MENU

Receitas Típicas
Categoria

Da Itália para o bar

Beerfood, Comida de Boteco, Receitas Típicas

19/11/2018

Praticamente um patrimônio culinário da humanidade, a pizza – ao contrário da grande crença popular – nasceu em algum lugar entre os povos hebreus e os povos do antigo Egito há mais de 5.000 anos, muito antes da Itália sequer existir no mapa.  Nesta deliciosa mistura relativamente simples de farinha e água, cada população adicionava sobre a base os ingredientes que lhes convinham (ou que possuíam à mão), de acordo com a sua época: os fenícios preferiam colocar cebolas e carnes, já os turcos besuntavam sobre a massa ervas e iogurtes salgados.

Outrora conhecida como “pão de Abrahão”, a “piscea” acabou desembarcando nos portos de Nápoles durante os períodos das Cruzadas na Idade Média e parece ter encontrado na Itália um lugar para chamar de seu. Por se tratar de um alimento relativamente barato e nutritivo, o prato caiu no gosto do povo e ganhou, séculos mais tarde, o seu primeiro estabelecimento comercial dedicado especialmente à confecção de pizzas: o Antica Port’Alba – fundado em 1830.

Segundo o portal Infoescola, “graças à habilidade do primeiro pizzaiolo da história, dom Raffaele Espósito, um padeiro de Nápoles a serviço do rei Umberto I e da rainha Margherita”, a pizza ficou conhecida em toda a Europa – e posteriormente em todo mundo – através da realeza italiana. Em homenagem às cores da bandeira italiana (branco, vermelho e verde), o mestre dom Raffaele Espósito se utilizou do tomate, manjericão e da mussarela para colorir a massa e criar a famigerada pizza de margherita em homenagem à rainha.

No Brasil, a pizza chegou posteriormente no final do século XIX e início do século XX com a grande imigração italiana às Américas. Com mais de um milhão de italianos desembarcando em terras nacionais somente entre 1884 e 1920, não é de se estranhar que, assim como os recém-chegados, o novo Brasil república adotaria rapidamente essa deliciosa criação milenar ao seu estilo de vida multicultural.

Buon appetito!

 

Massa de Pizza à Base de Cerveja

Ingredientes

  • 550 g de farinha de trigo
  • 15 g de fermento biológico fresco (um tablete ou 1 pacote de 10 g do fermento biológico seco)
  • 350 ml de cerveja pilsen (1 lata)
  • 3 ml de azeite de oliva
  • 10 g de açúcar cristal
  • 5 g de sal

Modo de Preparo

    1. Numa panela, aqueça a cerveja até aproximadamente 60ºC.
    2. É necessário esquentar na temperatura correta, pois se a cerveja estiver fria, o fermento não funciona e se estiver mais quente que isso, ele morre. Utilize um termômetro gastronômico para garantir melhores resultados.
    3. Desligue o fogo e dissolva o açúcar na cerveja.
    4. Amasse o fermento com um garfo, de forma a esfarelá-lo o máximo possível. Em seguida, adicione na cerveja e dissolva. Reserve por alguns minutos até que comece a reagir.
    5. Coloque a farinha de trigo e o azeite em uma bacia. Adicione a mistura da cerveja com a farinha e vá sovando até misturar tudo.
    6. Sove por cerca de 10 minutos até ter uma massa lisa e homogênea.
    7. Tampe a bacia com um plástico e deixe em um local quente, sem vento por cerca de 1 hora para que cresça.
    8. Preaqueça o forno em 200ºC.
    9. Unte duas formas grandes de pizza com um guardanapo besuntado de azeite, só para auxiliar a abertura da massa e também ajudar a dar uma douradinha no fundo da massa.
    10. Corte a massa em duas partes iguais.
    11. Leve ao forno já aquecido para pré-assar por aproximadamente 5 minutos.
    12. Depois disso, basta montar a cobertura e levar novamente ao forno para assar.

 

  • Também é possível guardar na geladeira, em um saco plástico, por uma semana aproximadamente, ou no congelador, também em um saco plástico bem fechado, por 3 meses.

 

 

Com informações de: Infoescola, Origem das Coisas, Superinteressante e Terra

Fonte da receita: Tudo Gostoso 

Leia Mais

126

Rã na Cerveja

Beerfood, Carnes, Receitas Típicas

08/10/2018

Antes que você faça cara de nojinho, saiba que a carne de rã é uma iguaria em muitos países do mundo, incluindo a França, Alemanha e Japão, por exemplo. Além de uma carne extremamente saborosa, trata-se de um alimento muito saudável.

