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Receitas Típicas
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Dia da Mentira – Feijão Vermelho

Beerfood, Receitas Típicas

01/04/2019

Pode até parecer mentira, mas o primeiro imperador do Brasil, o português Dom Pedro I, gostava mesmo era de um prato bem brasileiro: arroz, feijão e carne. Com diversos serviçais que provavam a comida do rei para ver se não estava envenenada, a fama do imperador trazia algumas consequências a sua vida pessoal.

Amado e odiado, Dom Pedro teve uma vida pessoal conturbada, com relatos de diversas crises de hiperatividade, ataques epiléticos e casos extraconjugais. Por se tratar de uma figura pública, nem mesmo ele, o rei, foi perdoado em primeiro de abril de 1828. Segundo a publicação “A Mentira”, que relatava a vida dos famosos da época, o periódico noticiou o seu falecimento – o que viria a acontecer apenas sete anos mais tarde, em 1834 em decorrência de uma crise de tuberculose. O jornal teve que se retratar no dia seguinte e desmentir a notícia.

Tanto Portugal quanto o Brasil já haviam aderido à famigerada data numa importação cultural francesa. Tudo isso porque, em 1584, o rei Carlos IX da França passou a adotar o calendário gregoriano cujo ano se iniciava em primeiro de janeiro. Diferente do calendário anterior, cuja mudança de ano era festejada em 25 de março, com a chegada da primavera europeia, o novo calendário foi rejeitado por uma parcela da população francesa que se recusava a comemorar o fim do ano em dezembro, passando a ser ridicularizada pelos demais cidadãos.

Entre outras brincadeiras, aqueles que não queriam que o ano novo se iniciasse em primeiro de janeiro passaram a ganhar presentinhos bobos e convites a festas em lugares que não existiam. De forma geral, esta brincadeira se extravasou pelos povos europeus e foi trazida à América, sendo celebrada até os dias de hoje.

Se as histórias que circulam sobre Dom Pedro I são reais ou não, talvez jamais saberemos, mas uma coisa é certa: hoje é um dia no qual todas as mentiras são, em parte, verdadeiras.

Feijão vermelho na cerveja

Modo de preparo

  1. Ponha o feijão de molho em água fria de véspera.
  2. Leve ao fogo os alhos picados, a linguiça cortada em rodelas e a margarina.
  3. Deixe saltear um pouco, adicione o tomate pelado sem sementes, cortado em quadradinhos, tape a panela e deixe ferver durante 5 minutos.
  4. Escorra o feijão, coloque-o numa panela, cubra com água fria e deixe-o ferver durante 20 minutos.
  5. Adicione o feijão depois de bem escorrido e junte ao preparado anterior.
  6. Tempere com sal e adicione a cerveja.
  7. Tape e deixe cozer sobre fogo médio cerca de uma hora, até os feijões estarem bem cozidos.
  8. Depois de pronto, polvilhar com cominhos a gosto.

Ingredientes

  • 250 gramas de feijão vermelho
  • 4 dentes de alho
  • 50 gramas de margarina
  • 1 linguiça
  • 4 unidades de tomate maduros
  • 1 malagueta fresca vermelha
  • 1 malagueta fresca verde
  • 300 ml de cerveja clara
  • sal e cominhos a gosto

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Nhoque de Semolina Com Camarões na Cerveja

Beerfood, Peixes e Frutos do Mar, Receitas Típicas

11/02/2019

Dentro de um mundo empresarial, dir-se-ia que o nhoque é um verdadeiro case de sucesso. Isto é: uma comida de origem simples, aparentemente pouco sofisticada, que caiu no gosto de todos os homens e mulheres do Ocidente, sejam eles pobres ou ricos, fãs ou não da culinária italiana.

Embora não se tenha conhecimento de quando precisamente o nhoque surgiu, existem registros desse tipo de massa desde a Idade Média. Outrora chamado de “macarrão”, o termo que em italiano representa o plural da palavra “gnocco”, “ou pelotinha de farinha amassada” – segundo o sociólogo Gabriel Bolaffi em seu livro A Saga da Comida – passou a ser comumente usado na Itália, resignando esta mistura clássica de farinha e miolo de pão.

Tal hábito de utilizar o pão velho ralado ou moído na massa era uma maneira que a classe mais pobre italiana tinha de aproveitar os restos dos alimentos, principalmente em tempos de crises e guerras. Mas nem por isso os mais ricos, que não economizavam na farinha nem mesmo nos tempos mais sombrios, deixaram de aprovar esta deliciosa massinha caseira.

