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Doces e Sobremesas
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Churros de Cerveja

Beerfood, Doces e Sobremesas

22/07/2019

Se por acaso você era criança nos idos 1990, o doce – e assunto de hoje – trazia, invariavelmente, uma associação à famigerada série de televisão mexicana, cujo protagonista anti-herói era conhecido como Chaves. Além do inalcançável sanduíche de presunto, a principal regalia que deixava muitos de nós, pequenos sonhadores, com água na boca eram os tais dos churros. Mas o que são churros, afinal? De onde eles vêm?

Segundo o portal independente The Prisma, essa aventura gastronômica teve início no século 16 quando os portugueses embarcaram em terras chinesas. Foi lá, do outro lado do mundo, que os lusitanos ouviram e provaram o “youtiao” pela primeira vez – tiras de massa frita consumidas pela classe trabalhadora chinesa no café da manhã. Ainda, de acordo com o mesmo portal, “youtiao” significava “demônio frito em óleo”, e era servido em pares, numa pequena “homenagem” a duas figuras da dinastia Song que haviam matado um general importante da época.

Da China para Portugal, de Portugal para Espanha e da Espanha para a América Latina foi um pulo – ou melhor, um navio. Aqui no Ocidente, a massa passou de uma comida popular salgada a ser uma sobremesa real. Na época, o chocolate era um produto caro e símbolo de status que, somado ao novo formato em estrela, era o prato-ostentação da época.

Atração obrigatória dos parques de diversão e feiras nacionais, embora a tradicional versão chinesa do churro salgado ainda sobreviva em algumas partes do mundo, no Brasil o chocolate acabou ganhando um novo concorrente como um dos seus recheios principais, cedendo boa parte do espaço para o delicioso doce de leite.

  Mais abaixo, juntamos o melhor dos mundos, do sonho infantil ao sonho adulto, num churro clássico de chocolate à base de cerveja. Bom proveito!

 

Churros de Cerveja e Chocolate

Ingredientes

Massa:

  • 250ml cerveja de trigo
  • 50g manteiga
  • 165g farinha de trigo (1 xícara)
  • 1 pitada de sal
  • Óleo para fritar
  • Açúcar e canela para empanar

Cobertura:

  • 200g chocolate meio amargo
  • 75g creme de leite fresco
  • 50ml leite
  • 1 colher de chá de curry
  • ½ pimenta dedo de moça

 

Modo de Preparo

  1. Coloque a cerveja em uma panela em fogo médio até que ela reduza para aproximadamente 200ml. 
  2. Adicione o sal e a manteiga até que esteja totalmente derretida.
  3. Junte a farinha toda de uma vez, desligue o fogo e mexa até homogeneizar.
  4. Coloque a massa em um saco de confeitar com ponta de “estrela” e deixe resfriar na geladeira ou congelador, enquanto prepara a cobertura.
  5. Para a cobertura, junte o leite, creme de leite, curry, pimenta e leve ao fogo até levantar fervura. Curry e pimenta a gosto.
  6. Pique o chocolate em pedaços pequenos. Despeje os líquidos através de uma peneira sobre o chocolate e mexa até homogeneizar. Mantenha aquecido.
  7. Aqueça o óleo para fritar os churros.
  8. Para cortar a massa você pode usar uma tesoura ou a ponta dos dedos.
  9. Ao retirar os churros da fritura, coloque-os em papel toalha para que absorva todo o excesso de óleo e passe na mistura de açúcar e canela.
  10. Arrume os churros em um recipiente alto, ou copo tipo pint.
  11. Sirva com a cobertura de chocolate em recipiente separado. 

 

Fonte da receita: A Perua da Cerveja (contém adaptações)

Com informação de: The Prisma

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É biscoito ou é bolacha?

Beerfood, Doces e Sobremesas

03/06/2019

Vamos combinar que o assunto é espinhoso e de difícil negociação. Mais polarizado que uma final Fla-Flu, que os eleitores brasileiros num dia de votação, que um jantar em família na casa da sua tia-avó: quando se trata de “biscoito” ou “bolacha”, o país racha ao meio e jura de pés juntos que cada qual está mais certo do que o outro.

De acordo com Sueli Carrasco em texto publicado à Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), foram os gregos que tiveram a brilhante ideia de juntar o mel, o leite e a canela à receita clássica de pão, elaborada por escravos, numa tradição que passava de pai para filho. Ainda, segundo a autora, tanto os romanos quanto os árabes contribuíram com a popularização desse alimento ao introduzirem novas técnicas de fornada e adição de especiarias que vinham do Oriente à Europa.

