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Malt Liquor: controversa e adorada

Bom de copo, Estilos de Cerveja

18/03/2019

Como um bom grupo de exigentes consumidores, o público cervejeiro é bem específico quanto aos seus gostos. Existem aqueles que preferem uma cerveja mais leve e refrescante, outros não abrem mão de sua cerveja de trigo encorpada. Entre uma e outra, existe aquela famigerada cerveja controversa, praticamente uma anti-IPA, rechaçada pela comunidade cervejeira. Hoje, falaremos um pouco sobre a Malt Liquor.

Mais consumida e produzida pelos norte-americanos, a Malt Liquor é uma senhora lager, carregada principalmente de cereais não maltados e com pouca incidência de lúpulo. O resultado é uma bebida potente, com alto teor alcóolico e sabor considerado “aguado” para os paladares mais aguçados.

Embora não seja muito popular em solo brasileiro, lá nos Estados Unidos existe toda uma cultura da forty-once, ou quarenta onças, como é conhecida a garrafa de Malt Liquor por lá. O termo está associado diretamente à festas e noites de bebedeira, principalmente pelo seu tamanho (equivalente a uma garrafa de dois litros) e, em geral, baixo custo.

Mas engana-se quem pensa que uma Malt Liquor é uma invenção da indústria moderna. Segundo a publicação People’s Journal, a primeira referência que se tem escrita sobre a bebida data o século XVII, em 1690. Parece, portanto, que a diversão norte-americana foi importada diretamente da ex-côlônia…

Atualmente, existem versões com mais ou menos açúcares adicionados à fermentação, o que confere uma bebida entre 6% e 9% de ABV em média, podendo chegar a um teor alcóolico de 12% – equivalente a um vinho comum. De cor amarela clara, variando entre 10 e 25 IBU, recomenda-se um copo clássico de pint para consumi-la – ainda que os nossos vizinhos norte-americanos prefiram utilizar o clássico copo colorido de papel.

Seja você um apreciador de uma Malt Liquor ou não, uma coisa é fato: como diria Oscar Wilde, “A única coisa pior do que falarem de você é não falarem de você”.

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Bolo de Cerveja Escura

Beerfood, Doces e Sobremesas

15/03/2019

Existem fatos tão consolidados e arraigados em nossa cultura que muitas vezes não paramos para pensar de onde eles vêm e o porquê. Imagine-se, por exemplo, como um viajante espacial chegando a um planeta desconhecido. Neste planeta, os seres de um clã se reúnem uma vez ao ano em torno de um deles, acedem fogos e aderem a um cântico uníssono e breve, seguido por uma manifestação física ruidosa e depois silêncio. Soa familiar?

De acordo com o portal Superinteressante, o ritual de se comemorar um aniversário data mais de 5.000 anos. Com registros oficiais do Egito antigo, a tradição que antes era reservada apenas aos deuses e semideuses, isto é, aos faraós e seres do outro mundo, passou a ser “popularizada” também aos reles mortais. Embora, há muitíssimo tempo, o cristianismo havia proibido tal prática – por justamente não corresponder à adoração de um único deus –, a Igreja foi a responsável por trazer o aniversário de volta ao calendário Ocidental com a comemoração do nascimento de Cristo no dia 25 de dezembro.

Dentre uma das possíveis explicações para o formato da festividade, com um bolo redondo preenchido de velas, figura-se a reverência da Grécia antiga à deusa Artêmis, a deusa da Lua. O redondo simbolizava a Lua cheia e as velas a sua luz refletida na Terra.

Ainda mais inusitado, segundo o portal Bonde, antes de passarem a representar a comemoração dos seres terrestres, os antigos romanos tinham uma tradição bem peculiar: as famílias ricas preparavam deliciosos bolos para o casamento de seus entes queridos, mas, ao invés de os saborearem, eles eram amassados e jogados em direção aos noivos como símbolo de boa fortuna e adoração aos deuses.

