
  4. Deixe esfriar um pouco e coloque na forma, acertando a altura de dois dedos (3 cm).
  5. Depois de esfriar, corte com aro de 5 cm ou copo de aperitivo.
  6. Na hora de servir, monte as rodelas de nhoque em assadeira untada de manteiga, cubra com queijo parmesão e leve ao forno para gratinar.

Modo de preparo do camarão:

  1. Enquanto os nhoques gratinam, doure os camarões em azeite.
  2. Quando estiverem quase dourados, junte o alho picado e a pimenta também bem picada.
  3. Deixe o alho começar a mudar de cor e junte a cerveja.
  4. Salgue a gosto e deixe reduzir.

Montagem

Sirva os camarões com 3 rodelas do nhoque de semolina e uma salada de agrião, rúcula e tomate cereja, temperada com azeite, mostarda e sal.


Com informações de: Italia Oggi, Revista Casa & Jardim e Wikipédia

Fonte da Receita: Casa Vogue

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Um Meme Por Mês

Bom Saber, Curiosidades

04/02/2019

Sábio era o mestre Confúcio, político e filósofo chinês que viveu há mais de 2.500 na China e cunhou a frase: “uma imagem vale mais do que mil palavras”. Na era da Internet, poder-se-ia dizer que “um meme vale mais do que mil imagens”.

Termo que vem do grego “mimema”, que significa mimese ou imitação, o etólogo, biológo evolutivo e escritor britânico Richard Dawkins forjou a palavra “meme” muito antes da popularização mundial da Internet, em 1976, com o seu livro O Gene Egoísta. Segundo o portal Midiatismo, um meme seria “qualquer conhecimento relacionado à cultura que possa (ou é) transmitido através de um indivíduo para o outro”. Ainda de acordo com o portal, um meme seria mais do que uma piada, mas sim uma informação transmitida que não perde sua essência, uma espécie de DNA da internet.

Por isso, em comemoração à esta divertida e, de certa maneira, complexa rede de conhecimento imagético, sugerimos doze memes cervejeiros para você ativar em cada um dos meses de 2019 nas suas redes sociais.

    

Seja no grupo da família, do trabalho ou dos amigos, o seu DNA cervejeiro será espalhado para milhares de vozes que ecoem com a sua. Bom ano!

Com informações de: Midiatismo e Significados

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Berliner Weisse – a Champanhe do Norte

Bom de copo, Histórias da Cerveja

28/01/2019

O que é, o que é: uma cerveja de trigo sour, de origem alemã, mais precisamente de Berlim e adorada por Napoleão? Adivinhou se você respondeu “Berliner Weisse”.

Literalmente “a branca berlinense”, a Berliner Weisse possui uma história envolta de mistérios e imprecisões documentais, cujo quebra-cabeça temporal desta bebida remonta lá atrás, no ido século 16. Segundo o mundialmente conhecido pesquisador britânico Michael Jackson, em seu livro “The World Guide to Beer” (ou “O Guia Mundial da Cerveja”, em tradição-livre para o português), nem mesmo em Berlim esta cerveja nasceu, senão em Hamburgo, cidade ainda mais ao norte da Alemanha, próxima à fronteira com a Dinamarca. Segundo o pesquisador, uma receita hamburguesa teria sido copiada pelo cervejeiro Cord Broihan e trazida à Berlim no século 16, tornando-se extremamente popular na cidade por volta de 1640 graças a outro produtor, o doutor J.S. Elsholz.  

De acordo com o portal Brejas.com.br: “as cervejas do estilo Berliner Weisse diferem-se das brejas de trigo (Weizenbieren) basicamente porque, em sua fermentação, utiliza-se leveduras lácticas. Isso confere às cervejas peculiares notas cítricas e azedas, organolepticamente semelhantes às produzidas pelas brejas no estilo Lambic. Na Alemanha, as cervejas desse estilo são geralmente servidas misturando-se a elas xaropes de frutas, especialmente framboesa e limão”. Não à toa, quando Napoleão invadiu a Alemanha em 1805, ele batizou a Berliner Weisse de “a champanhe do Norte” por conta justamente deste caráter ácido e levemente frutado.