De acordo com estudo divulgado pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) no ano de 2009, a imigração europeia, notadamente a italiana, francesa, suíça e belga trouxe à América o hábito de consumir rãs em território nacional. Segundo a mesma pesquisa, as populações autóctones, indígenas, também já possuíam este hábito. Grandes ranicultores – aqueles que possuem criações de rãs – datam desde 1935 sua presença no Brasil, mas a produção e consumo deste tipo de alimento oscilou bastante durante o século XX e o início do século XXI.

O estudo também informa que a carne de rã possui 17% de proteína – teor semelhante à da carne de frango e de peixe –, baixo teor de colesterol – cerca de um terço em relação à carne de boi e menos da metade em relação à carne de porco – e “é muito prescrita para pacientes com carência de cálcio e osteoporose, por conter quantidade elevada de cálcio”.

Embora não haja estudos atuais conclusivos sobre a produção e consumo em território nacional, segundo o levantamento de 2016 feito pelo IBGE publicado pelo jornal O Globo, foram identificadas 160 toneladas de produção de rã no Brasil, embora este número pareça refletir apenas um terço da real produção no país. Isto significa, portanto, que somos o segundo maior produtor mundial de rãs, perdendo apenas para o Taiwan – país insular asiático notadamente conhecido pelo consumo deste anfíbio.

Em entrevista para o jornal Folha de Londrina, Sandra Akemi Bornia, proprietária do bar Izakaya, afirma: “Há preconceito só por causa do nome do prato, porque depois que as pessoas experimentam a carne, elas não costumam se arrepender. É um ótimo aperitivo, ainda mais acompanhado de uma cerveja gelada”.

Seguiremos seu conselho, Sandra: nada melhor do que abrir os horizontes para novas – e deliciosas – experiências. Um brinde!

 

Rã à Doré na Cerveja

Ingredientes

  • 6 rãs grandes
  • 1 dente de alho
  • Sal e pimenta a gosto
  • Suco de 1 limão médio
  • 100 ml de cerveja clara
  • Farinha de trigo para empanar
  • Óleo para fritar

Modo de Preparo

1.Tempere as rãs com o alho, sal, pimenta e limão.
2. Deixe descansar por 20 a 30 minutos com tempero na cerveja.
3. Passe na farinha de trigo, batendo bem para tirar o excesso.
4. Frite em óleo quente abundante.

Fonte da receita: Brejinha Boteco (contém adaptações)

Com informações de: Embrapa, Folha de Londrina e Globo Rural

Leia Mais

43908

Gelatina de Cerveja

Beerfood, Doces e Sobremesas, Receitas Típicas

01/10/2018

Segundo o portal Origem da Palavra, o termo “gelatina” veio do francês (“gélatine”), que veio do latim (“gelu”) – que significa gelo – que por sua vez veio do indo-europeu, “gel” ou “frio”. Existem registros do uso da gelatina na culinária a partir do século XV na Inglaterra e desde 1754 é uma fórmula patenteada pelos britânicos. Hoje em dia, a gelatina é tanto utilizada para a culinária (doces, sopas e clarificação de bebidas, como a cerveja) quanto para usos mais técnicos e medicinais, como as capas das pílulas dos remédios que consumimos (totalmente digeríveis pelo nosso organismo) e extratos de cola.

De acordo com o website Encyclopedia.com, a gelatina foi provavelmente descoberta ao acaso: ao ferver os restos de ossos e gorduras de animais por mais de seis horas em fogo lento, obtém-se um caldo aglutinante. Durante a Idade Média, ter gelatina em casa era sinônimo de riqueza pois exigia muita mão de obra e carne para o abate.

Atualmente, existem dois tipos de gelatina: aquelas de origem animal, feitas a partir do colágeno da pele de boi ou porco e aquelas de origem vegetal, fabricadas a partir de algas. Após sua obtenção, o material é raspado, tratado quimicamente, filtrado, esterilizado, seco e moído. Ao colocarmos o pó da gelatina em água quente acima de 70ºC, rompe-se com a fraca ligação que une as tranças microscópicas do material. Elas se afastam uma das outras e, ao esfriar, a água ocupa o espaço entre as tranças, fazendo com que a gelatina ganhe este aspecto “meio líquido e meio sólido”.

Além de uma baita invenção, a gelatina é uma sobremesa universal que pode ser combinada com qualquer tipo de alimento e líquidos, incluindo frutas, chocolate e bebidas alcoólicas. Na receita de hoje, faremos uma versão para os amantes da cerveja.