O “boom” do biscoito aconteceu por volta do século 17, quando a Inglaterra – na época a maior produtora de bolacha do planeta – expandiu seus mercados à América e trouxe aos Estados Unidos a iguaria inglesa à mesa. Na época, o produto recebia o nome francês “biscuit”, que por sua vez vinha do latim (“bis coctus”) que significa literalmente “cozido duas vezes” – o que garantia que o alimento não estragasse tão facilmente. Já a palavra bolacha, também de origem latina, surge com a junção de “bulla” (objeto esférico) e o sufixo “acha” (pequeno), ou seja, “objeto esférico pequeno”.

   Conforme os últimos dados publicados pela Associação Brasileira das Indústrias de Biscoitos, Massas Alimentícias e Pães & Bolos Industrializados (ABIMAPI), o Brasil produziu nada mais nada menos do que 1 milhão e 157 mil toneladas de biscoito no ano passado, sendo o quarto maior produtor do planeta, atrás apenas da China, Estados Unidos e Índia.

Embora o registro e o uso popular da palavra “biscoito” seja mais antigo que o da palavra “bolacha” em território brasileiro, ambos os termos são considerados sinônimos a nível legislativo. Segundo matéria publicada no portal Superinteressante, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária que regula o produto considera ambas as palavras sinônimas.

Numa divertida e informal enquete realizada com mais de oito mil pessoas pelo portal acima mencionado, concluiu-se que enquanto os habitantes dos estados do Sul, Centro-Oeste, Amazonas, Rondônia, Roraima, São Paulo e Tocantins preferem se deliciar com um biscoito, os demais estados do Norte, Nordeste e Sudeste tendem a comer bolacha no seu dia a dia.

Qual dos dois está correto? Você decide. Uma coisa é certa: depois de fazer a receita super fácil abaixo, o assunto da mesa vai ser unânime, a sua sobremesa estará uma delícia.

 

Biscoito / Bolacha de Cerveja

Ingredientes

  • 250 g de margarina ou manteiga
  • 500 g de farinha de trigo
  • ½ copo de cerveja clara

Modo de Preparo

  1. Amassar tudo e fazer rosquinhas.
  2. Passar no açúcar cristal e colocar para assar em forma untada com óleo.

 

Com informações de: Associação Brasileira das Indústrias de Biscoitos, Massas Alimentícias e Pães & Bolos Industrializados; Pontifícia Universidade Católica de São Paulo e Superinteressante

Fonte da receita: Tudo Gostoso

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Bolo de Cerveja Escura

Beerfood, Doces e Sobremesas

15/03/2019

Existem fatos tão consolidados e arraigados em nossa cultura que muitas vezes não paramos para pensar de onde eles vêm e o porquê. Imagine-se, por exemplo, como um viajante espacial chegando a um planeta desconhecido. Neste planeta, os seres de um clã se reúnem uma vez ao ano em torno de um deles, acedem fogos e aderem a um cântico uníssono e breve, seguido por uma manifestação física ruidosa e depois silêncio. Soa familiar?

De acordo com o portal Superinteressante, o ritual de se comemorar um aniversário data mais de 5.000 anos. Com registros oficiais do Egito antigo, a tradição que antes era reservada apenas aos deuses e semideuses, isto é, aos faraós e seres do outro mundo, passou a ser “popularizada” também aos reles mortais. Embora, há muitíssimo tempo, o cristianismo havia proibido tal prática – por justamente não corresponder à adoração de um único deus –, a Igreja foi a responsável por trazer o aniversário de volta ao calendário Ocidental com a comemoração do nascimento de Cristo no dia 25 de dezembro.

Dentre uma das possíveis explicações para o formato da festividade, com um bolo redondo preenchido de velas, figura-se a reverência da Grécia antiga à deusa Artêmis, a deusa da Lua. O redondo simbolizava a Lua cheia e as velas a sua luz refletida na Terra.

Ainda mais inusitado, segundo o portal Bonde, antes de passarem a representar a comemoração dos seres terrestres, os antigos romanos tinham uma tradição bem peculiar: as famílias ricas preparavam deliciosos bolos para o casamento de seus entes queridos, mas, ao invés de os saborearem, eles eram amassados e jogados em direção aos noivos como símbolo de boa fortuna e adoração aos deuses.

