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Doces e Sobremesas
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Gelatina de Cerveja

Beerfood, Doces e Sobremesas, Receitas Típicas

01/10/2018

Segundo o portal Origem da Palavra, o termo “gelatina” veio do francês (“gélatine”), que veio do latim (“gelu”) – que significa gelo – que por sua vez veio do indo-europeu, “gel” ou “frio”. Existem registros do uso da gelatina na culinária a partir do século XV na Inglaterra e desde 1754 é uma fórmula patenteada pelos britânicos. Hoje em dia, a gelatina é tanto utilizada para a culinária (doces, sopas e clarificação de bebidas, como a cerveja) quanto para usos mais técnicos e medicinais, como as capas das pílulas dos remédios que consumimos (totalmente digeríveis pelo nosso organismo) e extratos de cola.

De acordo com o website Encyclopedia.com, a gelatina foi provavelmente descoberta ao acaso: ao ferver os restos de ossos e gorduras de animais por mais de seis horas em fogo lento, obtém-se um caldo aglutinante. Durante a Idade Média, ter gelatina em casa era sinônimo de riqueza pois exigia muita mão de obra e carne para o abate.

Atualmente, existem dois tipos de gelatina: aquelas de origem animal, feitas a partir do colágeno da pele de boi ou porco e aquelas de origem vegetal, fabricadas a partir de algas. Após sua obtenção, o material é raspado, tratado quimicamente, filtrado, esterilizado, seco e moído. Ao colocarmos o pó da gelatina em água quente acima de 70ºC, rompe-se com a fraca ligação que une as tranças microscópicas do material. Elas se afastam uma das outras e, ao esfriar, a água ocupa o espaço entre as tranças, fazendo com que a gelatina ganhe este aspecto “meio líquido e meio sólido”.

Além de uma baita invenção, a gelatina é uma sobremesa universal que pode ser combinada com qualquer tipo de alimento e líquidos, incluindo frutas, chocolate e bebidas alcoólicas. Na receita de hoje, faremos uma versão para os amantes da cerveja.

Bom apetite!

Gelatina de Cerveja e Pêssegos

 Ingredientes

Gelatina de cerveja

  • 600ml de cerveja Lambic, preferencialmente de baixo teor alcoólico
  • 40g de açúcar refinado
  • 7 folhas de gelatina incolor

Gelatina de pêssegos e leite de coco

  • 300ml de água
  • 1 sachê de gelatina em pó sabor pêssego
  • 100g de leite condensado
  • 80ml de leite de coco

Gelatina de pêssegos

  • 150ml de água
  • 1 sachê de gelatina em pó sabor pêssego
  • Pêssegos em calda
  • 150ml da calda do pêssego

Modo de preparo

  1. Gelatina de cerveja

Hidrate as folhas de gelatina em água, de 2 a 3 minutos, depois esprema até sair totalmente o líquido. Use na sequência. Leve ao fogo 300ml de cerveja e ferva por 3 minutos, até evaporar o álcool. Coloque o açúcar e, fora do fogo, acrescente a gelatina hidratada. Dissolva bem todos os ingredientes, juntando mais 300ml de cerveja gelada. Comece a montagem da sobremesa em taças individuais, que será por camadas. Leve então ao refrigerador por 15 minutos a primeira gelatina, que é a de cerveja.

  1. Gelatina de pêssegos e leite de coco

Leve ao fogo 150ml de água para ferver. Retire do fogo e acrescente a gelatina em pó sabor pêssego e dilua bem. Acrescente mais 150ml de água gelada, o leite condensado e o leite de coco. Misture bem e faça então a segunda camada nas taças. Volte a gelar por 15 minutos.

Montagem do prato

Coloque fatias de pêssegos, ou picadinhos ou inteiros, em cima da segunda camada de gelatina. Isso você deve fazer quando esta segunda camada estiver quase firme. Faça então a terceira e última camada de gelatina de pêssegos cobrindo a fruta: coloque para ferver a água e dilua a gelatina, acrescente a calda de pêssegos gelada. Coe, e coloque em cima dos pêssegos assim fazendo a terceira e última camada de gelatinas. Leve por mais 15 minutos ao refrigerador e decore com pequenos quadradinhos feitos de gelatina de cerveja.