Bom apetite!

Gelatina de Cerveja e Pêssegos

 Ingredientes

Gelatina de cerveja

  • 600ml de cerveja Lambic, preferencialmente de baixo teor alcoólico
  • 40g de açúcar refinado
  • 7 folhas de gelatina incolor

Gelatina de pêssegos e leite de coco

  • 300ml de água
  • 1 sachê de gelatina em pó sabor pêssego
  • 100g de leite condensado
  • 80ml de leite de coco

Gelatina de pêssegos

  • 150ml de água
  • 1 sachê de gelatina em pó sabor pêssego
  • Pêssegos em calda
  • 150ml da calda do pêssego

Modo de preparo

  1. Gelatina de cerveja

Hidrate as folhas de gelatina em água, de 2 a 3 minutos, depois esprema até sair totalmente o líquido. Use na sequência. Leve ao fogo 300ml de cerveja e ferva por 3 minutos, até evaporar o álcool. Coloque o açúcar e, fora do fogo, acrescente a gelatina hidratada. Dissolva bem todos os ingredientes, juntando mais 300ml de cerveja gelada. Comece a montagem da sobremesa em taças individuais, que será por camadas. Leve então ao refrigerador por 15 minutos a primeira gelatina, que é a de cerveja.

  1. Gelatina de pêssegos e leite de coco

Leve ao fogo 150ml de água para ferver. Retire do fogo e acrescente a gelatina em pó sabor pêssego e dilua bem. Acrescente mais 150ml de água gelada, o leite condensado e o leite de coco. Misture bem e faça então a segunda camada nas taças. Volte a gelar por 15 minutos.

Montagem do prato

Coloque fatias de pêssegos, ou picadinhos ou inteiros, em cima da segunda camada de gelatina. Isso você deve fazer quando esta segunda camada estiver quase firme. Faça então a terceira e última camada de gelatina de pêssegos cobrindo a fruta: coloque para ferver a água e dilua a gelatina, acrescente a calda de pêssegos gelada. Coe, e coloque em cima dos pêssegos assim fazendo a terceira e última camada de gelatinas. Leve por mais 15 minutos ao refrigerador e decore com pequenos quadradinhos feitos de gelatina de cerveja.

Fonte da receita: Revista Habitare (contém adaptações)

Com informações de: Encyclopedia.com, Origem da Palavra, Só Biologia, Superinteressante e Vida Ativa

 

Leia Mais

420

Patê de Cerveja ou Obatzda

Bebidas, Beerfood, Receitas Típicas

03/09/2018

O bom cervejeiro e a boa cervejeira que se prezem sabem se alimentar bem para curtir a sua bebida favorita. Por isto hoje lhe trazemos uma deliciosa receita direto da Baviera, região sul da Alemanha, cuja capital Munique é referência mundial em produção e consumo de cerveja.

Conhecido como Obatzda, este típico patê alemão-baviero é consumido nos Biergarten, ou “jardins de cerveja”, no qual grandes porções de bebida são intercaladas com grandes porções de comida. Para manter o ou a atleta em jogo, serve-se o Obatzda com o pão igualmente típico da região, conhecido como Brezel.

Desde 2015, o Obatzda adquiriu o registro de “Comida da Baviera” da União Europeia, cuja indicação geográfica protegida (PGI, na sigla em inglês) confere aos produtores locais a sua origem exclusiva.

Seu nome vem do bávaro e significa “triturado”. Segundo antigos relatos, a origem desta iguaria advém de uma reciclagem de queijos não consumidos, em especial o camembert e outros queijos de massa mole, que ao invés de pararem na lata do lixo, ganhavam um resinificado nesta deliciosa massa picante.

Como dizem os alemães: Prost! ou Saúde!

 

Ingredientes

  • 150g de queijo Camembert (sem a crosta branca)
  • 1 colher de sopa (bem cheia) de manteiga
  • 150g de cream cheese
  • 6 colheres de sopa de cerveja preta
  • 1/2 cebola picada
  • 2 colheres de sopa de paprica picante em pó
  • Cebolinha picada a gosto
  • Sal e pimenta do reino a gosto

Modo de preparo

  1. Numa tigela, misture o queijo camembert, a manteiga e o cream cheese.
  2. Acrescente a cerveja, e misture até formar uma pasta bem homogênea.
  3. Adicione a páprica em pó, a cebola, a cebolinha, o sal e a pimenta. Se necessário, acrescente mais um pouco de cerveja.
  4. Leve à geladeira por 20 minutos e sirva.