Já na passagem da Idade Média para a Idade Moderna após o período das Grandes Navegações, o cacau trazido da América pelos espanhóis nos séculos XV e XVI marcam a profunda associação (para não dizer reverência) do bolo com o chocolate. Hábito comum nas grandes cortes europeias, as tortas recheadas com mais de um andar passaram a ser símbolo de status e opulência: quanto maior, mais nobre era a família.

Por isso, não fique surpreso(a) se um dia um viajante de outro mundo vier nos visitar e perguntar o motivo desta tão peculiar tradição de aniversário. Basta dizer ao nosso amigo interestelar que, entre a comemoração à deusa da Lua, o nascimento de Cristo, os faraós e seres de outro mundo, desejamos a um ente querido uma boa vida, regada de muita riqueza e felicidade.

 

Bolo de Cerveja Escura

Ingredientes

  • 2 xícaras (chá) de farinha de trigo
  • 2 xícaras (chá) de açúcar
  • 1 xícara (chá) de cerveja escura
  • 3 ovos
  • 1 colher (sopa) de fermento em pó

Modo de Preparo

  1. Bata as claras em neve e reserve.
  2. Em um recipiente misture a farinha, o açúcar, as gemas, a cerveja escura e bata até a massa ficar homogênea.
  3. Acrescente o fermento e as claras em neve e misture bem.
  4. Despeje em uma forma untada.
  5. Leve ao forno pré-aquecido por aproximadamente 40 minutos.
  6. Cobertura a gosto.


Informação de: Portal Bonde, Superinteressante
Fonte da receita: Tudo Gostoso (contém adaptações)

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Münchner Hell – a Controversa Cerveja da Baviera

Bom de copo, Histórias da Cerveja

18/02/2019

Numa disputa entre tradição e modernidade, a Alemanha possui um histórico sem-fim de contos relacionados à cerveja e à chegada de novas concorrentes em seu mercado cervejeiro mais do que tradicional. Hoje, contamos a história de mais uma luta por espaço, atenção e reconhecimento. Hoje, contamos a história da Münchner Hell.

Literalmente “a clara de Munique”, a Münchner Hell se caracteriza como uma pale Lager, cuja criação da cervejaria alemã Spaten, no fim do século 19, foi uma resposta à invasão Pilsen tcheca, nascida poucos anos antes, em 1842, mas que havia chegado de forma avassaladora no mercado da Boêmia e da Baviera.

Avessos à grandes mudanças, os Biergarten da Baviera eram, até a metade do século 19, ainda repletos de lagers escuras, especialmente do estilo Dunkel. A tradição em Munique, no entanto, acabou cedendo à modernidade logo no começo do século 20 pelas duas grandes ondas das cervejas claras: as Pilsen (da Boêmia) e as Hell (da própria Munique).

Segundo o portal Cervejaria Virtual, à diferença de uma Pilsen, a cervejas Hell são ainda mais claras, mais encorpadas, mais lupuladas, levemente menos amargas e menos aromáticas que as loiras tchecas. Regionalmente, as Münchner Hell saíram ganhando na Baviera e hoje são a menina dos olhos nos grandes festivais internacionais de cerveja no sul da Alemanha, como o Oktoberfest. Em contrapartida, as cervejas Pilsen dominaram o mercado mundial e hoje representam, de acordo com matéria publicada pela Revista Exame, as marcas mais vendidas no Brasil, Estados Unidos e Europa.

Seja que for o vencedor oficial desta disputa invisível, a “clara de Munique” chegou para ficar. Esta cerveja médio encorpada e de média carbonatação, de cor dourada brilhante (entre 3 e 5 SRM) e graduação alcoólica entre 4,7% e 5,4% ABV, pode ser encontrada fora das terras saxãs e é uma perfeita companheira para um verão quente tropical.

Afinal, se você ainda não sabe para quem torcer nesta guerra sem nome, é bom tomar um partido após experimentar o melhor dos dois lados.

Com informação de: BJCP, Cervejaria Virtual, O Caneco, Revista Exame e Wikipedia

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Berliner Weisse – a Champanhe do Norte

Bom de copo, Histórias da Cerveja

28/01/2019

O que é, o que é: uma cerveja de trigo sour, de origem alemã, mais precisamente de Berlim e adorada por Napoleão? Adivinhou se você respondeu “Berliner Weisse”.

