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Rã na Cerveja

Beerfood, Carnes, Receitas Típicas

08/10/2018

Antes que você faça cara de nojinho, saiba que a carne de rã é uma iguaria em muitos países do mundo, incluindo a França, Alemanha e Japão, por exemplo. Além de uma carne extremamente saborosa, trata-se de um alimento muito saudável.

De acordo com estudo divulgado pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) no ano de 2009, a imigração europeia, notadamente a italiana, francesa, suíça e belga trouxe à América o hábito de consumir rãs em território nacional. Segundo a mesma pesquisa, as populações autóctones, indígenas, também já possuíam este hábito. Grandes ranicultores – aqueles que possuem criações de rãs – datam desde 1935 sua presença no Brasil, mas a produção e consumo deste tipo de alimento oscilou bastante durante o século XX e o início do século XXI.

O estudo também informa que a carne de rã possui 17% de proteína – teor semelhante à da carne de frango e de peixe –, baixo teor de colesterol – cerca de um terço em relação à carne de boi e menos da metade em relação à carne de porco – e “é muito prescrita para pacientes com carência de cálcio e osteoporose, por conter quantidade elevada de cálcio”.

Embora não haja estudos atuais conclusivos sobre a produção e consumo em território nacional, segundo o levantamento de 2016 feito pelo IBGE publicado pelo jornal O Globo, foram identificadas 160 toneladas de produção de rã no Brasil, embora este número pareça refletir apenas um terço da real produção no país. Isto significa, portanto, que somos o segundo maior produtor mundial de rãs, perdendo apenas para o Taiwan – país insular asiático notadamente conhecido pelo consumo deste anfíbio.

Em entrevista para o jornal Folha de Londrina, Sandra Akemi Bornia, proprietária do bar Izakaya, afirma: “Há preconceito só por causa do nome do prato, porque depois que as pessoas experimentam a carne, elas não costumam se arrepender. É um ótimo aperitivo, ainda mais acompanhado de uma cerveja gelada”.

Seguiremos seu conselho, Sandra: nada melhor do que abrir os horizontes para novas – e deliciosas – experiências. Um brinde!

 

Rã à Doré na Cerveja

Ingredientes

  • 6 rãs grandes
  • 1 dente de alho
  • Sal e pimenta a gosto
  • Suco de 1 limão médio
  • 100 ml de cerveja clara
  • Farinha de trigo para empanar
  • Óleo para fritar

Modo de Preparo

1.Tempere as rãs com o alho, sal, pimenta e limão.
2. Deixe descansar por 20 a 30 minutos com tempero na cerveja.
3. Passe na farinha de trigo, batendo bem para tirar o excesso.
4. Frite em óleo quente abundante.

Fonte da receita: Brejinha Boteco (contém adaptações)

Com informações de: Embrapa, Folha de Londrina e Globo Rural

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Um cordeiro divino

Beerfood, Carnes

13/08/2018

Agnus Dei, ou “Cordeiro de Deus” em latim, representa na liturgia católica como o símbolo de Jesus Cristo, aquele que foi sacrificado para salvar a Humanidade do pecado original. Segundo o cristianismo, foi ele – Jesus Cristo – que possibilitou o fim dos sacrifícios de animais por ter se oferecido a Deus em nome de todos os pecadores.

Hoje em dia, para a nossa felicidade, a carne de ovelha e de cordeiro passou a cair no gosto do brasileiro. Segundo o portal Canal Rural UOL, a demanda por este tipo de carne é muito maior do que a própria oferta em solo nacional, o que faz com que ela tenha que ser importada de outros países.

Para Sarita Bonagurio Gallo, professora de Pequenos Ruminantes da FZEA/USP em reportagem ao portal Milkpoint, um dos principais problemas atualmente no Brasil é a falta de diferenciação e exigência do consumidor brasileiro frente às carnes de ovelha e cordeiro. Segundo ela “o carneiro é o animal adulto e o cordeiro é o animal com até um ano de idade. A qualidade da carne é influenciada pela idade do animal, pelo peso de abate, nutrição, sistema de manejo (pasto, confinamento), sexo e raça”. Em referência a um estudo realizado por pesquisadores da Universidade de Zaragoza, na Espanha, a professora reitera que enquanto “o sabor e aroma da carne é mais intenso nos animais mais velhos, principalmente nos animais abatidos com mais de um ano de idade, ou seja, a carne de cordeiro tem odor e sabor mais suave que a carne de carneiro”.