À sua base, que era composta de farinha de trigo até os meados do século 16, passou-se a adicionar farinha de polenta com a chegada do milho na Europa e também a batata, com a chegada deste tubérculo por volta do mesmo período.

Já o costume de comer nhoque todo dia 29 também surgiu na Idade Média.  De acordo com a lenda de São Pantaleão, o pobre santo andarilho pediu comida a uma família pobre que, oferecendo-lhe o que podia, dividiu a massa cozida em sete bolinhas por pessoa e as serviu ao bendito homem num pratinho. Ao despedir-se do santo, os donos da casa perceberam que debaixo dos pratos havia moedas de ouro.

Para você que está procurando uma fezinha, basta colocar uma moeda debaixo do prato antes de comer o seu nhoque no dia 29. Diz-se que a sorte estará ao seu lado durante os próximos 30 dias, até o 29 do mês seguinte.

Fato ou mito, nunca saberemos… mas como dizem que basta crer para ver e a massa é uma delícia, fica aí a nossa sugestão para o fim do mês.

Nhoque de Semolina Com Camarões na Cerveja

Ingredientes

Para o nhoque de semolina:

  • 1 ½ xícara de semolina (300g)
  • 1 litro de leite
  • 3 ovos
  • 2 colheres de sopa de manteiga sem sal (100 g)
  • 3 colheres de sopa queijo parmesão (140 g)
  • 1 colheres de café de sal
  • 12 colheres de sopa de queijo parmesão (40 g)
  • 1 colher de sopa de queijo parmesão para cada gnocchi (total de 200 g)
  • 2 colheres de sopa de manteiga sem sal (100 g)

Para o camarão:

  • 1 kg de camarão médio rosa
  • 30 g de alho picado
  • 15 g de pimenta vermelha
  • 1 cerveja long neck
  • Sal a gosto
  • Azeite extra virgem

Modo de preparo

  1. Esquente o leite e junte a semolina. Mexa com batedor ou com colher de pau até engrossar e deixe cozinhando por 5 minutos.
  2. Tire do fogo e acrescente a manteiga, mexa bem. Junte o ovo continue mexendo e, por último, acrescente o queijo parmesão.
  3. Volte para o fogo e deixe cozinhar por mais 10 minutos.
  4. Deixe esfriar um pouco e coloque na forma, acertando a altura de dois dedos (3 cm).
  5. Depois de esfriar, corte com aro de 5 cm ou copo de aperitivo.
  6. Na hora de servir, monte as rodelas de nhoque em assadeira untada de manteiga, cubra com queijo parmesão e leve ao forno para gratinar.

Modo de preparo do camarão:

  1. Enquanto os nhoques gratinam, doure os camarões em azeite.
  2. Quando estiverem quase dourados, junte o alho picado e a pimenta também bem picada.
  3. Deixe o alho começar a mudar de cor e junte a cerveja.
  4. Salgue a gosto e deixe reduzir.

Montagem

Sirva os camarões com 3 rodelas do nhoque de semolina e uma salada de agrião, rúcula e tomate cereja, temperada com azeite, mostarda e sal.


Com informações de: Italia Oggi, Revista Casa & Jardim e Wikipédia

Fonte da Receita: Casa Vogue

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Sacolé/Geladinho de Cerveja

Beerfood, Doces e Sobremesas, Receitas Típicas

21/01/2019

Ah, o verão! Época de desacelerar a vida, usar menos roupa, preocupar-se com menos intensidade, caminhar com mais lentidão, saborear os pequenos prazeres da vida ao ar livre, respirar o cheiro da praia e as ondas do mar ou se enfiar num esconderijo secreto na montanha, longe de tudo e de todos.

Segundo matéria publicada em 26 de Novembro de 2005 pelo portal Terra, a cidade de Bom Jesus, a 653 km de Teresina, no Piauí, ainda detém o recorde brasileiro de temperatura máxima nacional, com escaldosos 44,7ºC. Não muito distante deste número estarrecedor, a cidade do Rio de Janeiro registou 43,2ºC em janeiro 1984.

Isso tudo, é claro, é fichinha perto de lugares como Azízia, na Líbia, que chegou a fazer 58 graus centígrados em 1922, ou os quase 57 graus centígrados no Vale da Morte, nos Estados Unidos em 1913.