Já na passagem da Idade Média para a Idade Moderna após o período das Grandes Navegações, o cacau trazido da América pelos espanhóis nos séculos XV e XVI marcam a profunda associação (para não dizer reverência) do bolo com o chocolate. Hábito comum nas grandes cortes europeias, as tortas recheadas com mais de um andar passaram a ser símbolo de status e opulência: quanto maior, mais nobre era a família.

Por isso, não fique surpreso(a) se um dia um viajante de outro mundo vier nos visitar e perguntar o motivo desta tão peculiar tradição de aniversário. Basta dizer ao nosso amigo interestelar que, entre a comemoração à deusa da Lua, o nascimento de Cristo, os faraós e seres de outro mundo, desejamos a um ente querido uma boa vida, regada de muita riqueza e felicidade.

 

Bolo de Cerveja Escura

Ingredientes

  • 2 xícaras (chá) de farinha de trigo
  • 2 xícaras (chá) de açúcar
  • 1 xícara (chá) de cerveja escura
  • 3 ovos
  • 1 colher (sopa) de fermento em pó

Modo de Preparo

  1. Bata as claras em neve e reserve.
  2. Em um recipiente misture a farinha, o açúcar, as gemas, a cerveja escura e bata até a massa ficar homogênea.
  3. Acrescente o fermento e as claras em neve e misture bem.
  4. Despeje em uma forma untada.
  5. Leve ao forno pré-aquecido por aproximadamente 40 minutos.
  6. Cobertura a gosto.


Informação de: Portal Bonde, Superinteressante
Fonte da receita: Tudo Gostoso (contém adaptações)

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Sacolé/Geladinho de Cerveja

Beerfood, Doces e Sobremesas, Receitas Típicas

21/01/2019

Ah, o verão! Época de desacelerar a vida, usar menos roupa, preocupar-se com menos intensidade, caminhar com mais lentidão, saborear os pequenos prazeres da vida ao ar livre, respirar o cheiro da praia e as ondas do mar ou se enfiar num esconderijo secreto na montanha, longe de tudo e de todos.

Segundo matéria publicada em 26 de Novembro de 2005 pelo portal Terra, a cidade de Bom Jesus, a 653 km de Teresina, no Piauí, ainda detém o recorde brasileiro de temperatura máxima nacional, com escaldosos 44,7ºC. Não muito distante deste número estarrecedor, a cidade do Rio de Janeiro registou 43,2ºC em janeiro 1984.

Isso tudo, é claro, é fichinha perto de lugares como Azízia, na Líbia, que chegou a fazer 58 graus centígrados em 1922, ou os quase 57 graus centígrados no Vale da Morte, nos Estados Unidos em 1913.

Uma coisa é certa: não importa onde você esteja no Brasil, é hora de suar muito. Por isso, para além de um bom copo gelado de cerveja na sombra de uma rede, preparamos uma surpresa especial para o seu verão se tornar ainda mais divertido e – hum! – saboroso.

Divirta-se!

Gelinho/Sacolé de Cerveja

Rende: 4 unidades

Ingredientes

  • 300 ml de cerveja clara
  • 1/4 de xícara (chá) de açúcar
  • 1/4 de xícara (chá) de água

Modo de Preparo

  1. Coloque os ingredientes em uma panela pequena e leve ao fogo.
  2. Mexa até dissolver e deixe ferver por 3 minutos ou até surgirem bolhas grandes.
  3. Coloque o preparo em uma tigela e deixe esfriar um pouco.
  4. Separe em 4 saquinhos plásticos estreitos e pequenos, preencha cada um deles com a ajuda de um funil e feche-os com um nó.
  5. Coloque os saquinhos em uma assadeira e leve ao congelador por pelo menos 6 horas ou até o líquido endurecer.


Receitas da chef Heloisa Bacellar, do Lá da Venda, São Paulo, SP; ladavenda.com.br

Fonte da receita: Prazeres da Mesa

Com informações de: Superinteressante, Terra

Créditos da foto: Ricardo D`angelo

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Gelatina de Cerveja

Beerfood, Doces e Sobremesas, Receitas Típicas

01/10/2018

Segundo o portal Origem da Palavra, o termo “gelatina” veio do francês (“gélatine”), que veio do latim (“gelu”) – que significa gelo – que por sua vez veio do indo-europeu, “gel” ou “frio”. Existem registros do uso da gelatina na culinária a partir do século XV na Inglaterra e desde 1754 é uma fórmula patenteada pelos britânicos. Hoje em dia, a gelatina é tanto utilizada para a culinária (doces, sopas e clarificação de bebidas, como a cerveja) quanto para usos mais técnicos e medicinais, como as capas das pílulas dos remédios que consumimos (totalmente digeríveis pelo nosso organismo) e extratos de cola.