Literalmente “a branca berlinense”, a Berliner Weisse possui uma história envolta de mistérios e imprecisões documentais, cujo quebra-cabeça temporal desta bebida remonta lá atrás, no ido século 16. Segundo o mundialmente conhecido pesquisador britânico Michael Jackson, em seu livro “The World Guide to Beer” (ou “O Guia Mundial da Cerveja”, em tradição-livre para o português), nem mesmo em Berlim esta cerveja nasceu, senão em Hamburgo, cidade ainda mais ao norte da Alemanha, próxima à fronteira com a Dinamarca. Segundo o pesquisador, uma receita hamburguesa teria sido copiada pelo cervejeiro Cord Broihan e trazida à Berlim no século 16, tornando-se extremamente popular na cidade por volta de 1640 graças a outro produtor, o doutor J.S. Elsholz.  

De acordo com o portal Brejas.com.br: “as cervejas do estilo Berliner Weisse diferem-se das brejas de trigo (Weizenbieren) basicamente porque, em sua fermentação, utiliza-se leveduras lácticas. Isso confere às cervejas peculiares notas cítricas e azedas, organolepticamente semelhantes às produzidas pelas brejas no estilo Lambic. Na Alemanha, as cervejas desse estilo são geralmente servidas misturando-se a elas xaropes de frutas, especialmente framboesa e limão”. Não à toa, quando Napoleão invadiu a Alemanha em 1805, ele batizou a Berliner Weisse de “a champanhe do Norte” por conta justamente deste caráter ácido e levemente frutado.

Incrivelmente popular até a Segunda Guerra Mundial (1939-1945), a Berliner Weisse era a bebida alcóolica mais consumida na cidade de Berlim e possuía diversas “modalidades”, de acordo com o gosto e o bolso do cliente e do mestre cervejeiro que a produzia. Por conta do regime de taxação alemão – no qual as cervejas mais alcóolicas pagavam mais impostos do que as menos alcóolicas –, existia uma divisão classista entre as Berliner Weisse mais aguadas, de teor alcóolico mais baixo, e as “Voll-Weisse” (ou, “Weisse plena”), preferida pelos ricos da época. Além do preço final, uma Berliner Weisse poderia possuir tanto 2% de ABV quanto 6% ABV.

Ideal para ser consumida no verão por conta de seu sabor refrescante e ácido, a Berliner Weisse é composta por bastante malte de trigo (entre 30% e 50%) e é fruto de uma fermentação lática, num mosto não fervido. O resultado é uma cerveja bem mais clara e bem menos amarga do que as cervejas Weiss da Baviera, do sul da Alemanha.

Embora tenha praticamente desaparecido do mapa no século 21, a Berliner Weisse ganhou o selo de Indicação Geográfica Protegida de Estilo da União Europeia para garantir as normas e tradições berlinenses dos produtores locais, além de se manter viva no mundo das bebidas alcóolicas. E se até mesmo o Imperador dos Franceses à época elogiou esta bebida por seus traços leves e ao mesmo tempo distintos, quem somos nós, reles mortais, para discordar dele, não é mesmo?

 

Com informação de: Brejas.com.br, O Cru e o Maltado, Price Beer e Wikipédia

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Gose – uma cerveja ressurgida das cinzas

Bom de copo, Histórias da Cerveja

17/12/2018

Poucas cervejas no planeta possuem uma história tão particular e cheia de reviravoltas como as do estilo Gose. Uma sobrevivente em meio à Europa do século XIX e XX, as cervejas do estilo Gose são também uma espécie de prima rebelde, pois não seguiam a Lei da Pureza da Baviera (Reinheitsgebot), promulgada em 1516 pelo duque Guilherme IV da Baviera.