Fonte da receita: Pip Receitas

Leia Mais

8725

Todo Dia é Dia de Panqueca

Beerfood, Receitas Típicas

22/08/2018

As panquecas são muito, muito antigas. De acordo com o portal História de Tudo, elas nasceram na atual região do globo onde se localiza a França, mas estão aqui há mais de 9 mil anos. Isto é: as panquecas viram nascer o início da agricultura europeia, a Idade do Ferro inteira, a fundação de Roma, o auge e a queda do Império Romano, o nascimento do Budismo na China e a Idade Média e a Idade Contemporânea inteiras. Hoje elas fazem parte do cardápio do Ocidente e são consumidas de todas as formas e gostos.

Para se ter uma ideia de sua importância atualmente, a terça-feira de carnaval é comemorada no Reino Unido como o Pancake Day, ou “Dia da Panqueca” em português. Segundo as lendas, esta data se tornou popular por conta da Quarta-Feira de Cinzas, dia em que se dá o início à Quaresma, quando certos ingredientes como leite, ovos e manteiga são proibidos de serem consumidos em nome do jejum cristão até a Páscoa.

Segundo o portal inglês Statistics View, estima-se que o Dia da Panqueca possui pelo menos mil anos de idade no Reino Unido, sendo aproximadamente 117 milhões de panquecas feitas em casa neste dia – o suficiente para preencher 93 piscinas olímpicas com o leite utilizado e impressionantes 13 milhões de quilos de farinha de trigo, se juntados numa única porção.

Doces ou salgadas, as panquecas vieram para ficar. Entregue-se a estas belezinhas e faça da sua manhã, tarde ou noite, o seu próprio dia da panqueca. Com esta receita, você vai desejar que todo dia seja terça-feira de carnaval.

 

Panqueca Doce de Cerveja

Ingredientes

  • 3 ovos ligeiramente batidos
  • 250 ml de leite
  • 250 ml de cerveja
  • 225 g de farinha de trigo
  • 1 pitada de sal
  • 2 colheres (sopa) de óleo vegetal
  • 2 colheres (sopa) de manteiga

Modo de preparo

  1. Em uma tigela grande, bata os ovos com o leite e a cerveja. Acrescente a farinha aos poucos e volte a bater. Adicione o sal e o óleo. Então, bata vigorosamente por 3 a 5 minutos, até que todos os ingredientes estejam incorporados por completo.
  2. Deixe a massa descansar por 1 hora.
  3. Aqueça uma frigideira antiaderente, de 25 cm, em fogo médio. Pincele-a com manteiga. Quando estiver quente, mas não fumegante, despeje 1 concha de massa no centro da frigideira. Gire-a para que a massa cubra o fundo com uma camada fina, derramando qualquer excesso.
  4. Cozinhe o crepe até dourar de um lado, por 1 a 2 minutos. Depois, vire-o e cozinhe-o até dourar do outro lado, durante cerca de 30 segundos.
  5. Transfira-o para um prato e mantenha-o aquecido, cobrindo-o com papel-alumínio. Repita o procedimento até usar toda a massa.

Fonte da receita: All Recipes Brasil
Com informações de: História de Tudo, Londres para Iniciantes, Statitiscs View

Leia Mais

11100

Cerveja Junina

Beerfood, Doces e Sobremesas, Receitas Típicas

25/06/2018

O mês de junho traz sempre uma boa dose de festas recheadas de muita tradição, comilança e, por que não, bebida boa. Hoje, além de explorarmos um pouco mais sobre a origem da Festa Junina, deixamos de quebra uma deliciosa receita de bolo de milho para você chegar estalando igual a uma fogueira de São João.

Se você parar para pensar, a miscelânea de rituais durante a Festa Junina pode não fazer muito sentido: uma fogueira, um casamento dançante e uma fartura de comida. Mas olhando mais para trás, as peças começam a se encaixar melhor, uma vez que as comemorações juninas brasileiras têm, por excelência, uma forte influência de diversas culturas, incluindo a Igreja Católica Romana, tradições indígenas e antigos cultos a divindades pré-cristãs.

Segundo a mitologia grega, a disputa entre as deusas Afrodite e Perséfone pelo literalmente deus grego Adônis resultou num embate tão violento, que somente Zeus, o pai dos deuses, pôde dar um fim a este entrave, sentenciando o belo jovem a uma vida dividida entre duas esposas. A cada três meses, ou seja, a duração de uma estação, ele viveria entre os mundos da luz e o mundo das sombras. Cultuado no dia 24 de junho, o retorno de Adônis à luz marcava um novo começo para o povo grego. Posteriormente, esta data foi assimilada pela Igreja Católica, substituindo Adônis por São João Batista.

