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Curiosidades
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Chuva, Suor & Cerveja

Bom Saber, Curiosidades

25/02/2019

Foi no ano de 1977 que Caetano Veloso lançou a famosa marchinha “Chuva, Suor e Cerveja”, uma ode à maior festa popular de rua do país: o carnaval, ilustrando basicamente a presença do calor humano do povo brasileiro nas ladeiras de Salvador sob as tórridas tempestades de verão. Talvez, de fato, maior folia neste planeta não há – mas ao contrário do que muita gente pensa, o carnaval surgiu muito antes de Caetano embalar suas cantigas no Pelourinho ou mesmo do nosso país se chamar Brasil.

Em linhas gerais, de acordo com o portal Superinteressante, desde a Antiguidade se comemorava o carnaval entre os povos egípcios, hebreus, gregos e troianos. Para os povos do Hemisfério Norte, era um período que marcava o final do inverno e o início da boa colheita. Na Antiga Roma, a festa pagã era comemorada nas ruas da cidade, onde escravos temporariamente soltos e homens livres dançavam nus ao lado de antigos carros alegóricos. Mais tarde, com a presença da Igreja Católica na Idade Média, o carnaval passou a significar os últimos dias “livres” antes da Quaresma, cuja penitência divina proibia o consumo de carne durante os quarenta dias que antecediam à Páscoa. Por isso a expressão em latim carnem levare, ou “ficar livre da carne”, transformou-se no nosso bom e conhecido “carnaval”.

Segundo a Confederação do Comércio de Bens e Serviço e Turismo (CNC), estima-se para o carnaval do ano passado houve uma injeção de R$ 6,5 bilhões na economia nacional, dos quais 85% de toda essa renda gerada está concentrada no setor de alimentação fora do domicílio, isto é, bares e restaurantes. Já de acordo com o Ministério do Turismo, estima-se que pelo menos 11 milhões de brasileiros realizaram alguma viagem durante a temporada de festas, destes 400 mil estrangeiros que aproveitaram para cair na farra.

Já o Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e a Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) afirmam: a cerveja é o produto mais consumido durante o período dos bloquinhos. Dentre os entrevistados, 57% afirmaram que esta bebida era a primeira opção, seguida de água e refrigerante. Outro valor que salta aos olhos: dos 72 milhões de consumidores brasileiros previstos no ano anterior, o brasileiro médio gastou R$ 847,35 nesta semana, com os homens puxando a média para cima, com R$ 969.

Esteja você fantasiado de grego, troiano, pierrô ou mestre-sala, uma coisa é certa: carnaval é tempo de curtir. Por isso não se esqueça: se for beber, não dirija, mas me convide para o bloquinho.

Com informações de: Portal no Varejo, Superinteressante e UOL

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Um Meme Por Mês

Bom Saber, Curiosidades

04/02/2019

Sábio era o mestre Confúcio, político e filósofo chinês que viveu há mais de 2.500 na China e cunhou a frase: “uma imagem vale mais do que mil palavras”. Na era da Internet, poder-se-ia dizer que “um meme vale mais do que mil imagens”.

Termo que vem do grego “mimema”, que significa mimese ou imitação, o etólogo, biológo evolutivo e escritor britânico Richard Dawkins forjou a palavra “meme” muito antes da popularização mundial da Internet, em 1976, com o seu livro O Gene Egoísta. Segundo o portal Midiatismo, um meme seria “qualquer conhecimento relacionado à cultura que possa (ou é) transmitido através de um indivíduo para o outro”. Ainda de acordo com o portal, um meme seria mais do que uma piada, mas sim uma informação transmitida que não perde sua essência, uma espécie de DNA da internet.

Por isso, em comemoração à esta divertida e, de certa maneira, complexa rede de conhecimento imagético, sugerimos doze memes cervejeiros para você ativar em cada um dos meses de 2019 nas suas redes sociais.