A Gose é considerada uma especialidade da região de Goslar, da Baixa Saxônia, na Alemanha – lugar este que acabou cunhando o nome da cerveja. A Baixa Saxônia, junto com o norte da Alemanha, a Bélgica e atuais Países Baixos acabaram se especializando nas cervejas de trigo ácidas e embora compartilhem um tronco em comum, é importante não confundir esta bebida com a Gueuze belga.

Com um sabor inconfundivelmente salgado, mas ao mesmo tempo azedo e pouco lupulado, a Gose alemã se vira totalmente de costas à Lei da Pureza da Baviera ao adicionar sal e coentro em sua confecção. Com malte de trigo não filtrado e um teor alcoólico que varia entre 4% e 5% ABV, diz-se que esta bebida se manteve viva graças à tradição oral familiar europeia, onde cada família possuía a sua receita e toques específicos.

Originalmente, lá por volta do século 18, as Gose eram produzidas através da fermentação espontânea, mas este processo foi sendo substituído pelo uso de fermentos e bactérias lácticas no século seguinte. Mesmo em Leipzig, cidade importante onde se popularizou a bebida, a Gose nunca gozou de um status elevado. Um dos principais motivos era o seu custo-benefício, geralmente baixo para uma bebida que vinagrava rapidamente se não consumida a tempo.

Preço alto, pouca demanda e vida curta: não bastou uma, mas duas Grandes Guerras Mundiais em solo europeu no século XX para praticamente eliminar este estilo de cerveja da face da terra. Em 1966, com a morte de Guido Pfniser, considerado o último produtor de Gose na Alemanha, nunca mais se ouviria falar desta bebida se não fosse por Lothar Goldhahn.

Um entusiasta dos bons tempos cervejeiros da Alemanha pré-Guerras, Lothar Goldhahn revitalizou um dos principais e mais tradicionais bares de Leipzig, o Ohne Bedenken. Com a ajuda de um antigo funcionário que possuía partes da receita da Bose em mãos e de uma outra cervejaria baseada em Berlim, Goldhahn conseguiu reavivar um estilo praticamente morto em todo o mundo nos anos 1980.

Hoje, com um status de “fênix das bebidas” e um bom público amante de cervejas especiais em todo o mundo, sobretudo na Europa e Estados Unidos, uma cerveja Gose pode ser encontrada ao redor de todo mundo para deleite nosso e dos ancestrais saxões.

Com informação de: Brejas, Mestre Cervejeiro, O Cru e o Maltado, Price Beer e Wikipédia

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Cerveja de Natal

Bom Saber, Curiosidades

10/12/2018

“Moro num país tropical, abençoado por Deus e bonito por natureza”, já dizia Jorge Ben no famoso clássico dos anos 60, em País Tropical. Por sorte nossa, as festas de fim de ano, incluindo o Natal e o Réveillon, recaem sobre a época mais quente do ano e podemos tomar a nossa cerveja gelada ou saltar as sete ondinhas sem maiores preocupações. Já nos países do Norte, a situação não é lá tão boa, pois é tudo ao contrário, com o frio reinando justamente nos meses onde aqui guardamos para ir à praia. A solução para aguentar tamanho frio? Mais álcool.

Comumente conhecidas em países de tradição cervejeira como a Alemanha, Bélgica, República Tcheca e até mesmo (hoje em dia) nos Estados Unidos, a “Weihnachtsbier” – literalmente “cerveja de Natal” em português – faz parte da cultura de fim de ano nestes lugares mencionados. Trata-se de uma cerveja especial, geralmente mais encorpada, mais calórica e mais alcóolica, numa espécie de edição comemorativa.

Historicamente, trata-se de uma tradição pagã viking, que comemorava o fim da escuridão e a chegada dos dias mais longos no solstício de inverno do dia 21 de dezembro. Posteriormente incorporada pela Igreja Católica e assimilada ao nascimento de Jesus Cristo, o Natal passou a ser uma das maiores datas comemorativas em todo o mundo Ocidental.