De acordo com o website Encyclopedia.com, a gelatina foi provavelmente descoberta ao acaso: ao ferver os restos de ossos e gorduras de animais por mais de seis horas em fogo lento, obtém-se um caldo aglutinante. Durante a Idade Média, ter gelatina em casa era sinônimo de riqueza pois exigia muita mão de obra e carne para o abate.

Atualmente, existem dois tipos de gelatina: aquelas de origem animal, feitas a partir do colágeno da pele de boi ou porco e aquelas de origem vegetal, fabricadas a partir de algas. Após sua obtenção, o material é raspado, tratado quimicamente, filtrado, esterilizado, seco e moído. Ao colocarmos o pó da gelatina em água quente acima de 70ºC, rompe-se com a fraca ligação que une as tranças microscópicas do material. Elas se afastam uma das outras e, ao esfriar, a água ocupa o espaço entre as tranças, fazendo com que a gelatina ganhe este aspecto “meio líquido e meio sólido”.

Além de uma baita invenção, a gelatina é uma sobremesa universal que pode ser combinada com qualquer tipo de alimento e líquidos, incluindo frutas, chocolate e bebidas alcoólicas. Na receita de hoje, faremos uma versão para os amantes da cerveja.

Bom apetite!

Gelatina de Cerveja e Pêssegos

 Ingredientes

Gelatina de cerveja

  • 600ml de cerveja Lambic, preferencialmente de baixo teor alcoólico
  • 40g de açúcar refinado
  • 7 folhas de gelatina incolor

Gelatina de pêssegos e leite de coco

  • 300ml de água
  • 1 sachê de gelatina em pó sabor pêssego
  • 100g de leite condensado
  • 80ml de leite de coco

Gelatina de pêssegos

  • 150ml de água
  • 1 sachê de gelatina em pó sabor pêssego
  • Pêssegos em calda
  • 150ml da calda do pêssego

Modo de preparo

  1. Gelatina de cerveja

Hidrate as folhas de gelatina em água, de 2 a 3 minutos, depois esprema até sair totalmente o líquido. Use na sequência. Leve ao fogo 300ml de cerveja e ferva por 3 minutos, até evaporar o álcool. Coloque o açúcar e, fora do fogo, acrescente a gelatina hidratada. Dissolva bem todos os ingredientes, juntando mais 300ml de cerveja gelada. Comece a montagem da sobremesa em taças individuais, que será por camadas. Leve então ao refrigerador por 15 minutos a primeira gelatina, que é a de cerveja.

  1. Gelatina de pêssegos e leite de coco

Leve ao fogo 150ml de água para ferver. Retire do fogo e acrescente a gelatina em pó sabor pêssego e dilua bem. Acrescente mais 150ml de água gelada, o leite condensado e o leite de coco. Misture bem e faça então a segunda camada nas taças. Volte a gelar por 15 minutos.

Montagem do prato

Coloque fatias de pêssegos, ou picadinhos ou inteiros, em cima da segunda camada de gelatina. Isso você deve fazer quando esta segunda camada estiver quase firme. Faça então a terceira e última camada de gelatina de pêssegos cobrindo a fruta: coloque para ferver a água e dilua a gelatina, acrescente a calda de pêssegos gelada. Coe, e coloque em cima dos pêssegos assim fazendo a terceira e última camada de gelatinas. Leve por mais 15 minutos ao refrigerador e decore com pequenos quadradinhos feitos de gelatina de cerveja.

Fonte da receita: Revista Habitare (contém adaptações)

Com informações de: Encyclopedia.com, Origem da Palavra, Só Biologia, Superinteressante e Vida Ativa

 

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Pãozinho Turbinado

Beerfood, Doces e Sobremesas

16/07/2018

Tem gente que chama de pão careca, tem gente que chama de pão de sal, outros mesmos pedem por “cacetinhos”. Antes que você pense besteira, estou me referindo aqui ao bom e velho pão francês.