Fonte da receita: Revista Habitare (contém adaptações)

Com informações de: Encyclopedia.com, Origem da Palavra, Só Biologia, Superinteressante e Vida Ativa

 

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Pãozinho Turbinado

Beerfood, Doces e Sobremesas

16/07/2018

Tem gente que chama de pão careca, tem gente que chama de pão de sal, outros mesmos pedem por “cacetinhos”. Antes que você pense besteira, estou me referindo aqui ao bom e velho pão francês.

Apesar do nome, o nosso pão “francês” muito se difere do pão mais consumido por lá, a baguette francesa. Segundo pesquisa realizada pelo Portal Vila Mariana, a tradição de comer este pequeno pão branco popularizou-se apenas no começo do século XX, antes da Primeira Guerra Mundial. Antes disso, era muito mais comum o hábito de se consumir pães escuros, à base de farinha pouco refinada.

Diversos fatores contribuíram para difundir o nosso pão branquinho à mesa do brasileiro, dentre eles vale a pena mencionar duas grandes mudanças que deram a cartada final do pão de sal sobre o antigo pão escuro: primeiro, com a Proclamação da República em novembro de 1889, o Brasil passou a se tornar um atraente mercado e começou a importar livremente, além de produtos e bens de consumo, costumes dos países com os quais mantinha relações na época – como França e Estados Unidos, por exemplo. Segundo, como o centro cultural do mundo ocidental se tratava da França em sua Belle Époque (Bela Época, em francês) – entusiasmada pelas grandes conquistas tecnológicas, sociais e artísticas – a elite brasileira trouxe (ou tentou trazer) os hábitos alimentares daquilo que era observado nas ruas de Paris. De acordo com o próprio Portal Vila Mariana, “um pãozinho que lá se fabricava, curto, cilíndrico, com miolo branco e casca dourada, crocante, tornou-se um mito!

Daí para a comprida e salgada baguette francesa se tornar um redondo e mais adocicado “pão francês” foi um pulo. O gosto do miolo mais macio, mais doce e de formato mais arredondado caiu na boca do povo. Sucesso entre ricos e pobres, brasileiros e imigrantes, o “pão brasileiro” – como é conhecido o nosso pão lá fora – é hoje quase um item obrigatório na mesa do café da manhã.

Pãozinho Doce de Cerveja

Ingredientes:

  • 1/2 xícara (chá) de açúcar
  • 1 colher (chá) de sal
  • 30 g de fermento biológico
  • 1/2 xícara (chá) de leite morno
  • 1 xícara (chá) de cerveja clara
  • 4 xícaras (chá) de farinha de trigo
  • 2 colheres (sopa) de manteiga ou margarina
  • 2 ovos
  • Margarina para untar
  • 2 colheres (sopa) de manteiga para pincelar
  • Açúcar para polvilhar

Modo de Preparo:

  • Misture todos os ingredientes amassando-os muito bem, até ficar uma massa homogênea
  • Deixe descansar por 30 minutos
  • Depois modele a massa, formando pãezinhos e coloque-os em uma assadeira untada
  • Deixe a massa bem grossa com cerca de 4 ou 5 centímetros de espessura e corte com um cortador redondo ou um copo, para formar os pãezinhos
  • Pincele com a manteiga e polvilhe o açúcar e deixe crescer por mais 30 minutos ou até dobrar de tamanho
  • Leve ao forno médio, preaquecido, por 30 minutos ou até dourar
  • Sirva

Fonte da receita: Tudo Gostoso.com.br
Com informações de Portal Vila Mariana.com e Wikipédia

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Cerveja Junina

Beerfood, Doces e Sobremesas, Receitas Típicas

25/06/2018

O mês de junho traz sempre uma boa dose de festas recheadas de muita tradição, comilança e, por que não, bebida boa. Hoje, além de explorarmos um pouco mais sobre a origem da Festa Junina, deixamos de quebra uma deliciosa receita de bolo de milho para você chegar estalando igual a uma fogueira de São João.