Cada ano, os melhores mestres cervejeiros da Europa e Estados Unidos selecionam o melhor das matérias primas disponíveis e confeccionam, de acordo com o seu local e tradição, a melhor cerveja de natal que lhe couber. A exemplo disso, o festival Kerstbier – a ser promovido entre os dias 15 e 16 de dezembro deste ano na pequena cidade de Essen, na Bélgica – reúne milhares de amantes de cerveja de natal, de mais de 30 países diferentes, todos dispostos a conferir cada um dos quase 200 títulos disponíveis unicamente para esta época fria do ano.

Mas caso a Bélgica e todo este papo de neve em pleno dezembro estejam distantes demais para você, saiba que atualmente existem bons rótulos nacionais, especializados em cervejas de natal, que farão jus a qualquer presente de amigo secreto da família. Uma pesquisa rápida na internet somado a um bom planejamento de delivery garantirão um Natal muito mais divertido, para não dizer mais saboroso e alegre, ao nosso bom e velho 25 de dezembro veraneio, sob muito sol e calor humano.


Com informação de: Kerstbierfestival e Opa Bier

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Lasanha na Cerveja

Beerfood, Receitas Típicas

03/12/2018

No mundo da culinária, nem tudo é o que parece ser. Algumas certezas podem “evaporar” após uma pesquisada no assunto, deixando “queimada” aquela expectativa que nós tínhamos em relação a uma receita. Embora a lasanha seja uma comida tipicamente associada à culinária italiana, tradicionalmente como uma criação da cidade de Nápoles, existem registros históricos medievais que remontam as origens desta massa recheada a outros lugares que não a Itália.

Ainda que o país da bota tenha pego para si a deliciosa responsabilidade de se assumir como a mãe da lasanha, é possível que a própria palavra “lasanha” tenha nascido fora da Itália. Entre diversas teorias que se tem por aí, uma delas afirma que a etimologia da palavra lasanha vem do grego “lásanon”, que se referia à panela onde era servida tal comida. No próprio livro de receitas chamado “Fôrma de Cury”, publicado em 1390, Samuel Pegg – o então cozinheiro oficial do rei Ricardo II – utiliza a expressão “loseyn”, do inglês médio, para se referir a uma receita muito similar ao que se considera hoje por lasanha.

Segundo o portal Wikipédia, à diferença do que se tem hoje presente em qualquer lasanha, o tomate não era um ingrediente originário da receita, uma vez que esta fruta só passou a fazer parte da dieta europeia após a colonização europeia da América, com a chegada de Colombo neste lado do Atlântico em 1492.

Uma comida versátil, podendo ser adaptada a todos os gostos e exigências, na hora de devorar uma pratada desta você vai até esquecer quem é quem na luta pelo reconhecimento desta maravilha em formato de massa em fatia e muito recheio. Com o toque de bechamel e cerveja, você vai se sentir transportado à região da Emília-Romanha com um toque brasileiro.

Lasanha na Cerveja

Ingredientes

  • 15 folhas de lasanha.
  • 500 g de carne picada mista
  • 1 cebola pequena picada
  • Azeite a gosto
  • Sal
  • 1 lata de cogumelos
  • 1 litro de bechamel. (Metade para fazer bechamel de cogumelos e a outra metade para cobrir a lasanha no fim)
  • Queijo mozarela ralado.
  • 1 cerveja clara 269 ml
  • 1 pacote de sopa instantânea de cogumelos.

 

Modo de Preparo

  1. Numa frigideira, ponha um pouco de azeite e refogue a cebola. Quando começar a ficar dourada, junte a carne picada, tempere com sal e refogue bem.
  2. Tape a frigideira com uma tampa para cozinhar mais rápido. Quando estiver bem passada, retire do fogo e reserve tapado.
  3. Abra a lata de cogumelos e reserve metade do liquido da lata e escorra os cogumelos.
  4. Noutra frigideira, ponha azeite e refogue os cogumelos.  
  5. Dissolva o conteúdo da sopa instantânea de cogumelos na cerveja e na água que reservou da lata dos cogumelos, junte esta mistura aos cogumelos que tem na frigideira. Mexa.
  6. Depois de engrossar, junte metade do bechamel 500 ml a este molho de cogumelos e misture tudo de forma a obter um bechamel de cogumelos.
  7. Passe as folhas de lasanha por água quente para amolecerem. Unte um tabuleiro médio próprio para ir ao forno com margarina e disponha no fundo 3 folhas de lasanha.
  8. Por cima, coloque metade da carne picada cozinhada, coloque algum queijo ralado e metade do bechamel de cogumelos. Cubra com mais folhas de lasanha, depois a restante carne, queijo e o resto do bechamel de cogumelos, mais folhas de lasanha por cima.
  9. Termine regando com os 500 ml de bechamel e polvilhando com bastante queijo.
  10. Leve ao forno, pré-aquecido a 180ª durante cerca de 25 minutos.