Apesar do nome, o nosso pão “francês” muito se difere do pão mais consumido por lá, a baguette francesa. Segundo pesquisa realizada pelo Portal Vila Mariana, a tradição de comer este pequeno pão branco popularizou-se apenas no começo do século XX, antes da Primeira Guerra Mundial. Antes disso, era muito mais comum o hábito de se consumir pães escuros, à base de farinha pouco refinada.

Diversos fatores contribuíram para difundir o nosso pão branquinho à mesa do brasileiro, dentre eles vale a pena mencionar duas grandes mudanças que deram a cartada final do pão de sal sobre o antigo pão escuro: primeiro, com a Proclamação da República em novembro de 1889, o Brasil passou a se tornar um atraente mercado e começou a importar livremente, além de produtos e bens de consumo, costumes dos países com os quais mantinha relações na época – como França e Estados Unidos, por exemplo. Segundo, como o centro cultural do mundo ocidental se tratava da França em sua Belle Époque (Bela Época, em francês) – entusiasmada pelas grandes conquistas tecnológicas, sociais e artísticas – a elite brasileira trouxe (ou tentou trazer) os hábitos alimentares daquilo que era observado nas ruas de Paris. De acordo com o próprio Portal Vila Mariana, “um pãozinho que lá se fabricava, curto, cilíndrico, com miolo branco e casca dourada, crocante, tornou-se um mito!

Daí para a comprida e salgada baguette francesa se tornar um redondo e mais adocicado “pão francês” foi um pulo. O gosto do miolo mais macio, mais doce e de formato mais arredondado caiu na boca do povo. Sucesso entre ricos e pobres, brasileiros e imigrantes, o “pão brasileiro” – como é conhecido o nosso pão lá fora – é hoje quase um item obrigatório na mesa do café da manhã.

Pãozinho Doce de Cerveja

Ingredientes:

  • 1/2 xícara (chá) de açúcar
  • 1 colher (chá) de sal
  • 30 g de fermento biológico
  • 1/2 xícara (chá) de leite morno
  • 1 xícara (chá) de cerveja clara
  • 4 xícaras (chá) de farinha de trigo
  • 2 colheres (sopa) de manteiga ou margarina
  • 2 ovos
  • Margarina para untar
  • 2 colheres (sopa) de manteiga para pincelar
  • Açúcar para polvilhar

Modo de Preparo:

  • Misture todos os ingredientes amassando-os muito bem, até ficar uma massa homogênea
  • Deixe descansar por 30 minutos
  • Depois modele a massa, formando pãezinhos e coloque-os em uma assadeira untada
  • Deixe a massa bem grossa com cerca de 4 ou 5 centímetros de espessura e corte com um cortador redondo ou um copo, para formar os pãezinhos
  • Pincele com a manteiga e polvilhe o açúcar e deixe crescer por mais 30 minutos ou até dobrar de tamanho
  • Leve ao forno médio, preaquecido, por 30 minutos ou até dourar
  • Sirva

Fonte da receita: Tudo Gostoso.com.br
Com informações de Portal Vila Mariana.com e Wikipédia

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Cerveja Junina

Beerfood, Doces e Sobremesas, Receitas Típicas

25/06/2018

O mês de junho traz sempre uma boa dose de festas recheadas de muita tradição, comilança e, por que não, bebida boa. Hoje, além de explorarmos um pouco mais sobre a origem da Festa Junina, deixamos de quebra uma deliciosa receita de bolo de milho para você chegar estalando igual a uma fogueira de São João.

Se você parar para pensar, a miscelânea de rituais durante a Festa Junina pode não fazer muito sentido: uma fogueira, um casamento dançante e uma fartura de comida. Mas olhando mais para trás, as peças começam a se encaixar melhor, uma vez que as comemorações juninas brasileiras têm, por excelência, uma forte influência de diversas culturas, incluindo a Igreja Católica Romana, tradições indígenas e antigos cultos a divindades pré-cristãs.

Segundo a mitologia grega, a disputa entre as deusas Afrodite e Perséfone pelo literalmente deus grego Adônis resultou num embate tão violento, que somente Zeus, o pai dos deuses, pôde dar um fim a este entrave, sentenciando o belo jovem a uma vida dividida entre duas esposas. A cada três meses, ou seja, a duração de uma estação, ele viveria entre os mundos da luz e o mundo das sombras. Cultuado no dia 24 de junho, o retorno de Adônis à luz marcava um novo começo para o povo grego. Posteriormente, esta data foi assimilada pela Igreja Católica, substituindo Adônis por São João Batista.