Sendo assim, é hora de aproveitar a estação da boa comilança para experimentar um novo sabor, certamente divino.


Cordeiro na Cerveja

Ingredientes

  • 1 kg de carne de cordeiro
  • 1 colher de farinha de trigo ou maizena
  • 8 colheres de sopa de óleo
  • 2 dentes de alho grandes com casca
  • 6 g de alecrim
  • 125 ml de creme de leite ou meio pacote
  • 300 ml de cerveja
  • 1 cebola grande
  • Sal a gosto
  • 200 ml de água ou uma xícara
  • 2 folhas de papel toalha

Modo de preparo

  1. Primeiro passo coloque o seu forno para aquecer a 180ºC
  2. Lave a carne com água e seque com papel toalha
  3. Passe sal e pimenta-do-reino na carne toda
  4. Coloque o óleo para esquentar e coloque a carne, o alecrim, a cebola, o dente de alho inteiro com a casca na panela
  5. Deve ser uma panela ou frigideira que não grude a carne
  6. Refogue a carne de um lado e do outro até ela toda ficar morena
  7. Depois de bem refogada tire a carne e coloque em uma forma
  8. Na panela em que está o resto do alho com o alecrim e a cebola acrescente a cerveja e a água
  9. Acerte o sal e deixe ferver
  10. Coloque este molho da cerveja na forma onde está a carne
  11. Tampe com papel alumínio para o molho da carne não secar rápido
  12. Deixe no forno por 2 horas, virando a carne na metade do tempo
  13. Caso o molho seque acrescente mais cerveja com água, regando a carne
  14. Corte a carne em pedaços e volte com ela para a forma sem o molho da cerveja
  15. Reserve o molho em um recipiente
  16. Volte a carne para o forno desligado, apenas para manter a temperatura
  17. Passe o molho em uma peneira para ele ficar limpo
  18. Coloque o molho ao fogo, dissolva a farinha de trigo em meio copo de água
  19. Quando o molho estiver quase fervendo coloque a farinha de trigo e mexa sem parar
  20. Quando o molho estiver meio grosso acrescente o creme de leite e sirva com a carne de cordeiro


Fonte da receita: Tudo Gostoso (contém adaptações)
Com informações de: Canal Rural UOL, Milkpoint, NCBI e Sebrae Mercados

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Cerveja na Chapa

Beerfood, Carnes

28/05/2018

O Dia Mundial do Hambúrguer é comemorado em 28 de maio. Por isso, nada melhor do que prepararmos, nós mesmos, uma singela homenagem à esta deliciosa peça da comida rápida, de sucesso internacional.

Embora muitos encarem o hambúrguer como uma receita tipicamente norte-americana, mais especificamente dos Estados Unidos, há indícios de que os povos tártaros comiam “fast-food” muito antes dos colonizadores europeus chegarem à América. Hoje em dia, os historiadores possuem indícios suficientes para concluir que a população nômade que vivia entre a Rússia e a Turquia por volta do século 12 e 13 parava para comer uma carne relativamente passada por conta do longo tempo de transporte a cavalo, amontada em formatos do atual hambúrguer.

Cerca de 600 anos depois, os alemães já haviam incorporado (e refinado) a receita como é conhecida hoje. Ao cruzarem o Atlântico no início do século XX para buscarem melhores oportunidades de vida na América, a menina dos olhos e terra da prosperidade numa Europa arrasada pelas guerras, acredita-se que o Porto de Hamburgo, pelo quaL os alemães adentravam o Novo Continente em Nova York, foi a porta de entrada para a popularização daquela carne “ao estilo de Hamburgo” – daí advém o nome “hambúrguer”.

Para se ter uma ideia, o registro oficial mais antigo que se tem desta iguaria na cidade de Nova York é de 1836. Com a chegada cada mais proeminente de alemães na cidade, foi apenas uma questão de tempo para que a receita germânica fosse adotada massivamente pelos norte-americanos.

No Brasil, a primeira cadeia de comida estilo fast-food foi aberta em 1952 na Rua Raimundo Correa, em Copacabana, na cidade do Rio de Janeiro, pelo americano Robert Falkenburg.

Agora, como dizem por aí, “fácil mesmo é comer, quero é ver é fazer!”. Por isso, é hora de arregaçar as mangas, chamar o(a) mestre cuca que há dentro de você e embarcar nesta onda americana – quer dizer… alemã, quer dizer… tártara, quer dizer… nossa.