    

Seja no grupo da família, do trabalho ou dos amigos, o seu DNA cervejeiro será espalhado para milhares de vozes que ecoem com a sua. Bom ano!

Com informações de: Midiatismo e Significados

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Cerveja de Natal

Bom Saber, Curiosidades

10/12/2018

“Moro num país tropical, abençoado por Deus e bonito por natureza”, já dizia Jorge Ben no famoso clássico dos anos 60, em País Tropical. Por sorte nossa, as festas de fim de ano, incluindo o Natal e o Réveillon, recaem sobre a época mais quente do ano e podemos tomar a nossa cerveja gelada ou saltar as sete ondinhas sem maiores preocupações. Já nos países do Norte, a situação não é lá tão boa, pois é tudo ao contrário, com o frio reinando justamente nos meses onde aqui guardamos para ir à praia. A solução para aguentar tamanho frio? Mais álcool.

Comumente conhecidas em países de tradição cervejeira como a Alemanha, Bélgica, República Tcheca e até mesmo (hoje em dia) nos Estados Unidos, a “Weihnachtsbier” – literalmente “cerveja de Natal” em português – faz parte da cultura de fim de ano nestes lugares mencionados. Trata-se de uma cerveja especial, geralmente mais encorpada, mais calórica e mais alcóolica, numa espécie de edição comemorativa.

Historicamente, trata-se de uma tradição pagã viking, que comemorava o fim da escuridão e a chegada dos dias mais longos no solstício de inverno do dia 21 de dezembro. Posteriormente incorporada pela Igreja Católica e assimilada ao nascimento de Jesus Cristo, o Natal passou a ser uma das maiores datas comemorativas em todo o mundo Ocidental.

Cada ano, os melhores mestres cervejeiros da Europa e Estados Unidos selecionam o melhor das matérias primas disponíveis e confeccionam, de acordo com o seu local e tradição, a melhor cerveja de natal que lhe couber. A exemplo disso, o festival Kerstbier – a ser promovido entre os dias 15 e 16 de dezembro deste ano na pequena cidade de Essen, na Bélgica – reúne milhares de amantes de cerveja de natal, de mais de 30 países diferentes, todos dispostos a conferir cada um dos quase 200 títulos disponíveis unicamente para esta época fria do ano.

Mas caso a Bélgica e todo este papo de neve em pleno dezembro estejam distantes demais para você, saiba que atualmente existem bons rótulos nacionais, especializados em cervejas de natal, que farão jus a qualquer presente de amigo secreto da família. Uma pesquisa rápida na internet somado a um bom planejamento de delivery garantirão um Natal muito mais divertido, para não dizer mais saboroso e alegre, ao nosso bom e velho 25 de dezembro veraneio, sob muito sol e calor humano.


Com informação de: Kerstbierfestival e Opa Bier

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A Linguagem dos Boêmios

Bom Saber, Curiosidades

05/11/2018

Quem já teve a oportunidade de viajar para fora do país ou tentou contar uma história para um gringo sabe do que estamos falando: às vezes a gente trava na hora de falar outra língua, mas basta tomar alguns copos de cerveja para magicamente sermos fluente em qualquer idioma, até mesmo em russo. Brincadeiras à parte, de acordo com a ciência não se trata apenas de uma impressão, mas de um fato real que envolve todos os cervejeiros de plantão.

Segundo estudo publicado em conjunto pelas universidades de Cambridge, Liverpool (Inglaterra), Friburgo (Alemanha) e Maastricht (Holanda), o álcool pode ter efeitos benéficos na pronunciação de uma língua estrangeira para aqueles que estão em processo de aprendizagem de um novo idioma.