Se você parar para pensar, a miscelânea de rituais durante a Festa Junina pode não fazer muito sentido: uma fogueira, um casamento dançante e uma fartura de comida. Mas olhando mais para trás, as peças começam a se encaixar melhor, uma vez que as comemorações juninas brasileiras têm, por excelência, uma forte influência de diversas culturas, incluindo a Igreja Católica Romana, tradições indígenas e antigos cultos a divindades pré-cristãs.

Segundo a mitologia grega, a disputa entre as deusas Afrodite e Perséfone pelo literalmente deus grego Adônis resultou num embate tão violento, que somente Zeus, o pai dos deuses, pôde dar um fim a este entrave, sentenciando o belo jovem a uma vida dividida entre duas esposas. A cada três meses, ou seja, a duração de uma estação, ele viveria entre os mundos da luz e o mundo das sombras. Cultuado no dia 24 de junho, o retorno de Adônis à luz marcava um novo começo para o povo grego. Posteriormente, esta data foi assimilada pela Igreja Católica, substituindo Adônis por São João Batista.

De acordo com a liturgia católica, a fogueira junina foi um sinal de Santa Isabel (mãe de São João) à Maria (mãe de Jesus) para lhe contar sobre o nascimento de seu filho João Batista. Tradicionalmente no Brasil, os dias 13, 24 e 29 de junho são datas comemorativas em homenagem a Santo Antônio – o santo casamenteiro –, a São João Batista – aquele que batizou Jesus Cristo – e São Pedro – discípulo de Jesus, considerado o primeiro Papa. Por ser uma festa de origem europeia, trazida pelos colonizadores portugueses, o fim de junho também marca outra ocasião especial: o final da primavera e o início do verão no Hemisfério Norte. Por isso, em homenagem à boa colheita, a fatura alimentícia se estende com um cardápio português recheado de milho verde, amêndoas e castanhas que, somada ao cultivo indígena a base de milho tradicional, batata-doce e mandioca, estes fecham o menu da quadrilha.

Por falar em dança, o início do verão no Hemisfério Norte sempre foi um motivo de comemoração aos povos europeus: do medieval faux-bourdon francês ao galego forbodó, o suingue brasileiro tropicalizou o baile através da sanfona e do bumbo e trouxe o forrobodó ao mundo, hoje com um apelido mais simpático, conhecido como “forró”.

Seja no Olimpo ou em Campina Grande, as grandes festas juninas trazem um enorme rendimento à população local, fomentam o turismo nacional e o comércio tradicional. Só em 2016, o governo brasileiro investiu mais de 6 milhões de reais por todo o país e esta cifra, apesar da crise, tende a crescer. Numa festa que abarca a católicos e não católicos, solteiros e comprometidos, comilões e não tão comilões, ficar de fora desta festa é quase um desafio.

Por isso, vista sua melhor roupa de casamento, traga a sua cerveja e seja bem-vindo(a) ao arraiá.

Bolo de Milho com Cerveja

Ingredientes

  • 1 lata de milho verde
  • 1 lata de óleo (medida da lata de milho)
  • 1 lata de açúcar (medida da lata de milho)
  • 1 lata de fubá (medida da lata de milho)
  • 4 ovos
  • 2 colheres (sopa) de farinha de trigo
  • 2 colheres (sopa) de coco ralado
  • 1 e 1/2 colher (chá) de fermento em pó
  • 200 ml de cerveja escura (IPA)

Modo de Preparo:

Num liquidificador, adicione o milho verde, o óleo, o açúcar, o fubá, os ovos e a farinha de trigo, depois bata até obter uma consistência cremosa.

Acrescente o coco ralado e o fermento, misture novamente.

Acrescente a cerveja e misture.

Despeje a massa em uma assadeira untada e leve para assar, em um forno médio a 180 °C, preaquecido por 40 minutos.

Fonte da receita: Tudo Gostoso (contém adaptações)\
Com informações de: Brasil Escola, Ministério do Turismo e Mundo Estranho

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Um brinde à todas as mães

Beerfood, Doces e Sobremesas

09/05/2018

Pode anotar no seu calendário. Dia 13 de maio agora comemora-se não uma, mas duas datas especiais: o Dia das Mães e o Dia do Chefe de Cozinha. Para os mais afortunados, aqueles que possuem uma mãe chefe de cozinha, é hora de presenteá-la em dobro com uma deliciosa receita caseira.