Hambúrgueres Defumados de Cerveja Com Molho Cremoso de Mostarda

Ingredientes:

  • 900g de carne magra moída
  • 150g de queijo Gouda defumado e cortado em cubos de 0,6cm a 1,3cm
  • 1 cebola média ou 1/2 cebola grande
  • 2 colheres de chá de páprica doce defumada
  • 1 colher de chá de cominho em pó
  • Tempero para grelhados (recomendado: Montreal Steak Seasoning)
  • Sal grosso e pimenta do reino moída na hora
  • 2 dentes de alho ralados ou finamente picados
  • Punhado generoso de salsinha fresca finamente picada
  • 1 colher de sopa de molho inglês
  • 1/2 garrafa (350ml) de cerveja clara
  • Azeite de oliva extravirgem para regar
  • 1/2 xícara de mostarda marrom picante
  • 1/4 a 1/3 xícara de sour cream
  • 2 a 3 colheres de sopa de endro fresco picado ou 1 colher de chá de endro seco
  • 4 pães de hambúrguer cortados ao meio e levemente tostados
  • Alface de folha verde ou roxa para cobrir
  • Picles doces fatiados para cobrir

Modo de Preparo:

  • Preaqueça a grelha em temperatura média-alta.
  • Coloque a carne em uma tigela e adicione o queijo. Descasque a cebola e corte ao meio, se estiver utilizando meia cebola. Rale cerca de 3 a 4 colheres de sopa de cebola diretamente sobre a carne na tigela. Pique a cebola restante e reserva para cobrir. Adicione os temperos à carne: páprica, cominho e cerca de 1 colher de sopa de tempero para grelhados e/ou um pouco de sal e pimenta. Adicione o alho, salsa, molho inglês e cerveja, e em seguida molde 4 hambúrgueres grandes tornando-os um pouco mais finos no centro do que nas bordas.
  • Os hambúrgueres incham quando cozidos, portanto isso os torna uniformes. Regue um pouco de azeite sobre os hambúrgueres e então grelhe por cerca de 4 minutos de cada lado para o ponto médio-malpassado, 5 minutos de cada lado para ao ponto e 6 a 7 minutos de cada lado para bem passado.
  • Misture a mostarda e sour cream com o endro.
  • Coloque os hambúrgueres sobre as metades inferiores dos pães e cubra com a alface, picles e cebola crua picada. Passe o molho nas metades superiores dos pães e sirva.

Fonte da Receita: Food Network
Com informações de: Britannica, Calendarr, Fatos Desconhecidos

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Torta de Carne com Cerveja

Beerfood, Carnes

15/01/2018

A comida está no forno, a cerveja está gelando, agora só falta mesmo a visita chegar. Hoje é dia de impressionar o(a) convidado(a) com uma receita de dar água na água. Neste meio tempo, enquanto você se senta no sofá, uma pergunta vem à mente: quem foi que inventou a torta?

Segundo o Concílio Americano de Tortas (C.A.T), tem-se registros dessa iguaria como a conhecemos hoje desde os antigos egípcios. Numa roda-viva de culturas, os gregos mais tarde utilizavam bastante a “torta” como um meio prático de se transportar alimentos de lá para cá, o que resultava por vezes basicamente numa “trouxinha comestível” – o importante mesmo era o alimento condensado nesta massa, não o seu invólucro.

Ainda de acordo com C.A.T., foram os romanos que acabaram levando esta cultura da torta para o resto da Europa – e por consequência, para todo o mundo Ocidental durante o período das navegações a partir do século XV. O prestigiado dicionário de inglês “Oxford English Dictionary” nota que a palavra “torta” era muito popular no continente já no século XIV.

Como primeira receita publicável, os romanos divulgaram uma torta de queijo de cabra e mel. Mas se formos ainda mais longe, espacialmente e temporalmente, é possível encontrar registros de sobremesas e tortas salgados proporcionadas ao Faraó Ramsés II, no Vale dos Reis (atual Egito), onde governou absoluto entre os anos 1304 e 1237 a.C., isto é, há mais de 3.300 anos.

Com tanta digressão, você mal percebeu, mas a sua torta já está cheirando no forno. É hora de retirá-la, pois o(a) convidado(a) chegou. Além de uma bela iguaria, você tem agora uma anedota para contar durante o jantar.

Bom apetite.