De acordo com a liturgia católica, a fogueira junina foi um sinal de Santa Isabel (mãe de São João) à Maria (mãe de Jesus) para lhe contar sobre o nascimento de seu filho João Batista. Tradicionalmente no Brasil, os dias 13, 24 e 29 de junho são datas comemorativas em homenagem a Santo Antônio – o santo casamenteiro –, a São João Batista – aquele que batizou Jesus Cristo – e São Pedro – discípulo de Jesus, considerado o primeiro Papa. Por ser uma festa de origem europeia, trazida pelos colonizadores portugueses, o fim de junho também marca outra ocasião especial: o final da primavera e o início do verão no Hemisfério Norte. Por isso, em homenagem à boa colheita, a fatura alimentícia se estende com um cardápio português recheado de milho verde, amêndoas e castanhas que, somada ao cultivo indígena a base de milho tradicional, batata-doce e mandioca, estes fecham o menu da quadrilha.

Por falar em dança, o início do verão no Hemisfério Norte sempre foi um motivo de comemoração aos povos europeus: do medieval faux-bourdon francês ao galego forbodó, o suingue brasileiro tropicalizou o baile através da sanfona e do bumbo e trouxe o forrobodó ao mundo, hoje com um apelido mais simpático, conhecido como “forró”.

Seja no Olimpo ou em Campina Grande, as grandes festas juninas trazem um enorme rendimento à população local, fomentam o turismo nacional e o comércio tradicional. Só em 2016, o governo brasileiro investiu mais de 6 milhões de reais por todo o país e esta cifra, apesar da crise, tende a crescer. Numa festa que abarca a católicos e não católicos, solteiros e comprometidos, comilões e não tão comilões, ficar de fora desta festa é quase um desafio.

Por isso, vista sua melhor roupa de casamento, traga a sua cerveja e seja bem-vindo(a) ao arraiá.

Bolo de Milho com Cerveja

Ingredientes

  • 1 lata de milho verde
  • 1 lata de óleo (medida da lata de milho)
  • 1 lata de açúcar (medida da lata de milho)
  • 1 lata de fubá (medida da lata de milho)
  • 4 ovos
  • 2 colheres (sopa) de farinha de trigo
  • 2 colheres (sopa) de coco ralado
  • 1 e 1/2 colher (chá) de fermento em pó
  • 200 ml de cerveja escura (IPA)

Modo de Preparo:

Num liquidificador, adicione o milho verde, o óleo, o açúcar, o fubá, os ovos e a farinha de trigo, depois bata até obter uma consistência cremosa.

Acrescente o coco ralado e o fermento, misture novamente.

Acrescente a cerveja e misture.

Despeje a massa em uma assadeira untada e leve para assar, em um forno médio a 180 °C, preaquecido por 40 minutos.

Fonte da receita: Tudo Gostoso (contém adaptações)\
Com informações de: Brasil Escola, Ministério do Turismo e Mundo Estranho

Leia Mais

127678

Abacaxi Caramelizado na Cerveja Escura

Beerfood, Doces e Sobremesas, Receitas Típicas

16/04/2018

O abacaxi está para as frutas assim como o leão está para os animais: com sua vasta coroa, cores vibrantes e pele trançada, pode-se brincar que o abacaxi é o rei da feira.

Para se ter uma ideia de sua importância, o abacaxi ganhou a medalha de bronze no ranking de produção frutífera no início de 2016, ficando atrás apenas da produção de laranja e da banana daquele ano. Segundo os dados do IBGE, só em 2015 foram produzidas quase 3,5 milhões de toneladas de abacaxi no Brasil. Isto corresponde a quase 9% de toda a produção de frutas no país.

Embora hoje em dia sua produção esteja mais concentrada nos estados de Minas Gerais, Pará e Paraíba, o abacaxi vinha sendo cultivado pelos povos indígenas no centro-oeste brasileiro muito antes desta região conhecer o homem branco. Da origem de duas palavras na língua tupi “ibá” (fruto) e “katí” (de cheiro intenso) – nasceu o nosso “abacaxi”. Mas foi no dia 4 de novembro de 1493, ao embarcar na Ilha de Guadalupe, que Cristóvão Colombo provou a iguaria e a fez levar, literalmente, para todos os continentes do planeta.

