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Comentários (0) Bom de copo, Histórias da Cerveja

Framboise

Numa pequena região a oeste de Bruxelas, capital da Bélgica, situa-se o lar de um importante – porém não tão conhecido – estilo de cerveja chamado Framboise ou Frambozen. Tanto em francês quanto em flamengo (as duas línguas oficiais deste país europeu) ambas as palavras significam o mesmo: framboesa.

Muito antes dos produtores de cerveja se utilizarem do lúpulo como aditivo de sabor à bebida, uma série de frutos e vegetais eram adicionados às cervejas de estação. E foi com base na framboesa que esta cerveja de trigo, de fermentação espontânea, ganhou seu destaque no mercado internacional.

Segundo o portal Beer & Brewing, a base desta cerveja lambic é de 30% a 40% de trigo combinados com 60% a 70% de cevada maltada. De acordo com o mesmo portal, “todo o lúpulo utilizado nesta produção de lambic é envelhecido intencionalmente com a finalidade de diminuir o óleo aromático e o iso-alfa-ácido, reduzindo o aroma do lúpulo e seus componentes de amargor”.

Durante seu processo de fermentação, o mosto é transferido a barris de carvalho e posteriormente passam por um processo de envelhecimento que pode durar até um ano. Após este longo período, adiciona-se então as framboesas para uma segunda etapa de envelhecimento que pode durar de um mês a outro ano inteiro, dependendo da demanda do produtor.

A composição de frutos verdadeiros ou xaropes de framboesa, além da adição de adoçantes naturais (ou não) varia de produtor a produtor. Por se tratar de uma bebida tipicamente seca e por muitas vezes considerada “azeda”, houve já o tempo em que açúcar era oferecido junto ao cliente para adoçar, a sua maneira, esta inusitada cerveja lambic.

Com um aroma inconfundível de framboesa, esta cerveja apresenta, em geral, uma coloração clara (entre 0 e 10 IBUs), medianamente encorpada e levemente ácida nas bebidas mais jovens. Ideal para ser servida a 7ºC, num copo lambic estilo flauta, esta iguaria europeia acompanha bem sobremesas de chocolate, sorvetes e caviar. Mais fino que isso, impossível!

 

Com informações de: BJCP, Beer & Brewing Magazine e Merchant du Vin

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