De acordo com a liturgia católica, a fogueira junina foi um sinal de Santa Isabel (mãe de São João) à Maria (mãe de Jesus) para lhe contar sobre o nascimento de seu filho João Batista. Tradicionalmente no Brasil, os dias 13, 24 e 29 de junho são datas comemorativas em homenagem a Santo Antônio – o santo casamenteiro –, a São João Batista – aquele que batizou Jesus Cristo – e São Pedro – discípulo de Jesus, considerado o primeiro Papa. Por ser uma festa de origem europeia, trazida pelos colonizadores portugueses, o fim de junho também marca outra ocasião especial: o final da primavera e o início do verão no Hemisfério Norte. Por isso, em homenagem à boa colheita, a fatura alimentícia se estende com um cardápio português recheado de milho verde, amêndoas e castanhas que, somada ao cultivo indígena a base de milho tradicional, batata-doce e mandioca, estes fecham o menu da quadrilha.

Por falar em dança, o início do verão no Hemisfério Norte sempre foi um motivo de comemoração aos povos europeus: do medieval faux-bourdon francês ao galego forbodó, o suingue brasileiro tropicalizou o baile através da sanfona e do bumbo e trouxe o forrobodó ao mundo, hoje com um apelido mais simpático, conhecido como “forró”.

Seja no Olimpo ou em Campina Grande, as grandes festas juninas trazem um enorme rendimento à população local, fomentam o turismo nacional e o comércio tradicional. Só em 2016, o governo brasileiro investiu mais de 6 milhões de reais por todo o país e esta cifra, apesar da crise, tende a crescer. Numa festa que abarca a católicos e não católicos, solteiros e comprometidos, comilões e não tão comilões, ficar de fora desta festa é quase um desafio.

Por isso, vista sua melhor roupa de casamento, traga a sua cerveja e seja bem-vindo(a) ao arraiá.

Bolo de Milho com Cerveja

Ingredientes

  • 1 lata de milho verde
  • 1 lata de óleo (medida da lata de milho)
  • 1 lata de açúcar (medida da lata de milho)
  • 1 lata de fubá (medida da lata de milho)
  • 4 ovos
  • 2 colheres (sopa) de farinha de trigo
  • 2 colheres (sopa) de coco ralado
  • 1 e 1/2 colher (chá) de fermento em pó
  • 200 ml de cerveja escura (IPA)

Modo de Preparo:

Num liquidificador, adicione o milho verde, o óleo, o açúcar, o fubá, os ovos e a farinha de trigo, depois bata até obter uma consistência cremosa.

Acrescente o coco ralado e o fermento, misture novamente.

Acrescente a cerveja e misture.

Despeje a massa em uma assadeira untada e leve para assar, em um forno médio a 180 °C, preaquecido por 40 minutos.

Fonte da receita: Tudo Gostoso (contém adaptações)\
Com informações de: Brasil Escola, Ministério do Turismo e Mundo Estranho

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Um brinde à todas as mães

Beerfood, Doces e Sobremesas

09/05/2018

Pode anotar no seu calendário. Dia 13 de maio agora comemora-se não uma, mas duas datas especiais: o Dia das Mães e o Dia do Chefe de Cozinha. Para os mais afortunados, aqueles que possuem uma mãe chefe de cozinha, é hora de presenteá-la em dobro com uma deliciosa receita caseira.

No Brasil, comemora-se o Dia das Mães no segundo domingo do mês de maio. A data incorporada nos Estados Unidos no início do século XX foi trazida ao nosso país em 12 de maio de 1918, começando pela cidade de Porto Alegre. Na época, fora a Associação Cristã de Moços (conhecida mundialmente por seu acrônimo em inglês “Y.M.C.A” – ou aquele hit de sucesso da banda Village People). Com a popularização da festa e a pedido da Federação Brasileira pelo Progresso Feminino, o então presidente Getúlio Vargas tornou o segundo domingo de maio sua data comemorativa oficial em todo território nacional em 1932.

Segundo o Jornal do Comércio, trata-se da segunda melhor época para o comércio no Brasil, atrás apenas do Natal. Só neste ano, de acordo com as estimativas do Serviço de Proteção ao Crédito e da Confederação Nacional de Dirigentes e Lojistas, mais de 111 milhões de brasileiros devem ir às ruas presentear suas mães neste domingo, o que significa uma injeção de mais de 17 bilhões de reais nos setores de comércio e serviço.