Uma coisa é certa: não importa onde você esteja no Brasil, é hora de suar muito. Por isso, para além de um bom copo gelado de cerveja na sombra de uma rede, preparamos uma surpresa especial para o seu verão se tornar ainda mais divertido e – hum! – saboroso.

Divirta-se!

Gelinho/Sacolé de Cerveja

Rende: 4 unidades

Ingredientes

  • 300 ml de cerveja clara
  • 1/4 de xícara (chá) de açúcar
  • 1/4 de xícara (chá) de água

Modo de Preparo

  1. Coloque os ingredientes em uma panela pequena e leve ao fogo.
  2. Mexa até dissolver e deixe ferver por 3 minutos ou até surgirem bolhas grandes.
  3. Coloque o preparo em uma tigela e deixe esfriar um pouco.
  4. Separe em 4 saquinhos plásticos estreitos e pequenos, preencha cada um deles com a ajuda de um funil e feche-os com um nó.
  5. Coloque os saquinhos em uma assadeira e leve ao congelador por pelo menos 6 horas ou até o líquido endurecer.


Receitas da chef Heloisa Bacellar, do Lá da Venda, São Paulo, SP; ladavenda.com.br

Fonte da receita: Prazeres da Mesa

Com informações de: Superinteressante, Terra

Créditos da foto: Ricardo D`angelo

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Lasanha na Cerveja

Beerfood, Receitas Típicas

03/12/2018

No mundo da culinária, nem tudo é o que parece ser. Algumas certezas podem “evaporar” após uma pesquisada no assunto, deixando “queimada” aquela expectativa que nós tínhamos em relação a uma receita. Embora a lasanha seja uma comida tipicamente associada à culinária italiana, tradicionalmente como uma criação da cidade de Nápoles, existem registros históricos medievais que remontam as origens desta massa recheada a outros lugares que não a Itália.

Ainda que o país da bota tenha pego para si a deliciosa responsabilidade de se assumir como a mãe da lasanha, é possível que a própria palavra “lasanha” tenha nascido fora da Itália. Entre diversas teorias que se tem por aí, uma delas afirma que a etimologia da palavra lasanha vem do grego “lásanon”, que se referia à panela onde era servida tal comida. No próprio livro de receitas chamado “Fôrma de Cury”, publicado em 1390, Samuel Pegg – o então cozinheiro oficial do rei Ricardo II – utiliza a expressão “loseyn”, do inglês médio, para se referir a uma receita muito similar ao que se considera hoje por lasanha.

Segundo o portal Wikipédia, à diferença do que se tem hoje presente em qualquer lasanha, o tomate não era um ingrediente originário da receita, uma vez que esta fruta só passou a fazer parte da dieta europeia após a colonização europeia da América, com a chegada de Colombo neste lado do Atlântico em 1492.

Uma comida versátil, podendo ser adaptada a todos os gostos e exigências, na hora de devorar uma pratada desta você vai até esquecer quem é quem na luta pelo reconhecimento desta maravilha em formato de massa em fatia e muito recheio. Com o toque de bechamel e cerveja, você vai se sentir transportado à região da Emília-Romanha com um toque brasileiro.

Lasanha na Cerveja

Ingredientes

  • 15 folhas de lasanha.
  • 500 g de carne picada mista
  • 1 cebola pequena picada
  • Azeite a gosto
  • Sal
  • 1 lata de cogumelos
  • 1 litro de bechamel. (Metade para fazer bechamel de cogumelos e a outra metade para cobrir a lasanha no fim)
  • Queijo mozarela ralado.
  • 1 cerveja clara 269 ml
  • 1 pacote de sopa instantânea de cogumelos.

 