Torta de Carne com Cerveja

Ingredientes:

  • 500g de carne (alcatra e picanha previamente assados em churrasqueira)
  • 1 talo de alho-poró fatiado bem fininho
  • 2 dentes de alho inteiros
  • 500 ml cerveja (clara ou escura)
  • 1 tomate grande cortado em cubos
  • 1 cebola grande fatiada
  • 1 retângulo de massa folhada com 30cm
  • 1 batata grande descascada e cortada em fatias bem finas
  • Sal a gosto

Modo de Preparo:

  • Coloque na panela de pressão a carne, a cerveja, o alho porró, os dentes de alho, o tomate e tempere com sal.
  • Tampe a panela de pressão e quando começar a chiar abaixe o fogo para o mínimo e cozinhe por 1 hora.
  • Abra a panela, verifique se a carne está bem macia a ponto de desfiar. Se já estiver desfiando, deixe em fogo baixo com a panela destampada apenas para secar um pouco o caldo. Se ainda não estiver desfiando tampe a panela novamente e cozinhe em fogo baixinho por mais 30 minutos.
  • Desfie a carne e reserve. Forre o fundo de um refratário com as fatias de batata. Cubra com a carne desfiada e depois com as fatias de cebola.
  • Abra a massa folhada um pouco com um rolo (ou garrafa) para deixá-la maior e mais fina. Cubra a torta com a massa folhada deixando aparecer um pouco do recheio nas bordas. Risque a massa com a ponta de uma faca (mas tome cuidado para não rasgar a massa) para que ela não infle no forno.
  • Regue a massa com um fiozinho de azeite e se quiser coloque umas folhinhas de alecrim.
  • Leve para assar em forno pré-aquecido em 190º por 30 minutos, ou até a massa estar assada e dourada. Sirva bem quente.

Fonte da receita: Figos & Funghis (contém adaptações)
Com informações de: Pie Council e Wikipédia

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Um Casal Perfeito

Beerfood, Carnes

17/10/2017

O amor está no ar. Quando se trata de combinações perfeitamente harmoniosas, tão apaixonantes quanto às juras de amor de Romeu e Julieta, o mundo da culinária nos faz crer que é possível, sim, acreditar em alma gêmea. Assim como o feijão está para o arroz, um bom churrasquinho está para a cerveja: não há casal mais feliz neste mundo do que estes dois.

O mais velho do casal, o churrasco nasceu há mais ou menos 5.500 anos quando o Homem da pré-história dominou a arte do fogo e pôde replicar este elemento natural, até então disponível aleatoriamente na natureza, ao seu bel prazer. Para além do sabor, a carne feita na brasa contribuiu para mudar completamente os hábitos alimentares da população humana e, entre outros inúmeros efeitos indiretos ao seu consumo, alterou a maneira como nos relacionávamos com o nosso corpo e ambiente, contribuindo, inclusive, com a passagem do nomadismo para a sedentarização – onde o Homem passou a domesticar animais e a fixar-se num único local.

A arte do assado acabou se tornando uma técnica universal e onde quer que houvesse carne disponível, haveria uma brasa acesa para cozinhá-la. Dentre algumas dessas técnicas de cozimento, podemos citar as mais conhecidas atualmente em solo nacional, como o churrasco gaúcho, o asado argentino e o barbecue norte-americano. Este último – apesar de estar diretamente associado à cultura sulista dos Estados Unidos – tem como origem o país vizinho: o México.

Foi no século XVI, no período áureo das navegações espanholas pela América que os europeus descobriram o “barbacoa” – um método de cozimento de carne de ovelha em fogo baixo, durante horas a fio. Esta técnica dos nativos mexicanos da Península de Iucatã acabou batizando, muitos anos depois, o internacional “American barbecue”, feito à base de costelinha de porco.

Reza a lenda que, tão importante quanto a própria carne, o churrasco norte-americano preza verdadeiramente pelo bom molho. Temperar a carne não é apenas um adereço, mas uma obrigação do bom cozinheiro. Por este motivo, disponibilizamos abaixo o molho perfeito para o seu churrasco perfeito.

Afinal, se são os grandes encontros que tornam esta vida mais completa, pode comemorar: cerveja e churrasco nasceram um para o outro.