No Brasil, comemora-se o Dia das Mães no segundo domingo do mês de maio. A data incorporada nos Estados Unidos no início do século XX foi trazida ao nosso país em 12 de maio de 1918, começando pela cidade de Porto Alegre. Na época, fora a Associação Cristã de Moços (conhecida mundialmente por seu acrônimo em inglês “Y.M.C.A” – ou aquele hit de sucesso da banda Village People). Com a popularização da festa e a pedido da Federação Brasileira pelo Progresso Feminino, o então presidente Getúlio Vargas tornou o segundo domingo de maio sua data comemorativa oficial em todo território nacional em 1932.

Segundo o Jornal do Comércio, trata-se da segunda melhor época para o comércio no Brasil, atrás apenas do Natal. Só neste ano, de acordo com as estimativas do Serviço de Proteção ao Crédito e da Confederação Nacional de Dirigentes e Lojistas, mais de 111 milhões de brasileiros devem ir às ruas presentear suas mães neste domingo, o que significa uma injeção de mais de 17 bilhões de reais nos setores de comércio e serviço.

Já o Dia do Chefe de Cozinha nasceu há menos tempo, em 1999. Tal data foi criada pela Associação Brasileira de Alta Gastronomia (ABAGA), cujo intuito foi “homenagear o ato e o prazer de cozinhar”.

Por isso que tal dar um presente original, feito por você mesmo(a)? Além de evitar filas e mais filas nos centros comerciais para aquelas compras de última hora, você poderá retribuir os anos de cuidado e deliciosos pratos maternos com apenas um gesto. Não se preocupe se por acaso você for apenas um filho ou uma filha sem talentos para a culinária, a receita abaixo é fácil de se fazer e não requer dons extraordinários, apenas muito amor, carinho e dedicação – ou seja, tudo isso que você aprendeu ao estar ao lado de sua mãe.

Bolo de Cerveja

Ingredientes:

  • 150 ml de cerveja clara
  • 2 colheres de fermento em pó
  • 200 g de margarina
  • 350 g de farinha
  • 4 ovos
  • 400 g de açúcar

Modo de Preparo:

  1. Amasse e bata muito bem a margarina com o açúcar até obter um creme esbranquiçado.
  2. Adicione os ovos, um a um, e a cerveja, mexendo e batendo durante 2 minutos.
  3. Junte a farinha e o fermento, em chuva, continuando a mexer até a farinha estar bem incorporada.
  4. Unte e polvilhe uma forma, deite nela o preparado e leve a cozer em forno médio (180º C) cerca de 40 minutos.

Fonte da Receita: Doces Regionais
Com informações de: Calendarr, Jornal do Comércio, Wikipédia

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Abacaxi Caramelizado na Cerveja Escura

Beerfood, Doces e Sobremesas, Receitas Típicas

16/04/2018

O abacaxi está para as frutas assim como o leão está para os animais: com sua vasta coroa, cores vibrantes e pele trançada, pode-se brincar que o abacaxi é o rei da feira.

Para se ter uma ideia de sua importância, o abacaxi ganhou a medalha de bronze no ranking de produção frutífera no início de 2016, ficando atrás apenas da produção de laranja e da banana daquele ano. Segundo os dados do IBGE, só em 2015 foram produzidas quase 3,5 milhões de toneladas de abacaxi no Brasil. Isto corresponde a quase 9% de toda a produção de frutas no país.

Embora hoje em dia sua produção esteja mais concentrada nos estados de Minas Gerais, Pará e Paraíba, o abacaxi vinha sendo cultivado pelos povos indígenas no centro-oeste brasileiro muito antes desta região conhecer o homem branco. Da origem de duas palavras na língua tupi “ibá” (fruto) e “katí” (de cheiro intenso) – nasceu o nosso “abacaxi”. Mas foi no dia 4 de novembro de 1493, ao embarcar na Ilha de Guadalupe, que Cristóvão Colombo provou a iguaria e a fez levar, literalmente, para todos os continentes do planeta.