Modo de Preparo

  1. Numa frigideira, ponha um pouco de azeite e refogue a cebola. Quando começar a ficar dourada, junte a carne picada, tempere com sal e refogue bem.
  2. Tape a frigideira com uma tampa para cozinhar mais rápido. Quando estiver bem passada, retire do fogo e reserve tapado.
  3. Abra a lata de cogumelos e reserve metade do liquido da lata e escorra os cogumelos.
  4. Noutra frigideira, ponha azeite e refogue os cogumelos.  
  5. Dissolva o conteúdo da sopa instantânea de cogumelos na cerveja e na água que reservou da lata dos cogumelos, junte esta mistura aos cogumelos que tem na frigideira. Mexa.
  6. Depois de engrossar, junte metade do bechamel 500 ml a este molho de cogumelos e misture tudo de forma a obter um bechamel de cogumelos.
  7. Passe as folhas de lasanha por água quente para amolecerem. Unte um tabuleiro médio próprio para ir ao forno com margarina e disponha no fundo 3 folhas de lasanha.
  8. Por cima, coloque metade da carne picada cozinhada, coloque algum queijo ralado e metade do bechamel de cogumelos. Cubra com mais folhas de lasanha, depois a restante carne, queijo e o resto do bechamel de cogumelos, mais folhas de lasanha por cima.
  9. Termine regando com os 500 ml de bechamel e polvilhando com bastante queijo.
  10. Leve ao forno, pré-aquecido a 180ª durante cerca de 25 minutos.

 

Com informações de: Portal Educação e Wikipédia
Fonte da receita: Receitas na Rede (contém adaptações)

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Da Itália para o bar

Beerfood, Comida de Boteco, Receitas Típicas

19/11/2018

Praticamente um patrimônio culinário da humanidade, a pizza – ao contrário da grande crença popular – nasceu em algum lugar entre os povos hebreus e os povos do antigo Egito há mais de 5.000 anos, muito antes da Itália sequer existir no mapa.  Nesta deliciosa mistura relativamente simples de farinha e água, cada população adicionava sobre a base os ingredientes que lhes convinham (ou que possuíam à mão), de acordo com a sua época: os fenícios preferiam colocar cebolas e carnes, já os turcos besuntavam sobre a massa ervas e iogurtes salgados.

Outrora conhecida como “pão de Abrahão”, a “piscea” acabou desembarcando nos portos de Nápoles durante os períodos das Cruzadas na Idade Média e parece ter encontrado na Itália um lugar para chamar de seu. Por se tratar de um alimento relativamente barato e nutritivo, o prato caiu no gosto do povo e ganhou, séculos mais tarde, o seu primeiro estabelecimento comercial dedicado especialmente à confecção de pizzas: o Antica Port’Alba – fundado em 1830.

Segundo o portal Infoescola, “graças à habilidade do primeiro pizzaiolo da história, dom Raffaele Espósito, um padeiro de Nápoles a serviço do rei Umberto I e da rainha Margherita”, a pizza ficou conhecida em toda a Europa – e posteriormente em todo mundo – através da realeza italiana. Em homenagem às cores da bandeira italiana (branco, vermelho e verde), o mestre dom Raffaele Espósito se utilizou do tomate, manjericão e da mussarela para colorir a massa e criar a famigerada pizza de margherita em homenagem à rainha.

No Brasil, a pizza chegou posteriormente no final do século XIX e início do século XX com a grande imigração italiana às Américas. Com mais de um milhão de italianos desembarcando em terras nacionais somente entre 1884 e 1920, não é de se estranhar que, assim como os recém-chegados, o novo Brasil república adotaria rapidamente essa deliciosa criação milenar ao seu estilo de vida multicultural.

Buon appetito!

 

Massa de Pizza à Base de Cerveja

Ingredientes

  • 550 g de farinha de trigo
  • 15 g de fermento biológico fresco (um tablete ou 1 pacote de 10 g do fermento biológico seco)
  • 350 ml de cerveja pilsen (1 lata)
  • 3 ml de azeite de oliva
  • 10 g de açúcar cristal
  • 5 g de sal

Modo de Preparo

    1. Numa panela, aqueça a cerveja até aproximadamente 60ºC.
    2. É necessário esquentar na temperatura correta, pois se a cerveja estiver fria, o fermento não funciona e se estiver mais quente que isso, ele morre. Utilize um termômetro gastronômico para garantir melhores resultados.
    3. Desligue o fogo e dissolva o açúcar na cerveja.
    4. Amasse o fermento com um garfo, de forma a esfarelá-lo o máximo possível. Em seguida, adicione na cerveja e dissolva. Reserve por alguns minutos até que comece a reagir.
    5. Coloque a farinha de trigo e o azeite em uma bacia. Adicione a mistura da cerveja com a farinha e vá sovando até misturar tudo.
    6. Sove por cerca de 10 minutos até ter uma massa lisa e homogênea.
    7. Tampe a bacia com um plástico e deixe em um local quente, sem vento por cerca de 1 hora para que cresça.
    8. Preaqueça o forno em 200ºC.
    9. Unte duas formas grandes de pizza com um guardanapo besuntado de azeite, só para auxiliar a abertura da massa e também ajudar a dar uma douradinha no fundo da massa.
    10. Corte a massa em duas partes iguais.
    11. Leve ao forno já aquecido para pré-assar por aproximadamente 5 minutos.
    12. Depois disso, basta montar a cobertura e levar novamente ao forno para assar.