 

Com informações de: Portal Educação e Wikipédia
Fonte da receita: Receitas na Rede (contém adaptações)

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Do outro lado do mundo: Cerveja de Arroz Japonês

Bom de copo, Histórias da Cerveja

26/11/2018

A regra é clara: de acordo com a Lei da Pureza Alemã, promulgada pelo duque Guilherme IV da Baviera em 1516, a cerveja deve conter apenas água, malte de cevada e lúpulo, correto? Mas, como dizem por aí, as regras são feitas para serem obedecidas e às vezes, quebradas. Por isso não é de se estranhar que, do outro lado do mundo, os japoneses resolveram contornar esta lei medieval alemã e criaram a cerveja de arroz.

Base da tradicional dieta nipônica – conhecida como “washoku” em japonês que entrou na lista do Patrimônio Imaterial da Humanidade pela UNESCO em 2013 –, o arroz presente no sushi forma parte da história do Reino do Sol Nascente desde seus tempos mais primordiais. Não é de se estranhar, portanto, que o país produza bebidas alcóolicas à base desse grão, como o famigerado saquê e, por que não, a própria cerveja.

Embora os atuais japoneses dependam cada vez menos do arroz para se alimentarem e prefiram integrar a sua dieta a um mundo globalizado, com outras tantas ofertas de cozinhas internacionais à sua disposição, a tradição e a inovação são duas características clássicas do Japão do século XX e XXI. De acordo com o portal G1, pela abundância do grão e com o intuito de diminuir os níveis de proteína do malte, o arroz passou a ser utilizado na confecção da cerveja japonesa já no século XIX e, com o advento da Segunda Guerra Mundial e a diminuição da produção de cevada, esta curiosa alternativa se tornou cada vez mais presente no copo dos japoneses.

Por ter pouco apreço no mercado internacional e estar relacionada a uma produção mais econômica, as cervejas de arroz nem sempre são bem vistas pelos cervejeiros mundo afora. Mas não se deixe enganar: existem boas opções no mercado que contêm arroz em sua composição. O governo japonês é rígido em relação aos processos industriais: é necessário no mínimo 67% de malte para que a bebida seja considerada uma biru, isto é, cerveja.

Da panela para o copo, uma típica lager de arroz poderá surpreendê-lo(a) por sua suavidade e aspecto dourado brilhante, perfeito para um dia quente de verão que já está batendo na porta do brasileiro neste fim de ano.

Aprenda com um dos povos mais longevos deste planeta e abrace as diferenças na hora de curtir uma gelada. Quem sabe a cerveja de arroz não entra de vez no seu cardápio e faça parte da sua própria lei da pureza comemorativa?

Com informação de: Beeriety, Japan Beer Times, Portal G1, Sushibilidade e Wikipédia

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Da Itália para o bar

Beerfood, Comida de Boteco, Receitas Típicas

19/11/2018

Praticamente um patrimônio culinário da humanidade, a pizza – ao contrário da grande crença popular – nasceu em algum lugar entre os povos hebreus e os povos do antigo Egito há mais de 5.000 anos, muito antes da Itália sequer existir no mapa.  Nesta deliciosa mistura relativamente simples de farinha e água, cada população adicionava sobre a base os ingredientes que lhes convinham (ou que possuíam à mão), de acordo com a sua época: os fenícios preferiam colocar cebolas e carnes, já os turcos besuntavam sobre a massa ervas e iogurtes salgados.