Tal pesquisa contou com a participação de 50 homens e mulheres nativos em alemão que haviam recentemente aprendido o holandês. Essas pessoas foram avaliadas previamente com o mesmo nível de capacidade de pronunciação na língua holandesa e, entre elas, foi distribuída aleatoriamente uma bebida com baixo teor alcoólico para metade do grupo, enquanto a outra metade recebeu uma bebida não-alcóolica. No papel do “gringo amigo”, um holandês nativo, com uma venda nos olhos, iniciava uma conversa informal com um dos participantes enquanto o papo era todo gravado. Ao final da conversa, o participante alemão fazia uma autoavaliação de como se sentia em relação a sua habilidade com o idioma estrangeiro e sua conversa era posteriormente analisada por um segundo avaliador nativo em holandês, sem que este soubesse se aquela pessoa havia ingerido álcool ou não.

Em relação à autoestima idiomática dos candidatos em si, tanto os que beberam álcool quanto àqueles que não beberam se avaliaram de maneira muito similar. Já os resultados dos avaliadores nativos de língua holandesa evidenciam que aqueles que ingeriram uma quantidade pequena de álcool se beneficiaram de uma pronúncia melhor e mais clara, e tiveram melhor desenvoltura gramatical em relação àqueles que não consumiram álcool.

Vale reforçar, no entanto, que o consumo excessivo de álcool pode ter o seu efeito poliglota invertido: as mesmas conclusões não valem para quem abusa da bebida alcoólica, causando o conhecido enrolar de línguas. Agora, para você que tem um inglês “avançado” e um espanhol “intermediário” no currículo e não sabe como melhorar a sua pronunciação, nós lhe damos uma boa dica: comece ensinando ao gringo ou à gringa como é que se bebe cerveja no Brasil.

Com informação de: Revista Exame e SagePub

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Conheça 5 bares ao redor do mundo mais antigos que o próprio Brasil

Bom Saber, Curiosidades

29/10/2018

Todo bom cervejeiro que se preze sabe que a arte de confeccionar uma boa cerveja é muito antiga. Mas se tem outra coisa que um bom cervejeiro entende ainda melhor, é justamente o respeito que nós, enquanto consumidores, temos por uma boa receita e a uma boa tradição na hora de entornar uma gelada.

Seja no boteco, num bistrô grã-fino ou naquela barraquinha na frente para a praia, cada qual tem um bar para chamar de seu. Por isso, hoje apresentamos cinco bares cuja tradição perdura há mais de 300, 500 ou – pasmem! –  até mesmo há mais de 1000 anos.

Confira abaixo 5 bares e restaurantes mais antigos que o próprio Brasil ao redor do planeta:

  • St. Peter Stiftskulinarium

        Localizado em: Salzburg, Áustria
        Idade: +1.200 anos

Curiosidade sobre o local: com o posto do restaurante mais antigo de toda a Europa, o primeiro documento que se tem registro sobre o local data do ano de 803. Incrustrado na Abadia de São Pedro de Salzburg e com uma majestosa entrada no estilo barroco, sentar-se em uma das onze mesas do local é garantia de uma viagem no tempo.

  • Sean’s Bar

         Localizado em: Athlone, Irlanda

         Idade: +1.100 anos

Curiosidade sobre o local: detentor do recorde mundial do bar mais antigo de toda a Europa ainda em funcionamento, o atestado de ouro do Livro Guinness dos Recordes confere à pequena cidade de Athlone, com pouco mais de 20.000 mil habitantes no interior da Irlanda, uma atração peculiar que recebe visitantes do mundo inteiro o ano todo. Beba uma tradicional pint quando estiver por lá.

  • The Bingley Arms

            Localizado em: Bardsey, West Yorkshire, Inglaterra

           Idade: +1.100 anos

Curiosidade sobre o local: outrora conhecido como “The Priest Inn”, ou Hospedaria do Padre em português, este classiquíssimo pub inglês também recebeu o selo Guinness dos Recordes por sua linda e próspera existência. Embora documentos evidenciem que este bar fosse inaugurado oficialmente no ano de 953, existem pequenas evidências que indicam que sua verdadeira abertura tenha sido quase meio século antes disso, em 905.