Para além de rentável e saboroso, o abacaxi é rico em vitaminas C, B1, B6, ferro, magnésio e fibras. Entre outras propriedades naturais, o portal Boa Forma afirma que esta fruta coroada poder ajuda-lo a perder peso se consumido após as refeições; ajudar no alívio das dores pós-treinamento; ajudar no ganho de massa muscular durante os treinamentos; possui uma ótima ação anti-inflamatória – reduzindo chances de incidência de câncer a osteoartrite –, além de deixar o sistema imunológico mais forte e alerta.

Pelo fato do Brasil ser um dos maiores produtores mundiais dessa fruta, você não precisa arranjar muitas desculpas para começar a consumi-la já. Abaixo, encorajamos a você dar uma turbinada na sua sobremesa com alguns goles de cerveja escura.

Bom apetite!

Abacaxi Caramelizado na Cerveja Escura

Ingredientes:

  • 1 abacaxi
  • 150g de açúcar
  • 50g de manteiga sem sal
  • 200 ml de cerveja escura
  • 1 vagem de baunilha

Modo de Preparo:

  1. Corte a coroa e a parte debaixo do abacaxi e descasque-o. Retire o miolo duro e deposite o abacaxi numa assadeira. Deixe descansando.
  2. Prepare o caramelo: corte a manteiga em pedacinhos e reserve. Numa panela grande, adicione o açúcar, uma colher de sopa de água e mexa sem parar. Quando o açúcar começar a caramelizar, adicione a manteiga em pedaços e a cerveja aos poucos.
  3. Coloque a vagem de baunilha no centro do abacaxi e jogue um pouco do caramelo no centro da fruta (reserve bastante quantidade para depois).
  4. Dica: mantenha o caramelo em fogo baixo e mexa-o de vez em quando para não se solidificar inteiramente.
  5. Leve o abacaxi com a assadeira no forno a 180ºC durante 45 minutos e a cada 10 minutos regue a fruta com o caramelo.

Fonte da receita: Marmiton
Com informações de: Brasil Escola, Mundo Boa Forma, Secretaria de Agricultura e do Abastecimento do Estado de Paraná, Wikipédia

Leia Mais

417

Deliciando-se nas ondas do rio Danúbio

Beerfood, Doces e Sobremesas, Receitas Típicas

02/04/2018

O que é o que é? Um europeu que possui 10 nacionalidades diferentes, alguns milhões de anos nas costas e mais de 2.800 km de comprimento? Adivinhou se você arriscou a reposta “rio Danúbio”.

O segundo maior rio da Europa é repleto de contos fascinantes, relatos fantasmagóricos e alguns trechos perversos da nossa história contemporânea, incluindo a Primeira e a Segunda Guerras Mundiais. Misticamente falando, é um rio que atravessa regiões cheias de encantos: o Danúbio nasce na Floresta Negra, na Alemanha, e deságua no mar Negro, na costa norte da Turquia.

Além de historicamente abastecer as populações dos 10 países atuais pelos quais ele passa, o Danúbio possui uma reputação comercial inegável, como antigo ponto primordial de trocas. Em tempos medievais, as cidades à beira deste rio – incluindo a pequena Engenhartszell na Áustria e seu único monastério trapista –  formavam uma teia de pequenas estradas conhecidas como “A Rota do Imperador”, conectando todo o Império de Habsburgo, que deu origem ao Império Austro-Húngaro, dissolvido somente no final da Primeira Guerra Mundial.

Hoje em dia, trata-se de uma verdadeira “via expressa aquática”. Desde 1992, quando foi completado o canal Rhine-Main-Danúbio, é possível atravessar a Europa desde o mar do Norte, a partir de Roterdã (na Holanda) até Sulina, na Romênia, e desaguar no mar Morto. Tanto delta do Danúbio quanto sua margem em Budapeste, capital da Hungria, são considerados Patrimônios Mundial da Humanidade.

Através de uma viagem de sabores, na Áustria e na Alemanha existe um doce típico de camadas chamado “Donauwelle” ou “ondas do Danúbio” em homenagem ao mesmo. Nele, um bolo recheado de chocolate ondulado coberto por um creme branco faz jus à rica história de um dos mais importantes rios para a história ocidental moderna.