 

  • Também é possível guardar na geladeira, em um saco plástico, por uma semana aproximadamente, ou no congelador, também em um saco plástico bem fechado, por 3 meses.

 

 

Com informações de: Infoescola, Origem das Coisas, Superinteressante e Terra

Fonte da receita: Tudo Gostoso 

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Rã na Cerveja

Beerfood, Carnes, Receitas Típicas

08/10/2018

Antes que você faça cara de nojinho, saiba que a carne de rã é uma iguaria em muitos países do mundo, incluindo a França, Alemanha e Japão, por exemplo. Além de uma carne extremamente saborosa, trata-se de um alimento muito saudável.

De acordo com estudo divulgado pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) no ano de 2009, a imigração europeia, notadamente a italiana, francesa, suíça e belga trouxe à América o hábito de consumir rãs em território nacional. Segundo a mesma pesquisa, as populações autóctones, indígenas, também já possuíam este hábito. Grandes ranicultores – aqueles que possuem criações de rãs – datam desde 1935 sua presença no Brasil, mas a produção e consumo deste tipo de alimento oscilou bastante durante o século XX e o início do século XXI.

O estudo também informa que a carne de rã possui 17% de proteína – teor semelhante à da carne de frango e de peixe –, baixo teor de colesterol – cerca de um terço em relação à carne de boi e menos da metade em relação à carne de porco – e “é muito prescrita para pacientes com carência de cálcio e osteoporose, por conter quantidade elevada de cálcio”.

Embora não haja estudos atuais conclusivos sobre a produção e consumo em território nacional, segundo o levantamento de 2016 feito pelo IBGE publicado pelo jornal O Globo, foram identificadas 160 toneladas de produção de rã no Brasil, embora este número pareça refletir apenas um terço da real produção no país. Isto significa, portanto, que somos o segundo maior produtor mundial de rãs, perdendo apenas para o Taiwan – país insular asiático notadamente conhecido pelo consumo deste anfíbio.

Em entrevista para o jornal Folha de Londrina, Sandra Akemi Bornia, proprietária do bar Izakaya, afirma: “Há preconceito só por causa do nome do prato, porque depois que as pessoas experimentam a carne, elas não costumam se arrepender. É um ótimo aperitivo, ainda mais acompanhado de uma cerveja gelada”.

Seguiremos seu conselho, Sandra: nada melhor do que abrir os horizontes para novas – e deliciosas – experiências. Um brinde!

 

Rã à Doré na Cerveja

Ingredientes

  • 6 rãs grandes
  • 1 dente de alho
  • Sal e pimenta a gosto
  • Suco de 1 limão médio
  • 100 ml de cerveja clara
  • Farinha de trigo para empanar
  • Óleo para fritar

Modo de Preparo

1.Tempere as rãs com o alho, sal, pimenta e limão.
2. Deixe descansar por 20 a 30 minutos com tempero na cerveja.
3. Passe na farinha de trigo, batendo bem para tirar o excesso.
4. Frite em óleo quente abundante.

Fonte da receita: Brejinha Boteco (contém adaptações)

Com informações de: Embrapa, Folha de Londrina e Globo Rural

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Gelatina de Cerveja

Beerfood, Doces e Sobremesas, Receitas Típicas

01/10/2018

Segundo o portal Origem da Palavra, o termo “gelatina” veio do francês (“gélatine”), que veio do latim (“gelu”) – que significa gelo – que por sua vez veio do indo-europeu, “gel” ou “frio”. Existem registros do uso da gelatina na culinária a partir do século XV na Inglaterra e desde 1754 é uma fórmula patenteada pelos britânicos. Hoje em dia, a gelatina é tanto utilizada para a culinária (doces, sopas e clarificação de bebidas, como a cerveja) quanto para usos mais técnicos e medicinais, como as capas das pílulas dos remédios que consumimos (totalmente digeríveis pelo nosso organismo) e extratos de cola.