  • Staatliches Hofbräuhaus

Localizado em: Munique, Alemanha

           Idade: +400 anos

Curiosidade sobre o local: fundada no ano de 1589, mais ou menos no mesmo período da vinda dos portugueses ao Brasil, esta cervejaria oferece não apenas uma boa bebida, como também recebe seus clientes do século XXI com muita comida tradicional da Baviera. O casarão de três andares repletos de mesas e lustres pendurados são um charme à parte. Por conta da grande estrutura e da quantidade de salas oferecidas ali, é possível reservar um espaço particular, para você e seus amigos comemorarem exatamente como um alemão do século 16.

  • The White Horse Tavern

          Localizado em: Newport, Rhode Island, Estados Unidos

          Idade: +340 anos

Curiosidade sobre o local: mais antigo que o próprio Estados Unidos, esta taverna ainda fazia parte das propriedades da rainha da Inglaterra quando abriu suas portas em 1673. O casarão de cor escarlate, feito a antigo molde inglês à base de madeira, perdura até hoje em pé – assim como o seu estrito código de vestimenta. Para saborear uma boa cerveja, nada de mangas curtas ou shorts, é preciso estar, no mínimo, casual chic. Vai que a rainha passe por lá…  

 

 

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Quem não arrisca não petisca.

Bom Saber, Curiosidades

15/10/2018

A cerveja Pilsner vem, é claro, da República Tcheca. No entanto, as coisas não são tão óbvias quanto parecem ser. Certa vez, os cidadãos de Pilsen ficaram tão insatisfeitos com sua cerveja que eles até derramaram-na toda na frente da prefeitura como forma de protesto. A partir daí, surgiu uma ideia brilhante.

Pergunte a um estrangeiro o que lhe vem à cabeça quando ele ouve as palavras “República Tcheca”. Sim, ele talvez responda “Skoda”, “Havel” ou “Praga”. Mas o que você, como cidadão tcheco, irá mais ouvir como resposta? “Cerveja”. Goste você ou não, é assim que funcionam as coisas.

Certamente, a cerveja já havia trilhado sua fama na Europa durante a Idade Média. Poder confeccionar a bebida era um dos maiores privilégios que uma cidade poderia ter. Se você pudesse fazer cerveja naquela época, você faria. A água dos poços públicos estava longe de ser limpa, por isso beber cerveja – ou pelo menos aquilo que se chamava de cerveja na época – era considerada uma opção mais segura. Levou-se muito tempo para que o mingau fermentado e turvo se parecesse com a bebida que conhecemos hoje.

Havia uma quantidade razoável de tipos de cerveja: as mais fracas eram bebidas no café da manhã; cada cidadão bebia, em média, três quartos de litro de cerveja por dia. A bebida era popular, com preços razoáveis e era encontrada facilmente. Mas ela era boa? Isso dependia. As ruas e praças abrigavam tabernas e cada local produzia a sua bebida da maneira que lhe convinha melhor.

Da sarjeta aos céus

A cidade de Pilsen, no oeste da Boêmia, não era exceção à regra. A arte de fazer cerveja surgiu desde a sua fundação em 1295. Os locais experimentavam a bebida com vontade e alegria nos mais de 260 estabelecimentos disponíveis. Os mais inventivos tentavam misturar uma série de ingredientes secretos, como ossos humanos moídos e pedaços de cordas. Não à toa que durante os tempos de Georg von Podiebrad (1478-1471), dizia-se que a cerveja local era “uma terrível mistura venenosa que produzia cálculos biliares e pontadas nos rins”.

Só que a cerveja local não foi melhorando com o passar do tempo. Muito pelo contrário: piorou. Se você estivesse, na época, à procura de uma cerveja mais palatável, você buscaria alguma outra proveniente da Saxônia ou da Bavária. Ao cabo, os aldeotas de Pilsen perderam a paciência com os produtores locais. Numa praça em 1838, eles derramaram 36 barris daquela mistureba horrorosa, intimando os produtores que “as coisas não poderiam continuar daquele jeito”. Em janeiro do ano seguinte, um plano simplesmente engenhoso foi bolado no encontro de cidadãos na prefeitura. Decidiu-se fundar conjuntamente uma fábrica de cerveja grande e moderna. A construção começaria de imediato e depois de apenas três anos de trabalho coletivo, a fábrica abriu suas portas sob o nome de Cervejaria Municipal de Pilsen (em tcheco: Měšťanský pivovar Plzeň).