Donnauwelle com cerveja preta

Ingredientes:

  • 500g de manteiga
  • 230 g de açúcar
  • 6 ovos
  • 340 g de farinha de trigo
  • 2 colheres (chá) de fermento em pó
  • 1 pitada de sal
  • 350 g de cerejas em calda (peso drenado)
  • 450 ml de leite

50 ml de cerveja escura

  • 1 caixa ou pacote de pudim de baunilha
  • 200 g de chocolate amargo para cobertura
  • 2 colheres (sopa) de chocolate em pó

Modo de Preparo:

  • Pré-aqueça o forno a 180°C. Bata 250 g manteiga amolecida com 200 g de açúcar. Acrescente os ovos um a um. Adicione a farinha, o fermento e uma pitada de sal.
  • Coloque metade da massa num tabuleiro fundo, untado e enfarinhado. Mistue o restante da massa com o chocolate em pó e espalhe cuidadosamente sobre a massa branca. Distribua as cerejas sobre a massa. Asse o bolo por 35 a 40 minutos a 180°C.
  • Para o creme, dissolva o pó de pudim de baunilha no leite e na cerveja. Acrescente 30 g de açúcar e prepare de acordo com as instruções da embalagem. Por fim, acrescentar os outros 250 g de manteiga amolecida ao pudim, até obter uma consistência homogênea. Deixe o pudim e a massa esfriar. Espalhe o pudim sobre a massa.
  • Para a cobertura, derreta o chocolate em banho-maria e espalhe-o sobre o creme. Leve o bolo à geladeira antes de servir.

 Com informações de: DW, Wikipédia
Fonte da receita:  DW (contém adaptações)

Leia Mais

10270

Direto do Japão

Beerfood, Receitas Típicas

07/08/2017

Há precisamente 109 anos, no dia 18 de junho de 1908, o navio Kasatu Maru desembarcou no Porto de Santos (São Paulo), trazendo consigo 165 famílias (781 pessoas), as quais se dirigiram em sua grande maioria para os cafezais do oeste paulista para trabalhar e conquistar uma vida nova. É neste dia que se comemora oficialmente o início da imigração japonesa no Brasil. Hoje, um século depois desta grande viagem, estima-se que o Brasil abriga a maior população de nikkeis do mundo– isto é, um cidadão descendente de japonês. Para se ter uma ideia, o número atual de nipo-brasileiros está na casa dos 1,5 milhões de pessoas, o equivalente a 0,7% da população total do país.

Para além de sua força de trabalho, os imigrantes japoneses também trouxeram sua cultura, língua e tradições culinárias. Basta dar um pequeno giro pelo bairro da Liberdade, na cidade de São Paulo, para se ter uma ideia do que estamos falando. Dentre os pratos mais célebres que os japoneses trouxeram do outro lado do mundo, o yakisoba é provavelmente o mais famoso deles.

Do japonês yaki (grelhar) + soba (macarrão), o macarrão refogado com carnes e legumes conquistou o ocidente por sua versatilidade, praticidade e, acima de tudo, por seu gosto delicioso.

Segundo a revista digital Sociedade Pública, o macarrão utilizado no yakisoba fora trazido da China ao Japão na Era Edo (séculos 17 – 19). No entanto, por ser um alimento difícil de ser encontrado e consumido apenas pela elite, o macarrão chinês conhecido como chuukamen, posteriormente denominado de soba, apenas se popularizou alguns séculos mais à frente, em meados dos séculos 19 e 20, durante a Era Meiji, quando o Japão abriu suas portas para o mundo, possibilitando a entrada de imigrantes àquele país.

Hoje em dia, o prato é uma pedida obrigatória para quem deseja desbravar a riquíssima cultura nipônica e não sabe por onde começar. Combinado com um rico molho de shoyu (molho de soja salgado) e um toque extra de cerveja, você vai agradecer de joelhos à vinda do corajosos imigrantes do século passado que arriscaram suas vidas e tornaram a nossa muito mais gostosa.

Yakisoba reduzido na cerveja

Ingredientes

  • 1 pacote de macarrão japonês yakisoba
  • 1/2 kg de carne de porco ou patinho
  • Sal
  • Shoyu a gosto
  • 2 cenouras
  • 1 repolho pequeno
  • 1 pacote de broto de feijão
  • 3 pimentões verdes
  • 1 lata de cerveja