Incrivelmente popular até a Segunda Guerra Mundial (1939-1945), a Berliner Weisse era a bebida alcóolica mais consumida na cidade de Berlim e possuía diversas “modalidades”, de acordo com o gosto e o bolso do cliente e do mestre cervejeiro que a produzia. Por conta do regime de taxação alemão – no qual as cervejas mais alcóolicas pagavam mais impostos do que as menos alcóolicas –, existia uma divisão classista entre as Berliner Weisse mais aguadas, de teor alcóolico mais baixo, e as “Voll-Weisse” (ou, “Weisse plena”), preferida pelos ricos da época. Além do preço final, uma Berliner Weisse poderia possuir tanto 2% de ABV quanto 6% ABV.

Ideal para ser consumida no verão por conta de seu sabor refrescante e ácido, a Berliner Weisse é composta por bastante malte de trigo (entre 30% e 50%) e é fruto de uma fermentação lática, num mosto não fervido. O resultado é uma cerveja bem mais clara e bem menos amarga do que as cervejas Weiss da Baviera, do sul da Alemanha.

Embora tenha praticamente desaparecido do mapa no século 21, a Berliner Weisse ganhou o selo de Indicação Geográfica Protegida de Estilo da União Europeia para garantir as normas e tradições berlinenses dos produtores locais, além de se manter viva no mundo das bebidas alcóolicas. E se até mesmo o Imperador dos Franceses à época elogiou esta bebida por seus traços leves e ao mesmo tempo distintos, quem somos nós, reles mortais, para discordar dele, não é mesmo?

 

Com informação de: Brejas.com.br, O Cru e o Maltado, Price Beer e Wikipédia

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Sacolé/Geladinho de Cerveja

Beerfood, Doces e Sobremesas, Receitas Típicas

21/01/2019

Ah, o verão! Época de desacelerar a vida, usar menos roupa, preocupar-se com menos intensidade, caminhar com mais lentidão, saborear os pequenos prazeres da vida ao ar livre, respirar o cheiro da praia e as ondas do mar ou se enfiar num esconderijo secreto na montanha, longe de tudo e de todos.

Segundo matéria publicada em 26 de Novembro de 2005 pelo portal Terra, a cidade de Bom Jesus, a 653 km de Teresina, no Piauí, ainda detém o recorde brasileiro de temperatura máxima nacional, com escaldosos 44,7ºC. Não muito distante deste número estarrecedor, a cidade do Rio de Janeiro registou 43,2ºC em janeiro 1984.

Isso tudo, é claro, é fichinha perto de lugares como Azízia, na Líbia, que chegou a fazer 58 graus centígrados em 1922, ou os quase 57 graus centígrados no Vale da Morte, nos Estados Unidos em 1913.

Uma coisa é certa: não importa onde você esteja no Brasil, é hora de suar muito. Por isso, para além de um bom copo gelado de cerveja na sombra de uma rede, preparamos uma surpresa especial para o seu verão se tornar ainda mais divertido e – hum! – saboroso.

Divirta-se!

Gelinho/Sacolé de Cerveja

Rende: 4 unidades

Ingredientes

  • 300 ml de cerveja clara
  • 1/4 de xícara (chá) de açúcar
  • 1/4 de xícara (chá) de água

Modo de Preparo

  1. Coloque os ingredientes em uma panela pequena e leve ao fogo.
  2. Mexa até dissolver e deixe ferver por 3 minutos ou até surgirem bolhas grandes.
  3. Coloque o preparo em uma tigela e deixe esfriar um pouco.
  4. Separe em 4 saquinhos plásticos estreitos e pequenos, preencha cada um deles com a ajuda de um funil e feche-os com um nó.
  5. Coloque os saquinhos em uma assadeira e leve ao congelador por pelo menos 6 horas ou até o líquido endurecer.


Receitas da chef Heloisa Bacellar, do Lá da Venda, São Paulo, SP; ladavenda.com.br

Fonte da receita: Prazeres da Mesa

Com informações de: Superinteressante, Terra

Créditos da foto: Ricardo D`angelo

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Gose – uma cerveja ressurgida das cinzas

Bom de copo, Histórias da Cerveja

17/12/2018

Poucas cervejas no planeta possuem uma história tão particular e cheia de reviravoltas como as do estilo Gose. Uma sobrevivente em meio à Europa do século XIX e XX, as cervejas do estilo Gose são também uma espécie de prima rebelde, pois não seguiam a Lei da Pureza da Baviera (Reinheitsgebot), promulgada em 1516 pelo duque Guilherme IV da Baviera.