Os fundadores não tinham grandes ambições. Os locais queriam apenas confeccionar uma cerveja robusta, de qualidade ao estilo bávaro. Para tal, eles chamaram o mestre cervejeiro Josef Groll de Vilshofen, cidade próxima à Passau.

A primeira leva, servida em novembro de 1842, saiu com gosto diferente do que o povo estava esperando: saiu ainda melhor do que o imaginado. Graças à combinação do lúpulo de Saaz, a água suave de Pilsen e o malte leve, esta não era apenas uma cerveja bávara, mas sim uma lager dourada de baixa fermentação. Durante a prova inaugural, dizia-se por aí que a bebida tinha “um sabor forte, excelente, desconhecido no mundo da cerveja”. Não é de se espantar, portanto, que ela rapidamente se espalhou por todos os bares de Pilsen e, em pouquíssimo tempo, também havia alcançado os estabelecimentos de Praga e Viena.

O mestre cervejeiro Josef Groll confirmou, portanto, um velho princípio conhecido: quem não arrisca não petisca. Graças aos novos ingredientes, ele tinha criado uma cerveja Pilsner completamente nova. Hoje, trata-se do tipo de cerveja mais vendido em todo o mundo.

 

Autora: Zuzana Lízcová / Goethe-Institut.

Texto sob licença Creative Commons para fins não-comerciais – Traduzido e editado do inglês ao português.

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Lata na mão, uma grande invenção.

Bom Saber, Curiosidades

17/09/2018

Não há nada melhor do que encerrar um bom dia de expediente, chegar em casa e ouvir a sua música favorita, ao vivo: o som de uma lata de cerveja se abrindo. Ainda que para você este prazeroso ritual possa ser uma coisa trivial, do dia a dia, saiba que você é um(a) sortudo(a). Há pouco mais de 80 anos, isto seria impossível.

De acordo com o portal Brewery Collectibles Club of America, o aniversário oficial da lata de cerveja é o dia 24 de janeiro de 1935, dia em que a primeira lata de cerveja foi comercializada nos Estados Unidos. Naquela época, uma lata de cerveja continha 3,2% de álcool, o máximo permitido após a abolição da Lei Seca no país.

Gosto metálico.

Para se ter uma ideia do quanto as latas de cerveja evoluíram de lá para cá, as primeiras bebidas portáteis eram vendidas como muitos alimentos comercializados ainda hoje no Brasil: em latas grossas onde é necessário um abridor de latas para abri-las. Entre as principais queixas dos consumidores da época, o gosto metálico em decorrência do atrito do material com o abridor e a excessiva perda de gás carbônico nesta abertura eram um dos principais fatores de rejeição para este tipo de consumo.

Entre 1942 e 1947, a produção de latas de cerveja foi interrompida nos Estados Unidos por conta da Segunda Guerra Mundial. Já em 1958, as novas latas de alumínio – mais baratas e ainda mais leves – foram introduzidas pelos norte-americanos ao mercado mundial.

O grande desafio tecnológico era poder manter a qualidade da bebida dentro de um recipiente que aguentasse a sua pressão e mantivesse o seu frescor ao máximo. Foi somente em março de 1963 que a então cervejaria Pittsburg Brewery Company trouxe o inovador “Pop Top”, ou lata “abre fácil”. Similar aos abridores atuais, o “pop top” constituía de uma abertura na qual todo o anel e parte da lata eram removidos na abertura. Doze anos mais tarde, em 1975, o mundo conheceria o anel de cerveja nos padrões atuais: sem alterar o gosto da bebida com um abridor e mantendo ao máximo as características originais da cerveja, as latas vieram para ficar.