Costelinha com Barbecue de Cerveja

Ingredientes:

Molho barbecue de cerveja

  • 3 colheres (sopa) de azeite
  • 2 dentes de alho picados
  • 1 cebola roxa picada
  • 1 colher (chá) de páprica
  • ½ xícara (chá) de molho de tomate
  • ½ xícara (chá) de ketchup
  • Suco de 1 limão
  • 1 colher (sopa) de mostarda
  • 2 colheres (sopa) de açúcar mascavo
  • 3 colheres (sopa) de molho inglês
  • 1 xícara (chá) de cerveja escura

Costela

  • 1 costela de porco
  • 3 dentes de alho
  • 1 xícara (chá) de cachaça
  • Suco de 1 limão
  • 2 folhas de louro
  • 1 ramo de alecrim
  • Sal a gosto
  • 1 xícara (chá) de molho barbecue

Modo de Preparo:

Molho barbecue de cerveja: em uma panela, refogue o alho e a cebola no azeite. Junte a páprica e refogue mais um pouco. Em seguida, misture os demais ingredientes. Deixe em fogo médio até ferver.

Costela: em uma vasilha, tempere a costela de porco com o alho, a cachaça, o suco de limão, folhas de louro, alecrim e sal a gosto. Deixe marinando por 2 horas. Coloque a costela em uma assadeira, tampe com papel alumínio e leve para assar em forno preaquecido a 180ºC por aproximadamente 45 minutos. Retire o papel alumínio, passe o molho barbecue e volte ao forno por mais 20 minutos.

Fonte de receita: Edu Guedes
Com informações de: Alex American Food, Don Churrasco, Viviendo em el México Mágico, Wikipédia

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Uma Torta de… Cerveja!

Beerfood, Carnes

25/07/2017

Já imaginou o que seria da sua vida sem o advento do liquidificador? Para cada receita, para cada bolo, você teria que cortar – primeiro – pedacinho por pedacinho, juntá-los numa superfície e bater – com as próprias mãos – por horas a fio. Isso sem contar as repetidas vezes que o processo todo teria que ser reiniciado, caso alguma parte não ficasse homogênea, tornando uma simples mistura uma grande aventura.

Segundo o site História de Tudo, “os primeiros liquidificadores surgiram em 1904, nos Estados Unidos. O modelo era uma espécie de liquidificador misturado com batedeira. O mesmo continha um motor elétrico movido à correia de transmissão, tendo sido usado principalmente na mistura de substâncias químicas e na fabricação de milk-shakes”.  Aparentemente, o trambolho consistia num grande motor acoplado a uma pequena peça com lâminas – o que causava constantes estragos e interferência da maquinaria na comida.

Somente em 1922, Stephen Poplawski – nascido na Polônia em 1885 e emigrado aos Estados Unidos com 9 anos de idade – criou o aparelho em sua configuração na qual conhecemos hoje. Dali, apenas 9 anos mais tarde, em 1931, o primeiro liquidificador com motor próprio começou a ser fabricado em escala comercial em Chicago, pela Stevens Electric – criada pelo próprio Poplawski.

Hoje quase um aparelho obrigatório na cozinha brasileira, o liquidificador está a serviço (e às mãos) de todos aqueles que gostam de cozinhar, mas não têm muito tempo a perder com processos minuciosos. Se você tem dúvidas por onde começar na cozinha, siga a receita abaixo: não tem como errar. Quer uma dica? Comece por abrir a lata de cerveja.

Torta de Liquidificador com Cerveja (sem ovos)

Ingredientes

  • 1/2 xícara de óleo
  • 2 xícaras de leite
  • 3 xícaras de farinha de trigo
  • 1 tablete de caldo de galinha ou outro de sua preferência
  • Sal a gosto
  • 50g de queijo meia cura a gosto (opcional)
  • 1 colher de sopa cheia de fermento em pó
  • 1 copo de cerveja clara
  • Sugestões para a massa carne moída refogada; frango desfiado com catupiry; camarões; queijo com presunto e um pouquinho de orégano.

Modo de Preparo

  1. Bata todos os ingredientes no liquidificador
  2. Se a massa estiver muito mole coloque um pouco mais de farinha até ganhar uma consistência firme
  3. Se preferir unte o pirex com um pouco de óleo. Depois forre o fundo do pirex com uma parte da massa, coloque todo o recheio e coloque a outra parte da massa por cima do recheio
  4. Leve ao forno preaquecido em forno médio, por cerca de 30 minutos, até dourar

Fonte da receita: TudoGostoso.com.br (contém adaptações)
Com informações de: História de Tudo , History Of Science e Wikipédia

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Que molho!