Já o Dia do Chefe de Cozinha nasceu há menos tempo, em 1999. Tal data foi criada pela Associação Brasileira de Alta Gastronomia (ABAGA), cujo intuito foi “homenagear o ato e o prazer de cozinhar”.

Por isso que tal dar um presente original, feito por você mesmo(a)? Além de evitar filas e mais filas nos centros comerciais para aquelas compras de última hora, você poderá retribuir os anos de cuidado e deliciosos pratos maternos com apenas um gesto. Não se preocupe se por acaso você for apenas um filho ou uma filha sem talentos para a culinária, a receita abaixo é fácil de se fazer e não requer dons extraordinários, apenas muito amor, carinho e dedicação – ou seja, tudo isso que você aprendeu ao estar ao lado de sua mãe.

Bolo de Cerveja

Ingredientes:

  • 150 ml de cerveja clara
  • 2 colheres de fermento em pó
  • 200 g de margarina
  • 350 g de farinha
  • 4 ovos
  • 400 g de açúcar

Modo de Preparo:

  1. Amasse e bata muito bem a margarina com o açúcar até obter um creme esbranquiçado.
  2. Adicione os ovos, um a um, e a cerveja, mexendo e batendo durante 2 minutos.
  3. Junte a farinha e o fermento, em chuva, continuando a mexer até a farinha estar bem incorporada.
  4. Unte e polvilhe uma forma, deite nela o preparado e leve a cozer em forno médio (180º C) cerca de 40 minutos.

Fonte da Receita: Doces Regionais
Com informações de: Calendarr, Jornal do Comércio, Wikipédia

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Abacaxi Caramelizado na Cerveja Escura

Beerfood, Doces e Sobremesas, Receitas Típicas

16/04/2018

O abacaxi está para as frutas assim como o leão está para os animais: com sua vasta coroa, cores vibrantes e pele trançada, pode-se brincar que o abacaxi é o rei da feira.

Para se ter uma ideia de sua importância, o abacaxi ganhou a medalha de bronze no ranking de produção frutífera no início de 2016, ficando atrás apenas da produção de laranja e da banana daquele ano. Segundo os dados do IBGE, só em 2015 foram produzidas quase 3,5 milhões de toneladas de abacaxi no Brasil. Isto corresponde a quase 9% de toda a produção de frutas no país.

Embora hoje em dia sua produção esteja mais concentrada nos estados de Minas Gerais, Pará e Paraíba, o abacaxi vinha sendo cultivado pelos povos indígenas no centro-oeste brasileiro muito antes desta região conhecer o homem branco. Da origem de duas palavras na língua tupi “ibá” (fruto) e “katí” (de cheiro intenso) – nasceu o nosso “abacaxi”. Mas foi no dia 4 de novembro de 1493, ao embarcar na Ilha de Guadalupe, que Cristóvão Colombo provou a iguaria e a fez levar, literalmente, para todos os continentes do planeta.

Para além de rentável e saboroso, o abacaxi é rico em vitaminas C, B1, B6, ferro, magnésio e fibras. Entre outras propriedades naturais, o portal Boa Forma afirma que esta fruta coroada poder ajuda-lo a perder peso se consumido após as refeições; ajudar no alívio das dores pós-treinamento; ajudar no ganho de massa muscular durante os treinamentos; possui uma ótima ação anti-inflamatória – reduzindo chances de incidência de câncer a osteoartrite –, além de deixar o sistema imunológico mais forte e alerta.

Pelo fato do Brasil ser um dos maiores produtores mundiais dessa fruta, você não precisa arranjar muitas desculpas para começar a consumi-la já. Abaixo, encorajamos a você dar uma turbinada na sua sobremesa com alguns goles de cerveja escura.

Bom apetite!

Abacaxi Caramelizado na Cerveja Escura

Ingredientes:

  • 1 abacaxi
  • 150g de açúcar
  • 50g de manteiga sem sal
  • 200 ml de cerveja escura
  • 1 vagem de baunilha

Modo de Preparo:

  1. Corte a coroa e a parte debaixo do abacaxi e descasque-o. Retire o miolo duro e deposite o abacaxi numa assadeira. Deixe descansando.
  2. Prepare o caramelo: corte a manteiga em pedacinhos e reserve. Numa panela grande, adicione o açúcar, uma colher de sopa de água e mexa sem parar. Quando o açúcar começar a caramelizar, adicione a manteiga em pedaços e a cerveja aos poucos.
  3. Coloque a vagem de baunilha no centro do abacaxi e jogue um pouco do caramelo no centro da fruta (reserve bastante quantidade para depois).
  4. Dica: mantenha o caramelo em fogo baixo e mexa-o de vez em quando para não se solidificar inteiramente.
  5. Leve o abacaxi com a assadeira no forno a 180ºC durante 45 minutos e a cada 10 minutos regue a fruta com o caramelo.