A Gose é considerada uma especialidade da região de Goslar, da Baixa Saxônia, na Alemanha – lugar este que acabou cunhando o nome da cerveja. A Baixa Saxônia, junto com o norte da Alemanha, a Bélgica e atuais Países Baixos acabaram se especializando nas cervejas de trigo ácidas e embora compartilhem um tronco em comum, é importante não confundir esta bebida com a Gueuze belga.

Com um sabor inconfundivelmente salgado, mas ao mesmo tempo azedo e pouco lupulado, a Gose alemã se vira totalmente de costas à Lei da Pureza da Baviera ao adicionar sal e coentro em sua confecção. Com malte de trigo não filtrado e um teor alcoólico que varia entre 4% e 5% ABV, diz-se que esta bebida se manteve viva graças à tradição oral familiar europeia, onde cada família possuía a sua receita e toques específicos.

Originalmente, lá por volta do século 18, as Gose eram produzidas através da fermentação espontânea, mas este processo foi sendo substituído pelo uso de fermentos e bactérias lácticas no século seguinte. Mesmo em Leipzig, cidade importante onde se popularizou a bebida, a Gose nunca gozou de um status elevado. Um dos principais motivos era o seu custo-benefício, geralmente baixo para uma bebida que vinagrava rapidamente se não consumida a tempo.

Preço alto, pouca demanda e vida curta: não bastou uma, mas duas Grandes Guerras Mundiais em solo europeu no século XX para praticamente eliminar este estilo de cerveja da face da terra. Em 1966, com a morte de Guido Pfniser, considerado o último produtor de Gose na Alemanha, nunca mais se ouviria falar desta bebida se não fosse por Lothar Goldhahn.

Um entusiasta dos bons tempos cervejeiros da Alemanha pré-Guerras, Lothar Goldhahn revitalizou um dos principais e mais tradicionais bares de Leipzig, o Ohne Bedenken. Com a ajuda de um antigo funcionário que possuía partes da receita da Bose em mãos e de uma outra cervejaria baseada em Berlim, Goldhahn conseguiu reavivar um estilo praticamente morto em todo o mundo nos anos 1980.

Hoje, com um status de “fênix das bebidas” e um bom público amante de cervejas especiais em todo o mundo, sobretudo na Europa e Estados Unidos, uma cerveja Gose pode ser encontrada ao redor de todo mundo para deleite nosso e dos ancestrais saxões.

Com informação de: Brejas, Mestre Cervejeiro, O Cru e o Maltado, Price Beer e Wikipédia

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Cerveja de Natal

Bom Saber, Curiosidades

10/12/2018

“Moro num país tropical, abençoado por Deus e bonito por natureza”, já dizia Jorge Ben no famoso clássico dos anos 60, em País Tropical. Por sorte nossa, as festas de fim de ano, incluindo o Natal e o Réveillon, recaem sobre a época mais quente do ano e podemos tomar a nossa cerveja gelada ou saltar as sete ondinhas sem maiores preocupações. Já nos países do Norte, a situação não é lá tão boa, pois é tudo ao contrário, com o frio reinando justamente nos meses onde aqui guardamos para ir à praia. A solução para aguentar tamanho frio? Mais álcool.

Comumente conhecidas em países de tradição cervejeira como a Alemanha, Bélgica, República Tcheca e até mesmo (hoje em dia) nos Estados Unidos, a “Weihnachtsbier” – literalmente “cerveja de Natal” em português – faz parte da cultura de fim de ano nestes lugares mencionados. Trata-se de uma cerveja especial, geralmente mais encorpada, mais calórica e mais alcóolica, numa espécie de edição comemorativa.

Historicamente, trata-se de uma tradição pagã viking, que comemorava o fim da escuridão e a chegada dos dias mais longos no solstício de inverno do dia 21 de dezembro. Posteriormente incorporada pela Igreja Católica e assimilada ao nascimento de Jesus Cristo, o Natal passou a ser uma das maiores datas comemorativas em todo o mundo Ocidental.

Cada ano, os melhores mestres cervejeiros da Europa e Estados Unidos selecionam o melhor das matérias primas disponíveis e confeccionam, de acordo com o seu local e tradição, a melhor cerveja de natal que lhe couber. A exemplo disso, o festival Kerstbier – a ser promovido entre os dias 15 e 16 de dezembro deste ano na pequena cidade de Essen, na Bélgica – reúne milhares de amantes de cerveja de natal, de mais de 30 países diferentes, todos dispostos a conferir cada um dos quase 200 títulos disponíveis unicamente para esta época fria do ano.