Beerfood, Carnes

03/05/2017

Você já deve ter provado (ou pelo menos ter ouvido falar) no famoso molho curry. Esta iguaria apimentada de origem indiana, trazida pelos povos europeus durante as navegações do século XVI no Oriente, tornou-se cada vez mais popular no mundo ocidental conforme a passagem do tempo. Uma mistura de ervas, o pó-de-curry é basicamente composto por açafrão-da-terra, cardamomo, coentro, gengibre, cominho, casca de noz-moscada, cravinho, pimenta e canela – que, juntos, conferem uma coloração ligeiramente marrom-avermelhada, dependendo da intensidade de cada ingrediente.

Segundo a Wikipédia, a origem da palavra curry (empréstimo que os brasileiros fizeram da língua inglesa) está localizada na língua tâmil, um dos diversos idiomas utilizados no sul da Índia, Sri Lanka e Singapura. கறி) ou “kari” significa “molho”. E que molho!

Nas palavras do professor Dr. Mahtab Jafari, da Universidade da Califórnia (EUA), o tempero da vida –como é conhecido o curry em grande parte da Ásia – possui inúmeros benefícios à saúde: “Estudos preliminares em laboratórios sugerem que este tempero possui propriedades antioxidantes, anti-inflamatória e anticancerígena”. Propriedades estas ligadas diretamente à curcumina, um componente ativo do açafrão-da-terra.

Podendo ser utilizado sobre praticamente todos os tipos de alimentos, incluindo frutas, carnes e vegetais, o curry também pode ser um excelente substituto para salgar a sua refeição sem os riscos do sódio do sal tradicional.

O tempero fez tanto sucesso que praticamente se instalou na cozinha do mundo inteiro. Em Portugal, o curry é conhecido como “caril”; no Japão, trata-se do famoso “karê”. No entanto, uma coisa é certa: cada qual com seu nome, mas todos com uma cerveja na mão – o molho ligeiramente apimentado vai fazer você implorar por uma gelada.

Karê Japonês com Cerveja

Ingredientes (porção para 6 pessoas):

  • 1 cenoura grande;
  • 2 batatas médias;
  • ½ kg de alcatra cortada em cubos;
  • 1 lata de cerveja pilsen;
  • 250 ml de água;
  • 4 colheres de sopa de óleo;
  • 1 caixinha pequena (100g) de preparado pronto para karê.

Modo de Preparo:

  • Descasque e corte a cenoura e as batatas em cubos (tamanho médio 2x2cm);
  • Em uma panela de pressão, refogue a carne em óleo quente;
  • Quando a carne estiver dourada, acrescente a cerveja, a água (de preferência quente) e tampe a panela de pressão;
  • Quando começar o ruído que indica que a panela está cozinhando com pressão, abaixe o fogo e deixe cozinhar por aproximadamente 10 minutos;
  • Desligue o fogo, retire a pressão e coloque a cenoura as batatas;
  • Deixe cozinhar por mais alguns minutos (pode ser sem pressão), até que os legumes estejam macios;
  • Coloque todo o conteúdo da caixinha de preparado para karê e misture bem até que esteja totalmente dissolvido e incorporado;
  • Sirva com arroz.

Dicas no Preparo do Karê:

  1. a) existem vários tipos e marcas de preparados prontos para karê. Há os fracos, que são mais suaves; os médios e os fortes. Experimente conforme a sua preferência, tendo em mente que essa diferenciação refere-se à intensidade do sabor do tempero de origem indiana, o ‘curry’, que é o ingrediente básico desses preparados;

    b) Você pode preparar o karê usando o pó de curry, no lugar do preparado pronto. Para a porção para 6 pessoas, coloque aproximadamente 3 colheres de sobremesa de pó de curry dissolvidos em 1 copo de água. Misture bem e acrescente mais 2 colheres de sopa de farinha de trigo ou maisena dissolvidos em ½ copo de água. Tempere com algumas gotas de shoyu, sal e aji-no-moto a gosto.

Dica – Como servir o Karê:

  1. a) O Karê é sempre acompanhado de arroz. Além do arroz, o karê fica uma delícia servido com alho-poró cortado em fatias finas e refogado só com manteiga e sal;

    b) Existem variações desse prato, sendo a mais difundida o ‘beef karê’, igualmente fácil de preparar. Basta não colocar carne em cubos no cozimento e fritar, à parte, um bife à milanesa, que pode ser de carne bovina ou suína. Na hora de servir, coloque o bife junto ao arroz, já fatiado e cubra tudo com o karê.