Para além de rentável e saboroso, o abacaxi é rico em vitaminas C, B1, B6, ferro, magnésio e fibras. Entre outras propriedades naturais, o portal Boa Forma afirma que esta fruta coroada poder ajuda-lo a perder peso se consumido após as refeições; ajudar no alívio das dores pós-treinamento; ajudar no ganho de massa muscular durante os treinamentos; possui uma ótima ação anti-inflamatória – reduzindo chances de incidência de câncer a osteoartrite –, além de deixar o sistema imunológico mais forte e alerta.

Pelo fato do Brasil ser um dos maiores produtores mundiais dessa fruta, você não precisa arranjar muitas desculpas para começar a consumi-la já. Abaixo, encorajamos a você dar uma turbinada na sua sobremesa com alguns goles de cerveja escura.

Bom apetite!

Abacaxi Caramelizado na Cerveja Escura

Ingredientes:

  • 1 abacaxi
  • 150g de açúcar
  • 50g de manteiga sem sal
  • 200 ml de cerveja escura
  • 1 vagem de baunilha

Modo de Preparo:

  1. Corte a coroa e a parte debaixo do abacaxi e descasque-o. Retire o miolo duro e deposite o abacaxi numa assadeira. Deixe descansando.
  2. Prepare o caramelo: corte a manteiga em pedacinhos e reserve. Numa panela grande, adicione o açúcar, uma colher de sopa de água e mexa sem parar. Quando o açúcar começar a caramelizar, adicione a manteiga em pedaços e a cerveja aos poucos.
  3. Coloque a vagem de baunilha no centro do abacaxi e jogue um pouco do caramelo no centro da fruta (reserve bastante quantidade para depois).
  4. Dica: mantenha o caramelo em fogo baixo e mexa-o de vez em quando para não se solidificar inteiramente.
  5. Leve o abacaxi com a assadeira no forno a 180ºC durante 45 minutos e a cada 10 minutos regue a fruta com o caramelo.

Fonte da receita: Marmiton
Com informações de: Brasil Escola, Mundo Boa Forma, Secretaria de Agricultura e do Abastecimento do Estado de Paraná, Wikipédia

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Deliciando-se nas ondas do rio Danúbio

Beerfood, Doces e Sobremesas, Receitas Típicas

02/04/2018

O que é o que é? Um europeu que possui 10 nacionalidades diferentes, alguns milhões de anos nas costas e mais de 2.800 km de comprimento? Adivinhou se você arriscou a reposta “rio Danúbio”.

O segundo maior rio da Europa é repleto de contos fascinantes, relatos fantasmagóricos e alguns trechos perversos da nossa história contemporânea, incluindo a Primeira e a Segunda Guerras Mundiais. Misticamente falando, é um rio que atravessa regiões cheias de encantos: o Danúbio nasce na Floresta Negra, na Alemanha, e deságua no mar Negro, na costa norte da Turquia.

Além de historicamente abastecer as populações dos 10 países atuais pelos quais ele passa, o Danúbio possui uma reputação comercial inegável, como antigo ponto primordial de trocas. Em tempos medievais, as cidades à beira deste rio – incluindo a pequena Engenhartszell na Áustria e seu único monastério trapista –  formavam uma teia de pequenas estradas conhecidas como “A Rota do Imperador”, conectando todo o Império de Habsburgo, que deu origem ao Império Austro-Húngaro, dissolvido somente no final da Primeira Guerra Mundial.

Hoje em dia, trata-se de uma verdadeira “via expressa aquática”. Desde 1992, quando foi completado o canal Rhine-Main-Danúbio, é possível atravessar a Europa desde o mar do Norte, a partir de Roterdã (na Holanda) até Sulina, na Romênia, e desaguar no mar Morto. Tanto delta do Danúbio quanto sua margem em Budapeste, capital da Hungria, são considerados Patrimônios Mundial da Humanidade.

Através de uma viagem de sabores, na Áustria e na Alemanha existe um doce típico de camadas chamado “Donauwelle” ou “ondas do Danúbio” em homenagem ao mesmo. Nele, um bolo recheado de chocolate ondulado coberto por um creme branco faz jus à rica história de um dos mais importantes rios para a história ocidental moderna.