De acordo com o website Encyclopedia.com, a gelatina foi provavelmente descoberta ao acaso: ao ferver os restos de ossos e gorduras de animais por mais de seis horas em fogo lento, obtém-se um caldo aglutinante. Durante a Idade Média, ter gelatina em casa era sinônimo de riqueza pois exigia muita mão de obra e carne para o abate.

Atualmente, existem dois tipos de gelatina: aquelas de origem animal, feitas a partir do colágeno da pele de boi ou porco e aquelas de origem vegetal, fabricadas a partir de algas. Após sua obtenção, o material é raspado, tratado quimicamente, filtrado, esterilizado, seco e moído. Ao colocarmos o pó da gelatina em água quente acima de 70ºC, rompe-se com a fraca ligação que une as tranças microscópicas do material. Elas se afastam uma das outras e, ao esfriar, a água ocupa o espaço entre as tranças, fazendo com que a gelatina ganhe este aspecto “meio líquido e meio sólido”.

Além de uma baita invenção, a gelatina é uma sobremesa universal que pode ser combinada com qualquer tipo de alimento e líquidos, incluindo frutas, chocolate e bebidas alcoólicas. Na receita de hoje, faremos uma versão para os amantes da cerveja.

Bom apetite!

Gelatina de Cerveja e Pêssegos

 Ingredientes

Gelatina de cerveja

  • 600ml de cerveja Lambic, preferencialmente de baixo teor alcoólico
  • 40g de açúcar refinado
  • 7 folhas de gelatina incolor

Gelatina de pêssegos e leite de coco

  • 300ml de água
  • 1 sachê de gelatina em pó sabor pêssego
  • 100g de leite condensado
  • 80ml de leite de coco

Gelatina de pêssegos

  • 150ml de água
  • 1 sachê de gelatina em pó sabor pêssego
  • Pêssegos em calda
  • 150ml da calda do pêssego

Modo de preparo

  1. Gelatina de cerveja

Hidrate as folhas de gelatina em água, de 2 a 3 minutos, depois esprema até sair totalmente o líquido. Use na sequência. Leve ao fogo 300ml de cerveja e ferva por 3 minutos, até evaporar o álcool. Coloque o açúcar e, fora do fogo, acrescente a gelatina hidratada. Dissolva bem todos os ingredientes, juntando mais 300ml de cerveja gelada. Comece a montagem da sobremesa em taças individuais, que será por camadas. Leve então ao refrigerador por 15 minutos a primeira gelatina, que é a de cerveja.

  1. Gelatina de pêssegos e leite de coco

Leve ao fogo 150ml de água para ferver. Retire do fogo e acrescente a gelatina em pó sabor pêssego e dilua bem. Acrescente mais 150ml de água gelada, o leite condensado e o leite de coco. Misture bem e faça então a segunda camada nas taças. Volte a gelar por 15 minutos.

Montagem do prato

Coloque fatias de pêssegos, ou picadinhos ou inteiros, em cima da segunda camada de gelatina. Isso você deve fazer quando esta segunda camada estiver quase firme. Faça então a terceira e última camada de gelatina de pêssegos cobrindo a fruta: coloque para ferver a água e dilua a gelatina, acrescente a calda de pêssegos gelada. Coe, e coloque em cima dos pêssegos assim fazendo a terceira e última camada de gelatinas. Leve por mais 15 minutos ao refrigerador e decore com pequenos quadradinhos feitos de gelatina de cerveja.

Fonte da receita: Revista Habitare (contém adaptações)

Com informações de: Encyclopedia.com, Origem da Palavra, Só Biologia, Superinteressante e Vida Ativa

 

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Patê de Cerveja ou Obatzda

Bebidas, Beerfood, Receitas Típicas

03/09/2018

O bom cervejeiro e a boa cervejeira que se prezem sabem se alimentar bem para curtir a sua bebida favorita. Por isto hoje lhe trazemos uma deliciosa receita direto da Baviera, região sul da Alemanha, cuja capital Munique é referência mundial em produção e consumo de cerveja.

Conhecido como Obatzda, este típico patê alemão-baviero é consumido nos Biergarten, ou “jardins de cerveja”, no qual grandes porções de bebida são intercaladas com grandes porções de comida. Para manter o ou a atleta em jogo, serve-se o Obatzda com o pão igualmente típico da região, conhecido como Brezel.

Desde 2015, o Obatzda adquiriu o registro de “Comida da Baviera” da União Europeia, cuja indicação geográfica protegida (PGI, na sigla em inglês) confere aos produtores locais a sua origem exclusiva.