Outrora conhecida como “pão de Abrahão”, a “piscea” acabou desembarcando nos portos de Nápoles durante os períodos das Cruzadas na Idade Média e parece ter encontrado na Itália um lugar para chamar de seu. Por se tratar de um alimento relativamente barato e nutritivo, o prato caiu no gosto do povo e ganhou, séculos mais tarde, o seu primeiro estabelecimento comercial dedicado especialmente à confecção de pizzas: o Antica Port’Alba – fundado em 1830.

Segundo o portal Infoescola, “graças à habilidade do primeiro pizzaiolo da história, dom Raffaele Espósito, um padeiro de Nápoles a serviço do rei Umberto I e da rainha Margherita”, a pizza ficou conhecida em toda a Europa – e posteriormente em todo mundo – através da realeza italiana. Em homenagem às cores da bandeira italiana (branco, vermelho e verde), o mestre dom Raffaele Espósito se utilizou do tomate, manjericão e da mussarela para colorir a massa e criar a famigerada pizza de margherita em homenagem à rainha.

No Brasil, a pizza chegou posteriormente no final do século XIX e início do século XX com a grande imigração italiana às Américas. Com mais de um milhão de italianos desembarcando em terras nacionais somente entre 1884 e 1920, não é de se estranhar que, assim como os recém-chegados, o novo Brasil república adotaria rapidamente essa deliciosa criação milenar ao seu estilo de vida multicultural.

Buon appetito!

 

Massa de Pizza à Base de Cerveja

Ingredientes

  • 550 g de farinha de trigo
  • 15 g de fermento biológico fresco (um tablete ou 1 pacote de 10 g do fermento biológico seco)
  • 350 ml de cerveja pilsen (1 lata)
  • 3 ml de azeite de oliva
  • 10 g de açúcar cristal
  • 5 g de sal

Modo de Preparo

    1. Numa panela, aqueça a cerveja até aproximadamente 60ºC.
    2. É necessário esquentar na temperatura correta, pois se a cerveja estiver fria, o fermento não funciona e se estiver mais quente que isso, ele morre. Utilize um termômetro gastronômico para garantir melhores resultados.
    3. Desligue o fogo e dissolva o açúcar na cerveja.
    4. Amasse o fermento com um garfo, de forma a esfarelá-lo o máximo possível. Em seguida, adicione na cerveja e dissolva. Reserve por alguns minutos até que comece a reagir.
    5. Coloque a farinha de trigo e o azeite em uma bacia. Adicione a mistura da cerveja com a farinha e vá sovando até misturar tudo.
    6. Sove por cerca de 10 minutos até ter uma massa lisa e homogênea.
    7. Tampe a bacia com um plástico e deixe em um local quente, sem vento por cerca de 1 hora para que cresça.
    8. Preaqueça o forno em 200ºC.
    9. Unte duas formas grandes de pizza com um guardanapo besuntado de azeite, só para auxiliar a abertura da massa e também ajudar a dar uma douradinha no fundo da massa.
    10. Corte a massa em duas partes iguais.
    11. Leve ao forno já aquecido para pré-assar por aproximadamente 5 minutos.
    12. Depois disso, basta montar a cobertura e levar novamente ao forno para assar.

 

  • Também é possível guardar na geladeira, em um saco plástico, por uma semana aproximadamente, ou no congelador, também em um saco plástico bem fechado, por 3 meses.

 

 

Com informações de: Infoescola, Origem das Coisas, Superinteressante e Terra

Fonte da receita: Tudo Gostoso 

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Quem não arrisca não petisca.

Bom Saber, Curiosidades

15/10/2018

A cerveja Pilsner vem, é claro, da República Tcheca. No entanto, as coisas não são tão óbvias quanto parecem ser. Certa vez, os cidadãos de Pilsen ficaram tão insatisfeitos com sua cerveja que eles até derramaram-na toda na frente da prefeitura como forma de protesto. A partir daí, surgiu uma ideia brilhante.