Modo de Preparo

  1. Monte uma chapa grande em cima de uma churrasqueira e deixe ela aquecer ao máximo
  2. Corte a cenoura em filetes pequenos como batata palha e reserve
  3. Corte o repolho com talho em pedaços consideravelmente grandes, do tamanho semelhante a uma caixa de fósforo, reserve junto com a cenoura e também os brotos de feijão
  4. Corte os pimentões em filetes com os da cenoura e reserve junto com os demais
  5. Frite a carne com pouco óleo e um pouco de sal para não ficar salgado demais, adicione o shoyu
  6. Coloque água para ferver e jogue o macarrão dentro para cozinhar pelo tempo que diz na embalagem, aproximadamente 5 minutos
  7. Escorra o macarrão e reserve
  8. Jogue a carne na chapa junto com a cenoura, repolho, pimentão e o broto de feijão e frite, sem óleo, por uns 2 minutos. Jogue o macarrão e o shoyu até que todos os ingredientes fiquem da cor escura
  9. Mexa até ficar quase seco. Por último despeje a cerveja em cima com a quantidade de 1/3 da cerveja e sirva mantendo os ingredientes na chapa
  10. Caso fique muito seco, adicione aos poucos mais shoyu e cerveja, até que terminem com o yakisoba

Fonte da receita: Tudo Gostoso
Com informações de: Info Escola, Sociedade Pública e Wikipédia

Leia Mais

2724

Receita do Fim do Mundo

Beerfood, Receitas Típicas

14/06/2017

Apesar do nome induzir à esta conclusão, “Finlândia” não significa “terra do fim”, mas terra dos finnr – antiga palavra alemã para designar os nômades viajantes, provenientes do norte da Europa. Num tempo em que disputas entre reinos assolavam o continente europeu, designar o outro como inimigo e conquista-lo à força era função primordial para a sobrevivência de um povo.

Isolados pelo frio e pela distância das potências europeias, a Finlândia foi o último país a ser cristianizado, além de ter sofrido na mão de diversos impérios como o dinamarquês, o sueco e o russo. Hoje, quase cem anos pós a sua independência declarada em 1918, este oitavo maior país do continente é conhecido por sua altíssima qualidade de vida, figurando entre os primeiros na lista de IDH, além de ser um dos países menos corruptos do mundo, mais escolarizado e consciente ambientalmente.

No quesito cerveja, os finlandeses não poderiam desapontar: segundo relatório mundial publicado em 2014, a Finlândia é o 12º maior consumidor de cerveja per capita do planeta – onde, em média, cada cidadão bebe 78,5 litros da gelada por ano.

Entre outras curiosidades, a Finlândia é a sede mundial da casa do Papai Noel – cuja casa se encontra ao norte do país, na Lapônia, mais precisamente em Rovaniemi. O país também se orgulha de ter exportado a famosa sauna (palavra finlandesa) ao mundo e ter fincado a sua bandeira em tudo quanto é pódio de Fórmula 1, com o piloto da Ferrari, Kimi Räikkönen.

Hoje, apresentamos uma receita tipicamente natalina direto do fim do mundo – ou da casa do próprio Papai Noel – para você curtir este friozinho, pré-invernal.

Como diriam os finlandeses: kippis! Saúde!

Maksalaatikko ou Arroz de Forno Finlandês

Ingredientes

  • 1 litro água fervente com sal
  • 1 xícara de arroz de grão longo branco ou 3 xícaras dearroz branco cozido
  • 2 colheres de sopa de manteiga
  • 1 cebola média, bem picada (1/3 de xícara)
  • 2 xícaras de leite
  • 1 ou 2 ovos, ligeiramente batidos
  • 4 xícaras de bacon magro de cozido e moído ou muito bem picado
  • 1/2 xícara de passas
  • 2 colheres de sopa de xarope de milho escuro
  • 2 colheres de chá de sal
  • 1/4 colher de chá de pimenta branca
  • 1/4 colher de chá de manjerona
  • 1 copo de cerveja escura
  • 700 g fígado bovino, bem moído ou bem picado
  • 1 colher de sopa de manteiga

Modo de Preparo

  • Cozinhe o arroz em água salgada por cerca de 15 minutos
  • Misture o arroz e o leite, adicione o ovo.
  • Aqueça a manteiga em uma frigideira, refogue a cebola e adicione a mistura de arroz e leite.
  • Acrescente o xarope de milho escuro, o sal, a pimenta branca, manjerona, passas e a cerveja.
  • Acrescente o fígado moído. Mexa-o junto com a mistura de arroz e despeje tudo em uma caçarola untada com manteiga.
  • Asse em forno médio (180 graus) por 1 hora e 15 min ou até que você coloque um palito e ele saia limpo.
  • Você pode servir acompanhado por um molho de groselha ou molho de cranberry.

Fonte da receita: Receitas com Arroz (contém adaptações)
Com informações de: Mega Curioso, Kirin Holdings, Sua Pesquisa e Wikipedia

Leia Mais