Seu nome vem do bávaro e significa “triturado”. Segundo antigos relatos, a origem desta iguaria advém de uma reciclagem de queijos não consumidos, em especial o camembert e outros queijos de massa mole, que ao invés de pararem na lata do lixo, ganhavam um resinificado nesta deliciosa massa picante.

Como dizem os alemães: Prost! ou Saúde!

 

Ingredientes

  • 150g de queijo Camembert (sem a crosta branca)
  • 1 colher de sopa (bem cheia) de manteiga
  • 150g de cream cheese
  • 6 colheres de sopa de cerveja preta
  • 1/2 cebola picada
  • 2 colheres de sopa de paprica picante em pó
  • Cebolinha picada a gosto
  • Sal e pimenta do reino a gosto

Modo de preparo

  1. Numa tigela, misture o queijo camembert, a manteiga e o cream cheese.
  2. Acrescente a cerveja, e misture até formar uma pasta bem homogênea.
  3. Adicione a páprica em pó, a cebola, a cebolinha, o sal e a pimenta. Se necessário, acrescente mais um pouco de cerveja.
  4. Leve à geladeira por 20 minutos e sirva.


Fonte da receita: Pip Receitas

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Todo Dia é Dia de Panqueca

Beerfood, Receitas Típicas

22/08/2018

As panquecas são muito, muito antigas. De acordo com o portal História de Tudo, elas nasceram na atual região do globo onde se localiza a França, mas estão aqui há mais de 9 mil anos. Isto é: as panquecas viram nascer o início da agricultura europeia, a Idade do Ferro inteira, a fundação de Roma, o auge e a queda do Império Romano, o nascimento do Budismo na China e a Idade Média e a Idade Contemporânea inteiras. Hoje elas fazem parte do cardápio do Ocidente e são consumidas de todas as formas e gostos.

Para se ter uma ideia de sua importância atualmente, a terça-feira de carnaval é comemorada no Reino Unido como o Pancake Day, ou “Dia da Panqueca” em português. Segundo as lendas, esta data se tornou popular por conta da Quarta-Feira de Cinzas, dia em que se dá o início à Quaresma, quando certos ingredientes como leite, ovos e manteiga são proibidos de serem consumidos em nome do jejum cristão até a Páscoa.

Segundo o portal inglês Statistics View, estima-se que o Dia da Panqueca possui pelo menos mil anos de idade no Reino Unido, sendo aproximadamente 117 milhões de panquecas feitas em casa neste dia – o suficiente para preencher 93 piscinas olímpicas com o leite utilizado e impressionantes 13 milhões de quilos de farinha de trigo, se juntados numa única porção.

Doces ou salgadas, as panquecas vieram para ficar. Entregue-se a estas belezinhas e faça da sua manhã, tarde ou noite, o seu próprio dia da panqueca. Com esta receita, você vai desejar que todo dia seja terça-feira de carnaval.

 

Panqueca Doce de Cerveja

Ingredientes

  • 3 ovos ligeiramente batidos
  • 250 ml de leite
  • 250 ml de cerveja
  • 225 g de farinha de trigo
  • 1 pitada de sal
  • 2 colheres (sopa) de óleo vegetal
  • 2 colheres (sopa) de manteiga

Modo de preparo

  1. Em uma tigela grande, bata os ovos com o leite e a cerveja. Acrescente a farinha aos poucos e volte a bater. Adicione o sal e o óleo. Então, bata vigorosamente por 3 a 5 minutos, até que todos os ingredientes estejam incorporados por completo.
  2. Deixe a massa descansar por 1 hora.
  3. Aqueça uma frigideira antiaderente, de 25 cm, em fogo médio. Pincele-a com manteiga. Quando estiver quente, mas não fumegante, despeje 1 concha de massa no centro da frigideira. Gire-a para que a massa cubra o fundo com uma camada fina, derramando qualquer excesso.
  4. Cozinhe o crepe até dourar de um lado, por 1 a 2 minutos. Depois, vire-o e cozinhe-o até dourar do outro lado, durante cerca de 30 segundos.
  5. Transfira-o para um prato e mantenha-o aquecido, cobrindo-o com papel-alumínio. Repita o procedimento até usar toda a massa.