Mas caso a Bélgica e todo este papo de neve em pleno dezembro estejam distantes demais para você, saiba que atualmente existem bons rótulos nacionais, especializados em cervejas de natal, que farão jus a qualquer presente de amigo secreto da família. Uma pesquisa rápida na internet somado a um bom planejamento de delivery garantirão um Natal muito mais divertido, para não dizer mais saboroso e alegre, ao nosso bom e velho 25 de dezembro veraneio, sob muito sol e calor humano.


Com informação de: Kerstbierfestival e Opa Bier

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Lasanha na Cerveja

Beerfood, Receitas Típicas

03/12/2018

No mundo da culinária, nem tudo é o que parece ser. Algumas certezas podem “evaporar” após uma pesquisada no assunto, deixando “queimada” aquela expectativa que nós tínhamos em relação a uma receita. Embora a lasanha seja uma comida tipicamente associada à culinária italiana, tradicionalmente como uma criação da cidade de Nápoles, existem registros históricos medievais que remontam as origens desta massa recheada a outros lugares que não a Itália.

Ainda que o país da bota tenha pego para si a deliciosa responsabilidade de se assumir como a mãe da lasanha, é possível que a própria palavra “lasanha” tenha nascido fora da Itália. Entre diversas teorias que se tem por aí, uma delas afirma que a etimologia da palavra lasanha vem do grego “lásanon”, que se referia à panela onde era servida tal comida. No próprio livro de receitas chamado “Fôrma de Cury”, publicado em 1390, Samuel Pegg – o então cozinheiro oficial do rei Ricardo II – utiliza a expressão “loseyn”, do inglês médio, para se referir a uma receita muito similar ao que se considera hoje por lasanha.

Segundo o portal Wikipédia, à diferença do que se tem hoje presente em qualquer lasanha, o tomate não era um ingrediente originário da receita, uma vez que esta fruta só passou a fazer parte da dieta europeia após a colonização europeia da América, com a chegada de Colombo neste lado do Atlântico em 1492.

Uma comida versátil, podendo ser adaptada a todos os gostos e exigências, na hora de devorar uma pratada desta você vai até esquecer quem é quem na luta pelo reconhecimento desta maravilha em formato de massa em fatia e muito recheio. Com o toque de bechamel e cerveja, você vai se sentir transportado à região da Emília-Romanha com um toque brasileiro.

Lasanha na Cerveja

Ingredientes

  • 15 folhas de lasanha.
  • 500 g de carne picada mista
  • 1 cebola pequena picada
  • Azeite a gosto
  • Sal
  • 1 lata de cogumelos
  • 1 litro de bechamel. (Metade para fazer bechamel de cogumelos e a outra metade para cobrir a lasanha no fim)
  • Queijo mozarela ralado.
  • 1 cerveja clara 269 ml
  • 1 pacote de sopa instantânea de cogumelos.

 

Modo de Preparo

  1. Numa frigideira, ponha um pouco de azeite e refogue a cebola. Quando começar a ficar dourada, junte a carne picada, tempere com sal e refogue bem.
  2. Tape a frigideira com uma tampa para cozinhar mais rápido. Quando estiver bem passada, retire do fogo e reserve tapado.
  3. Abra a lata de cogumelos e reserve metade do liquido da lata e escorra os cogumelos.
  4. Noutra frigideira, ponha azeite e refogue os cogumelos.  
  5. Dissolva o conteúdo da sopa instantânea de cogumelos na cerveja e na água que reservou da lata dos cogumelos, junte esta mistura aos cogumelos que tem na frigideira. Mexa.
  6. Depois de engrossar, junte metade do bechamel 500 ml a este molho de cogumelos e misture tudo de forma a obter um bechamel de cogumelos.
  7. Passe as folhas de lasanha por água quente para amolecerem. Unte um tabuleiro médio próprio para ir ao forno com margarina e disponha no fundo 3 folhas de lasanha.
  8. Por cima, coloque metade da carne picada cozinhada, coloque algum queijo ralado e metade do bechamel de cogumelos. Cubra com mais folhas de lasanha, depois a restante carne, queijo e o resto do bechamel de cogumelos, mais folhas de lasanha por cima.
  9. Termine regando com os 500 ml de bechamel e polvilhando com bastante queijo.
  10. Leve ao forno, pré-aquecido a 180ª durante cerca de 25 minutos.

 

Com informações de: Portal Educação e Wikipédia
Fonte da receita: Receitas na Rede (contém adaptações)

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