Donnauwelle com cerveja preta

Ingredientes:

  • 500g de manteiga
  • 230 g de açúcar
  • 6 ovos
  • 340 g de farinha de trigo
  • 2 colheres (chá) de fermento em pó
  • 1 pitada de sal
  • 350 g de cerejas em calda (peso drenado)
  • 450 ml de leite

50 ml de cerveja escura

  • 1 caixa ou pacote de pudim de baunilha
  • 200 g de chocolate amargo para cobertura
  • 2 colheres (sopa) de chocolate em pó

Modo de Preparo:

  • Pré-aqueça o forno a 180°C. Bata 250 g manteiga amolecida com 200 g de açúcar. Acrescente os ovos um a um. Adicione a farinha, o fermento e uma pitada de sal.
  • Coloque metade da massa num tabuleiro fundo, untado e enfarinhado. Mistue o restante da massa com o chocolate em pó e espalhe cuidadosamente sobre a massa branca. Distribua as cerejas sobre a massa. Asse o bolo por 35 a 40 minutos a 180°C.
  • Para o creme, dissolva o pó de pudim de baunilha no leite e na cerveja. Acrescente 30 g de açúcar e prepare de acordo com as instruções da embalagem. Por fim, acrescentar os outros 250 g de manteiga amolecida ao pudim, até obter uma consistência homogênea. Deixe o pudim e a massa esfriar. Espalhe o pudim sobre a massa.
  • Para a cobertura, derreta o chocolate em banho-maria e espalhe-o sobre o creme. Leve o bolo à geladeira antes de servir.

 Com informações de: DW, Wikipédia
Fonte da receita:  DW (contém adaptações)

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Bolo-Rei de Cerveja Escura

Beerfood, Doces e Sobremesas

07/02/2018

Nas bandas mais para ao norte, em especial a Península Ibérica que compreende Portugal e Espanha, talvez mais importante do que a própria noite de Natal seja o dia 06 de janeiro – o dia da visita dos Três Reis Magos ao Menino Jesus. Neste dia, assim como o nosso 25 de dezembro, as crianças finalmente podem abrir os seus tão aguardados presentes.

Para além desta tradição festiva, costuma-se agraciar a família através do paladar com comidas específicas para esta data. Em Portugal, o famigerado Bolo-Rei é um velho (e bota velho nisso) conhecido no Dia de Reis.

Segundo o blog “O Melhor de Portugal Está Aqui”, esta receita possui mais de 2 mil anos de idade, simbolizando o presente de Gaspar, Belchior e Baltazar ao Menino Jesus. De acordo com este mesmo portal: “a côdea [casca] simboliza o ouro, as frutas, cristalizadas e secas, representam a mirra; e o aroma do bolo assinala o incenso. Certo é que o bolo, devido às frutas e à forma circular com um buraco no centro, aparenta uma coroa incrustada de pedras preciosas”.

De acordo com a lenda, um dos Três Reis Magos haveria de ser o primeiro a brindar Jesus. Para resolver esta disputa, um padeiro local confeccionou este bolo e acabou escondendo em seu interior uma fava. Aquele que a encontrasse primeiro seria o responsável pela primeira entrega de presente. Atualmente, a fava revela quem será o responsável por trazer o próximo Bolo-Rei à festa natalina no próximo ano.

Cercado de histórias, personalidades e gostos, o bolo-rei é a pedida para uma noite especial. Bom apetite!

Bolo-Rei de Cerveja Escura

Ingredientes:

  • 650g de farinha
  • 250g de farinha
  • 50g de fermento de padeiro
  • 100 ml de água
  • 150 ml de cerveja escura
  • 4 ovos
  • Uma pitada de sal
  • Raspa de uma laranja
  • Raspa de um limão
  • 100g de manteiga derretida
  • 100 ml de vinho do porto
  • 75g de pinhões
  • 100g de passas sultanas
  • 75g de miolo de noz picado
  • 200g de frutas cristalizadas sortidas picadas
  • 200g de açúcar
  • Frutas cristalizadas sortidas para decorar
  • 1 ovo batido para pincelar
  • Farinha para polvilhar
  • Margarina para untar
  • Açúcar em pó
  • Geleia para decorar

Modo de Preparo:

  • Numa tigela, desfaça o fermento na água. Junte os 250g de farinha e amasse muito bem.
    Se necessário, acrescente um pouco mais de água.
  • Forme uma bola e em seguida, com uma toalha ou um pano grosso, deixe descansar durante 1 hora.
  • Numa outra tigela, misture os pinhões, as passas, as nozes, as frutas cristalizadas e o vinho do porto. Mexa e deixe descansar.
  • Passado 1 hora, junte o fermento ao restante da farinha, o açúcar, as raspas de laranja e de limão, uma pitada de sal, a cerveja e enquanto amassa, junte os ovos 1 a 1. Se a massa estiver muito mole, acrescente um pouco de farinha.
  • Junte a manteiga derretida. Depois de bem amassado, junte as frutas embebidas no vinho e amasse novamente.
  • Polvilhe com farinha e cubra com um pano. Deixe descansar em local quente aproximadamente 1 hora e meia até a massa dobrar de tamanho. Deverá ficar uma massa com a consistência de massa de pão.
  • Unte com margarina uma fôrma larga e polvilhe com farinha.
  • Deite a massa na fôrma, polvilhe com farinha e molde o Bolo Rei no seu formato habitual.
  • Deixe descansar novamente durante 30 minutos.
  • Pincele, de leve, o bolo com o ovo batido.
  • Decore com montinhos de açúcar em pó e com as frutas cristalizadas cortadas.
  • Leve a cozer em forno pré-aquecido nos 180º durante 45 minutos.
  • Depois de cozido e ainda quente, pincele com a geleia especialmente sobre as frutas cristalizadas.

Fonte da receita: Sabor Intenso
Com informações de: Wikipédia e O Melhor de Portugal Está Aqui

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Paçoca de Cerveja

Beerfood, Doces e Sobremesas

13/11/2017

Muito antes desta terra se chamar Brasil, consumia-se amendoim e paçoca por aqui. De acordo com a Associação Brasileira da Indústria de Chocolates, Cacau, Amendoim, Balas e Derivados (ABICAB), há estudos que comprovam a utilização desta semente leguminosa há mais de 5 mil anos em solo sul-americano. Do tupi “po-çok”, que significa “esmigalhar” ou “coisa pilada”, este derivado de amendoim (“mãdu’i” ou “enterrado) é muito consumido em todo território nacional até hoje.

Só em 2015, foram consumidas 207 mil toneladas de amendoim, produzidas especialmente pelos estados de Goiás, Mato Grosso, Minas Gerais, São Paulo e Bahia. Segundo pesquisa do Datafolha desse mesmo ano, 88% da população entrevista diz consumir o alimento regularmente e 53% dos homens e mulheres conferem ao amendoim um poder afrodisíaco, estimulante sexual.

Hit do inverno, das quermesses e festas do interior do país, a paçoca está presente nas tradições juninas brasileiras, o que corresponde a um aumento, em média, de 15% nas vendas desse produto durante o mês de junho. Em alguns estados, esse aumento chega a 25%.

Entre outras surpresas, o amendoim também é visto como uma boa alternativa para a produção de biodiesel. Mas sinceramente, nós acreditamos que ele fica melhor – e mais gostoso – no prato, especialmente se combinado com uma cerveja gelada.

Paçoca de Cerveja Preta

Ingredientes:

  • 200 ml de cerveja preta
  • 800 ml de leite
  • 3 xícaras de açúcar
  • 1 pitada de sal
  • 500 g amendoim torrado e moído

Modo de Preparo:

  1. Em uma panela alta, coloque a cerveja, o leite, o açúcar e o sal para fazer o doce de leite
  2. Depois que levantar fervura, fique atento para não derramar e controle a temperatura
  3. Quando começar a mudar de cor ficando tom caramelo é preciso dar uma mexida de vez em quando, com uma colher de pau
  4. Para saber o ponto, o doce estará bem marronzinho e encorpado
  5. Pegue um copo com água e coloque uma pontinha da colher, se virar um fio que não se desmancha está no ponto
  6. Acrescente o amendoim torrado e moído só para misturar e desligue o fogo
  7. Unte uma assadeira retangular com margarina e despeje o doce, esparrame com uma colher, deixe esfriar um pouco, ainda morno, corte com uma faca sempre molhando-a na água para não grudar, depois de frio guarde os doces em um pote

Fonte da receita: Tudo Gostoso (contém adaptações)
Com informações de: Abicab, Dicionário Tupi Guarani, Portal EM, Sodiê Doces

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Estúpida Surpresa

Beerfood, Doces e Sobremesas

05/10/2017

Como tudo no mundo, existem pequenos acidentes que podem trazer uma boa surpresa. Atire a primeira pedra quem nunca se aventurou na cozinha e, por um descuido ou desleixo intencional, acabou realizando algo inesperado – agradavelmente inesperado.