Pergunte a um estrangeiro o que lhe vem à cabeça quando ele ouve as palavras “República Tcheca”. Sim, ele talvez responda “Skoda”, “Havel” ou “Praga”. Mas o que você, como cidadão tcheco, irá mais ouvir como resposta? “Cerveja”. Goste você ou não, é assim que funcionam as coisas.

Certamente, a cerveja já havia trilhado sua fama na Europa durante a Idade Média. Poder confeccionar a bebida era um dos maiores privilégios que uma cidade poderia ter. Se você pudesse fazer cerveja naquela época, você faria. A água dos poços públicos estava longe de ser limpa, por isso beber cerveja – ou pelo menos aquilo que se chamava de cerveja na época – era considerada uma opção mais segura. Levou-se muito tempo para que o mingau fermentado e turvo se parecesse com a bebida que conhecemos hoje.

Havia uma quantidade razoável de tipos de cerveja: as mais fracas eram bebidas no café da manhã; cada cidadão bebia, em média, três quartos de litro de cerveja por dia. A bebida era popular, com preços razoáveis e era encontrada facilmente. Mas ela era boa? Isso dependia. As ruas e praças abrigavam tabernas e cada local produzia a sua bebida da maneira que lhe convinha melhor.

Da sarjeta aos céus

A cidade de Pilsen, no oeste da Boêmia, não era exceção à regra. A arte de fazer cerveja surgiu desde a sua fundação em 1295. Os locais experimentavam a bebida com vontade e alegria nos mais de 260 estabelecimentos disponíveis. Os mais inventivos tentavam misturar uma série de ingredientes secretos, como ossos humanos moídos e pedaços de cordas. Não à toa que durante os tempos de Georg von Podiebrad (1478-1471), dizia-se que a cerveja local era “uma terrível mistura venenosa que produzia cálculos biliares e pontadas nos rins”.

Só que a cerveja local não foi melhorando com o passar do tempo. Muito pelo contrário: piorou. Se você estivesse, na época, à procura de uma cerveja mais palatável, você buscaria alguma outra proveniente da Saxônia ou da Bavária. Ao cabo, os aldeotas de Pilsen perderam a paciência com os produtores locais. Numa praça em 1838, eles derramaram 36 barris daquela mistureba horrorosa, intimando os produtores que “as coisas não poderiam continuar daquele jeito”. Em janeiro do ano seguinte, um plano simplesmente engenhoso foi bolado no encontro de cidadãos na prefeitura. Decidiu-se fundar conjuntamente uma fábrica de cerveja grande e moderna. A construção começaria de imediato e depois de apenas três anos de trabalho coletivo, a fábrica abriu suas portas sob o nome de Cervejaria Municipal de Pilsen (em tcheco: Měšťanský pivovar Plzeň).

Os fundadores não tinham grandes ambições. Os locais queriam apenas confeccionar uma cerveja robusta, de qualidade ao estilo bávaro. Para tal, eles chamaram o mestre cervejeiro Josef Groll de Vilshofen, cidade próxima à Passau.

A primeira leva, servida em novembro de 1842, saiu com gosto diferente do que o povo estava esperando: saiu ainda melhor do que o imaginado. Graças à combinação do lúpulo de Saaz, a água suave de Pilsen e o malte leve, esta não era apenas uma cerveja bávara, mas sim uma lager dourada de baixa fermentação. Durante a prova inaugural, dizia-se por aí que a bebida tinha “um sabor forte, excelente, desconhecido no mundo da cerveja”. Não é de se espantar, portanto, que ela rapidamente se espalhou por todos os bares de Pilsen e, em pouquíssimo tempo, também havia alcançado os estabelecimentos de Praga e Viena.

O mestre cervejeiro Josef Groll confirmou, portanto, um velho princípio conhecido: quem não arrisca não petisca. Graças aos novos ingredientes, ele tinha criado uma cerveja Pilsner completamente nova. Hoje, trata-se do tipo de cerveja mais vendido em todo o mundo.

 

Autora: Zuzana Lízcová / Goethe-Institut.

Texto sob licença Creative Commons para fins não-comerciais – Traduzido e editado do inglês ao português.

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