Fonte da receita: All Recipes Brasil
Com informações de: História de Tudo, Londres para Iniciantes, Statitiscs View

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Cerveja Junina

Beerfood, Doces e Sobremesas, Receitas Típicas

25/06/2018

O mês de junho traz sempre uma boa dose de festas recheadas de muita tradição, comilança e, por que não, bebida boa. Hoje, além de explorarmos um pouco mais sobre a origem da Festa Junina, deixamos de quebra uma deliciosa receita de bolo de milho para você chegar estalando igual a uma fogueira de São João.

Se você parar para pensar, a miscelânea de rituais durante a Festa Junina pode não fazer muito sentido: uma fogueira, um casamento dançante e uma fartura de comida. Mas olhando mais para trás, as peças começam a se encaixar melhor, uma vez que as comemorações juninas brasileiras têm, por excelência, uma forte influência de diversas culturas, incluindo a Igreja Católica Romana, tradições indígenas e antigos cultos a divindades pré-cristãs.

Segundo a mitologia grega, a disputa entre as deusas Afrodite e Perséfone pelo literalmente deus grego Adônis resultou num embate tão violento, que somente Zeus, o pai dos deuses, pôde dar um fim a este entrave, sentenciando o belo jovem a uma vida dividida entre duas esposas. A cada três meses, ou seja, a duração de uma estação, ele viveria entre os mundos da luz e o mundo das sombras. Cultuado no dia 24 de junho, o retorno de Adônis à luz marcava um novo começo para o povo grego. Posteriormente, esta data foi assimilada pela Igreja Católica, substituindo Adônis por São João Batista.

De acordo com a liturgia católica, a fogueira junina foi um sinal de Santa Isabel (mãe de São João) à Maria (mãe de Jesus) para lhe contar sobre o nascimento de seu filho João Batista. Tradicionalmente no Brasil, os dias 13, 24 e 29 de junho são datas comemorativas em homenagem a Santo Antônio – o santo casamenteiro –, a São João Batista – aquele que batizou Jesus Cristo – e São Pedro – discípulo de Jesus, considerado o primeiro Papa. Por ser uma festa de origem europeia, trazida pelos colonizadores portugueses, o fim de junho também marca outra ocasião especial: o final da primavera e o início do verão no Hemisfério Norte. Por isso, em homenagem à boa colheita, a fatura alimentícia se estende com um cardápio português recheado de milho verde, amêndoas e castanhas que, somada ao cultivo indígena a base de milho tradicional, batata-doce e mandioca, estes fecham o menu da quadrilha.

Por falar em dança, o início do verão no Hemisfério Norte sempre foi um motivo de comemoração aos povos europeus: do medieval faux-bourdon francês ao galego forbodó, o suingue brasileiro tropicalizou o baile através da sanfona e do bumbo e trouxe o forrobodó ao mundo, hoje com um apelido mais simpático, conhecido como “forró”.

Seja no Olimpo ou em Campina Grande, as grandes festas juninas trazem um enorme rendimento à população local, fomentam o turismo nacional e o comércio tradicional. Só em 2016, o governo brasileiro investiu mais de 6 milhões de reais por todo o país e esta cifra, apesar da crise, tende a crescer. Numa festa que abarca a católicos e não católicos, solteiros e comprometidos, comilões e não tão comilões, ficar de fora desta festa é quase um desafio.

Por isso, vista sua melhor roupa de casamento, traga a sua cerveja e seja bem-vindo(a) ao arraiá.

Bolo de Milho com Cerveja

Ingredientes

  • 1 lata de milho verde
  • 1 lata de óleo (medida da lata de milho)
  • 1 lata de açúcar (medida da lata de milho)
  • 1 lata de fubá (medida da lata de milho)
  • 4 ovos
  • 2 colheres (sopa) de farinha de trigo
  • 2 colheres (sopa) de coco ralado
  • 1 e 1/2 colher (chá) de fermento em pó
  • 200 ml de cerveja escura (IPA)

Modo de Preparo:

Num liquidificador, adicione o milho verde, o óleo, o açúcar, o fubá, os ovos e a farinha de trigo, depois bata até obter uma consistência cremosa.

Acrescente o coco ralado e o fermento, misture novamente.

Acrescente a cerveja e misture.

Despeje a massa em uma assadeira untada e leve para assar, em um forno médio a 180 °C, preaquecido por 40 minutos.

Fonte da receita: Tudo Gostoso (contém adaptações)\
Com informações de: Brasil Escola, Ministério do Turismo e Mundo Estranho

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