Reza a lenda de que por volta dos anos de 1950, um aprendiz chocolatier francês acidentalmente derrubou creme cozido – que seria utilizado para outra receita – à mistura de chocolate de uma calda de bolo. O mestre doceiro ficou tão irritado que exclamou ao seu aprendiz: ganache! – que em francês significa “estúpido” ou “parvo”. No entanto, ao provar o pequeno acidente, os olhos do mestre se iluminaram frente ao aluno injuriado.

Hoje, esta deliciosa receita clássica que mistura creme de leite e chocolate meio amargo está presente em diversos doces, especialmente em recheios de trufas e ovos de páscoa.

Para torná-la ainda mais gostosa, acidentalmente derrubamos um pouquinho de cerveja ao chocolate. Ops!

Ganache de Cerveja

Ingredientes:

  • 300 ml de cerveja estilo Stout
  • 200 gramas de chocolate meio amargo
  • 50 gramas de creme de leite

Modo de Preparo:

  • Coloque a cerveja Stout na panela e reduzi até chegar nos 100ml. Basta deixar a cerveja ferver no fogo baixo.
  • Enquanto isso, derreta o chocolate meio amargo no micro-ondas na potência média por 2 minutos. (Importante: cada aparelho tem uma potência diferente, então cuidado para não queimar o chocolate. Abra o micro-ondas a cada 30 segundos e mexa para derreter de forma igual).
  • Acrescente o creme de leite no chocolate e misture até ficar uniforme.
  • Adicione a cerveja e misture até incorporar todo o líquido.

Fonte da receita: Bar do Celso
Com informações de: Cozinhando com Amigos
, Marianna Rubini e Wikipédia

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BeerFood: Jujuba de Cerveja

Beerfood, Doces e Sobremesas

04/09/2017

Atenção cervejeiros: este post é proibido para maiores de 18 anos.

Calma, calma, estamos brincando! Na receita de hoje, traremos o verdadeiro sonho de consumo de sua infância para a sua vida de adulto. Não parece um sonho?

Atire a primeira jujuba quem nunca se entupiu desta iguaria colorida e, após uma passada rápida no dentista, levou olhares de desaprovação dos pais? Felizmente (ou talvez saudosamente), como hoje somos os donos do nosso próprio nariz e da nossa boca, escolhemos uma receita para você vivenciar um clássico da primeira fase da sua vida digna de nostalgia, mas com um toque especial e envolvente, em comemoração à sua independência adulta.

Chame os amigos, revisite os clássicos CDs perdidos em alguma estante na sua casa e delicie-se com o prazer do açúcar, pelo menos hoje, sem culpa!

Sem mais delongas, apresentamos-lhe: Jujuba de Cerveja

Ingredientes

  • 1 kg de açúcar refinado
  • 2 xícaras de cerveja escura
  • 4 colheres de sopa de gelatina sem sabor
  • 1 caixa de gelatina sem sabor
  • Gotas de Corante vegetal alimentício para reforçar a cor da gelatina
  • Açúcar para envolver

Modo de Preparo

  1. Derreta a gelatina com a cerveja em banho-maria
  2. Acrescente o açúcar e mexa bem
  3. Leve novamente ao fogo sem deixar ferver, mexendo sempre até que o açúcar esteja
  4. completamente dissolvido
  5. Misture Corante vegetal alimentício
  6. Coloque num pirex untado com manteiga e deixe descansar de um dia para o outro
  7. Corte com cortadores de biscoito, passe em açúcar e deixe secar

Fonte da receita: Tudo Gostoso (contém adaptações)

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