Por isso, hoje, ao chegar em casa e celebrar a mais um dia vencido de trabalho, não se esqueça de brindar aos homens e mulheres que deram seu suor e dedicação à essa maravilhosa tecnologia que acabou mudando a maneira como consumimos e apreciamos a nossa bebida favorita.

 

Com informações de: Brewery Collectibles Club of America, The Spruce Eats e Wired

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Santo Agostinho, o santo cervejeiro

Bom Saber, Curiosidades

27/08/2018

Dia 28 de agosto é comemorado o dia de Santo Agostinho, em homenagem a um dos maiores filósofos e teólogos da Igreja Católica, importantíssimo para a construção da filosofia ocidental e da fé cristã em todo o mundo. Mas o que isso tem a ver com cerveja? Tudo.

Nascido em Tagaste, atual Souk Ahras, na Argélia, no ano de 354, Agostinho de Hipona foi o bispo da cidade que levava em seu nome após abraçar a religião cristã no ano de 387 em tempos do fim do Império Romano do Ocidente, ao ser batizado aos 33 anos.

Em sua busca pela Verdade, o então Aurélio Agostinho buscou nas antigas filosofias pré-cristãs, pagãs, a verdadeira sabedoria que, de acordo com ele, era o caminho para a verdadeira felicidade. Tal como Platão, Santo Agostinho acreditava que em nossa alma já residia a verdade e caberia a nós, seres humanos imperfeitos, porém reflexos da criação divina, encontrar e compreender a tal verdade eterna.

Quando completou 35 anos, Santo Agostinho vendeu todos os seus bens (exceto uma propriedade) e criou para si um espaço de reflexão dedicada exclusivamente à teologia, filosofia e… produção de cerveja! Conhecido por ser um grande consumidor da bebida, Santo Agostinho passou a levar uma vida mais moderada, o que não o impediu de continuar consumindo a bebida.

É importante ressaltar que nesta época a escassez de água potável, razoavelmente limpa, era um fator de suma importância para a saúde de toda a população e ditava a dieta e qualidade de vida das pessoas naquele período. Neste sentido, a cerveja não apenas alimentava uma população majoritariamente camponesa e pobre, como também o álcool protegia todos os seus consumidores de possíveis doenças advindas de uma água não tratada e não filtrada.

Assim como muitos outros religiosos da época que viviam em monastérios e confeccionavam cerveja para seu próprio consumo e sustento, Santo Agostinho por seu alcance e importância acabou se tornando ao longo da História um dos padroeiros da cerveja.

Reconhecido como tal pela própria Igreja Católica, comemora-se o dia de sua morte não apenas por toda a contribuição que este grande homem trouxe ao pensamento ocidental, mas também se brinda a ele por ter ajudado o mundo a gostar cada vez mais da nossa bebida favorita.

Com informações de: Beer History, Guia do Estudante, Info Escola, Wikipédia

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Corra para o bar

Bom Saber, Curiosidades

06/08/2018

Beber cerveja e praticar esportes – quem diria – tem tudo a ver. Segundo o ex-jogador de basquete da seleção espanhola e atual cardiologista, Juan Antonio Corbalán, a cerveja é uma excelente fonte de recuperação de perdas hídricas ao se realizar intensas atividades esportivas. O estudo apresentado em 2009 ao Conselho Superior de Investigações Científicas (CSIC) tem como base pesquisas de diversas áreas da Universidade de Granada.

O método:

“Um grupo de sujeitos foi submetido a um protocolo de exercício extenuante (60 minutos de corrida na esteira a 60% da velocidade aeróbica máxima) e em condições de elevada temperatura ambiental (35ºC e 60% de umidade relativa do ar). Este exercício, ainda que realizado em laboratório, reproduzia uma prática esportiva ao ar livre realizada no verão”. Enquanto em uma das provas os atletas se hidratavam com água, em quantidade determinada pelo próprio esportista, na outra se hidratavam com 660 ml de cerveja e água.