Fonte da receita: Marmiton
Com informações de: Brasil Escola, Mundo Boa Forma, Secretaria de Agricultura e do Abastecimento do Estado de Paraná, Wikipédia

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Deliciando-se nas ondas do rio Danúbio

Beerfood, Doces e Sobremesas, Receitas Típicas

02/04/2018

O que é o que é? Um europeu que possui 10 nacionalidades diferentes, alguns milhões de anos nas costas e mais de 2.800 km de comprimento? Adivinhou se você arriscou a reposta “rio Danúbio”.

O segundo maior rio da Europa é repleto de contos fascinantes, relatos fantasmagóricos e alguns trechos perversos da nossa história contemporânea, incluindo a Primeira e a Segunda Guerras Mundiais. Misticamente falando, é um rio que atravessa regiões cheias de encantos: o Danúbio nasce na Floresta Negra, na Alemanha, e deságua no mar Negro, na costa norte da Turquia.

Além de historicamente abastecer as populações dos 10 países atuais pelos quais ele passa, o Danúbio possui uma reputação comercial inegável, como antigo ponto primordial de trocas. Em tempos medievais, as cidades à beira deste rio – incluindo a pequena Engenhartszell na Áustria e seu único monastério trapista –  formavam uma teia de pequenas estradas conhecidas como “A Rota do Imperador”, conectando todo o Império de Habsburgo, que deu origem ao Império Austro-Húngaro, dissolvido somente no final da Primeira Guerra Mundial.

Hoje em dia, trata-se de uma verdadeira “via expressa aquática”. Desde 1992, quando foi completado o canal Rhine-Main-Danúbio, é possível atravessar a Europa desde o mar do Norte, a partir de Roterdã (na Holanda) até Sulina, na Romênia, e desaguar no mar Morto. Tanto delta do Danúbio quanto sua margem em Budapeste, capital da Hungria, são considerados Patrimônios Mundial da Humanidade.

Através de uma viagem de sabores, na Áustria e na Alemanha existe um doce típico de camadas chamado “Donauwelle” ou “ondas do Danúbio” em homenagem ao mesmo. Nele, um bolo recheado de chocolate ondulado coberto por um creme branco faz jus à rica história de um dos mais importantes rios para a história ocidental moderna.

Donnauwelle com cerveja preta

Ingredientes:

  • 500g de manteiga
  • 230 g de açúcar
  • 6 ovos
  • 340 g de farinha de trigo
  • 2 colheres (chá) de fermento em pó
  • 1 pitada de sal
  • 350 g de cerejas em calda (peso drenado)
  • 450 ml de leite

50 ml de cerveja escura

  • 1 caixa ou pacote de pudim de baunilha
  • 200 g de chocolate amargo para cobertura
  • 2 colheres (sopa) de chocolate em pó

Modo de Preparo:

  • Pré-aqueça o forno a 180°C. Bata 250 g manteiga amolecida com 200 g de açúcar. Acrescente os ovos um a um. Adicione a farinha, o fermento e uma pitada de sal.
  • Coloque metade da massa num tabuleiro fundo, untado e enfarinhado. Mistue o restante da massa com o chocolate em pó e espalhe cuidadosamente sobre a massa branca. Distribua as cerejas sobre a massa. Asse o bolo por 35 a 40 minutos a 180°C.
  • Para o creme, dissolva o pó de pudim de baunilha no leite e na cerveja. Acrescente 30 g de açúcar e prepare de acordo com as instruções da embalagem. Por fim, acrescentar os outros 250 g de manteiga amolecida ao pudim, até obter uma consistência homogênea. Deixe o pudim e a massa esfriar. Espalhe o pudim sobre a massa.
  • Para a cobertura, derreta o chocolate em banho-maria e espalhe-o sobre o creme. Leve o bolo à geladeira antes de servir.

 Com informações de: DW, Wikipédia
Fonte da receita:  DW (contém adaptações)

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