Com informações de: Biotipo, Copacabana Runners, Epoch Times, Universidade da Califórnia (EUA)Wikipédia

Fonte da receita: Asia Shop (contém adaptações)

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Francesinha portuguesa

Beerfood, Carnes

10/04/2017

Conflito de identidade? Seria a francesinha portuguesa uma gaulesa filha de imigrantes lusitanos? Nada disso, mas um pouco disso. Vamos por partes:

A cidade do Porto é a segunda maior cidade de Portugal, com quase 250 mil habitantes. Berço do nome do país e capital do Condado Portucalense – onde, mais tarde, após a reconquista da península ibérica tomada pelos muçulmanos, viria a se tornar um reino próprio, o reino de Portugal – é o segundo destino mais visitado do país.

Atualmente, por conta de sua importância histórica e beleza arquitetônica, parte da cidade é considerada Patrimônio Mundial da UNESCO. Neste local, entre muitos outros passeios, como a Torre dos Clérigos e a ponte de Dom Luís I, reside uma particularidade tripeira – como são conhecidos localmente os habitantes do Porto – a tal da francesinha.

Reza a lenda que um português chamado Daniel David Silva inventou a receita nos idos de 1950. A base de um famoso sanduíche francês, chamado croque monsieur, este portuense adaptou a receita ao gosto local e a serviu no restaurante onde trabalhava. Por se tratar de uma comida de cunho popular, bastante calórica e com muitas possíveis variações, o prato acabou se tornando um símbolo gastronômico local, parada obrigatória para todo bom turista que quer conhecer melhor a cultura da região norte de Portugal.

Para uma francesinha que de “inha” não tem nada, muito menos uma nacionalidade francesa, está aí uma receita de sucesso para impressionar os olhos e os estômagos de amigos e familiares.

Bom apetite, ó pá!

Ingredientes:

Massa da Francesinha

  • 3 fatias de pão de forma
  • Queijo parmesão
  • Presunto
  • 1 bife
  • 1 ovo frito
  • 1 salsicha
  • 3 rodelas de lingüiça

Molho (p/ duas porções)

  • 330 Mililitros de cerveja clara
  • 200 Mililitros de leite
  • 4 Colheres de sopa de polpa de tomate
  • 2 Colheres de sopa de farinha maisena
  • 2 Colheres de sopa de margarina
  • 2 Cálices de brandy ou vinho do porto
  • 2 Folhas de louro
  • 2 Tabletes de caldo de carne
  • Pimenta calabresa a gosto

Modo de Preparo:

Molho

  • Para preparar esta sugestão de receita de molho de francesinha caseiro comece por colocar o leite numa panela e dissolver nele a maisena.
  • Acrescente os restantes ingredientes e leve ao fogo médio, mexendo de vez em quando, até engrossar.
  • No final, retire as folhas de louro e bata o molho, para eliminar quaisquer grumos que se tenham formado

Francesinha

  • Alterne as fatias de pão com os ingredientes: sobre a primeira fatia de pão, coloque o bife, uma fatia de queijo, uma de presunto, a salsicha, outra fatia de pão, o ovo, a linguiça, outra fatia de queijo e por fim outra fatia de pão
  • Cubra toda a francesinha com queijo
  • Leve ao forno para derreter o queijo e gratinar um pouco
  • Coloque o molho por cima e envolta da francesinha
  • Sirva com batata frita

Com informações de Universidade do Porto (Portugal), Origem das Coisas e Wikipedia
Fonte da receita: Tudo Receitas e Tudo Gostoso (contém adaptações)

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Egészségére! – Saúde

Beerfood, Carnes

20/10/2016

Oi? Como é? Você pode repetir?

O título acima é uma interjeição pertencente ao idioma húngaro, da família das línguas urálicas. Aparentemente impronunciável, esse palavrão todo é usado diariamente em diversas ocasiões e pode ser traduzido como o nosso simpático “saúde!”. (mais…)

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Uma loucura de sabor

Beerfood, Carnes

20/09/2016

Após a divulgação do Diário de Agricultura e Química Alimentar dos Estados Unidos confirmar que carne e cerveja combinam como nunca, é hora de saborear outra iguaria da culinária nacional. Apresentamos: A carne louca com cerveja. (mais…)

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