Surpresa!

“Ao analisar uma série de parâmetros indicativos do nível de hidratação, composição corporal, endócrinos-metabólicos e psicocognitivos (coordenação, atenção, discernimento, tempo de percepção-reação, campo visual…) suscetíveis de estarem influenciados pela cerveja e/ou o álcool que esta contém, imediatamente após o exercício ou até três horas depois, não foi encontrado nenhum efeito que a faça ser desaconselhável. Ao contrário, a cerveja permitiu recuperar as perdas hídricas e as alterações determinadas pelo exercício na mesma medida em que a água. Na realidade, vários destes parâmetros [analisados] tiveram um comportamento ligeiramente melhor quando se consumiu cerveja em relação ao que ocorreu com o consumo de água apenas”.

O estudo também sugere que o consumo moderado de cerveja poderia ser considerado, afinal, como um método seguro de hidratação após as práticas esportivas. Em outras palavras, cerveja e esporte não deveriam ser vistos como “antagônicos”, senão como complementares.

De todo o modo, vale ressaltar que o consumo moderado é o ponto-chave para o bom funcionamento desta inusitada parceria. A mesma pesquisa que autoriza o álcool adverte que a moderação, tanto do cosumo alcoólico quanto da prática de esportes, deve ser obedecida a fim de proporcionar um estilo de vida saudável e harmonioso.

Com informações de: Cerveza y Salud

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Bom de Memória

Bom Saber, Curiosidades

23/07/2018

Se por acaso você se esqueceu de tomar a sua cerveja no final de semana, nós do Bom de Beer tomamos a liberdade de lembrá-lo(a) sobre os benefícios da bebida. Afinal, uma boa notícia merece sempre um brinde. Agora, se você anda se esquecendo de tudo e mais um pouco à sua volta, é melhor ler esta boa notícia com atenção, pois recomendamos dois brindes. Veja só o porquê.

De acordo com pesquisas da Faculdade de Medicina da Universidade de Chicago, EUA, promovidas no ano de 2011, beber cerveja moderadamente diminui em até 23% as chances de se desenvolver Alzheimer ou doenças similares. A conclusão foi feita após a análise de mais de 143 pesquisas, envolvendo cerca de 365.000 casos particulares. O benefício foi observado tanto para homens quanto para mulheres e mostrou-se significativamente adequado dentro dos padrões consumo de 14 dos 19 países estudados.

A definição de “beber moderadamente”, segundo a própria Universidade de Chicago, é de um drinque diário para as mulheres e até dois drinques diários para os homens, sendo um drinque definido como “12 onças líquidas americanas” ou 350 ml no padrão brasileiro. Caso os seus olhos tenham revirado com tantos números e conversões, a gente dá a letra: elas podem (em média) beber 350 ml e eles até 700 ml por dia (dependendo do tamanho e peso do consumidor). O motivo de tamanha desigualdade é o fato de cada corpo metabolizar o álcool de maneiras diferentes, neste caso – infelizmente – azar o delas que metabolizam o álcool mais devagar.

Em contrapartida, os beberrões poderão observar o tiro sair pela culatra, caso saiam por aí enchendo a lata na esperança de nunca mais esquecer um compromisso: beber excessivamente (entre três e cinco drinques diários) ficou associado com o maior risco de se desenvolver demência e disfunções cognitivas no futuro. O mesmo vale para fumantes e pessoas com outros tipos de doenças associadas à intolerância ao álcool ou diabetes, por exemplo.

Nas palavras do autor deste estudo, Michael A. Collins, PhD pela Universidade de Chicago, “o estudo não coloca o ponto final à questão, mas traz o quadro mais completo [da relação álcool x demência] que se tem por aí”. Para nós, apreciadores do bom copo consciente, tai algo que não deverá ser esquecido tão cedo…

Com informações de Alzinfo.org, HealthDay.com, Universidade de Chicago (EUA)

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